O QUE É LEGALMENTE POSSÍVEL FAZER EM RELAÇÃO A MORADORES DE RUA, ESTÁ SENDO FEITO EM LAGES. DAÍ DEBATER O ASSUNTO É…
“Lages está enxugando gelo”.
Essa frase foi proferida numa audiência pública que debateu em março de 2024 a questão de moradores de rua em Lages. Foi relatada a ação prática para combater o problema social (e não o morador de rua em si). De lá para cá, trocou a gestão, a situação persiste, mas com soluções e encaminhamentos práticos.
ASSUNTO NA PAUTA DA CÂMARA
Em agosto de 2025 o assunto foi discutido, inclusive com a presença das gestoras da área Social de Lages na Câmara. A secretária Inês Salmória, por exemplo, foi clara ao observar que “não há uma solução milagrosa para a situação de rua das pessoas, principalmente após a pandemia da Covid, que agravou a condição no mundo todo”. Foi informado que até o sétimo mês do ano passado, 271 pessoas receberam passagens para retornar às suas cidades de origem, além das abordagens rotineiras, colhendo dados individuais e encaminhando para os ambientes de atendimento social.
No frio de agosto do ano passado, a diretora de Proteção Especial de Média Complexidade, Stefany Wolff e a secretária de Assistência Social, Inês Salmória, relatando as ações na Câmara de Vereadores para administrar a questão dos moradores de rua.
ENTENDAMOS QUE…
Fora isso que a Secretaria de Assistência Social está fazendo (passagens, abordagem e atendimento), inexiste outra solução. O poder público não pode, compulsoriamente (de forma obriatória), retirar as pessoas da rua, das praças. O requerimento para levar o tema ao legislativo em agosto do ano passado foi da vereadora Elaine Moraes (Cidadania) até para evidenciar que há políticas públicas para tentar minimizar o problema que angustia o coletivo lageano.
Esses dados foram apresentados na metade de agosto do ano passado sobre os R$ 50 mil gastos com passagens e as cidades para onde foram os moradores de rua que pediram para retornar às cidades de origem
DAÍ QUE…
Soa como um ‘mais do mesmo’ o presidente da Câmara, Maurício Batalha, propor OUTRA audiência pública para discutir o tema. A ideia é realizar a sessão no dia 9 de abril. Ali, por certo, apresentar-se-á o trabalho em desenvolvimento pela área de Assistência Social e só isso. Até porque, a problemática dos moradores de rua, como disse a secretária Inês Salmória, não tem solução milagrosa. E não se trata de uma realidade isolada de Lages, mas inclusive de forma mais angustiante se visualiza em centros maiores.
A menos que seja para informar que vai doar os R$ 20 mil que recebeu até agora de vale alimentação para ajudar na causa, o presidente Batalha, ao levar o tema moradores de rua para o ‘debate’ não trará solução diferente à problemática, visto que aquilo que está ao alcance do poder público, está sendo feito em Lages.




