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Colombo e Serra: ‘Te necessito’

ENTIDADES SILENCIAM EM UM MOMENTO DE ARTICULAÇÃO PARA COLOCAR O EX-GOVERNADOR NO JOGO

Uma coisa é o cenário eleitoral e os perrengues do PSD em busca de retornar ao protagonismo em Santa Catarina. Isso é tarefa interna da sigla e suas lideranças com estratégias, posicionamentos e amarrações. Outro coisa, do lado de fora dessas questões partidárias, é uma região desguarnecida de representação política, ver o cavalo passando encilhado e, de repente, ficar a pé. O intróito faz referência ao cenário eleitoral da Serra Catarinense que, sem Raimundo Colombo, não teria – e não terá – nenhum outro nome com expressão para obter êxito nas urnas em um projeto à Câmara Federal.

SIGNIFICA QUE…

É preciso deixar de lado as diferenças e indiferenças que envolvem os lados políticos e partidários e avaliar o conjunto de demandas que dependem de representante no DF. Dos campos de altitude, à infraestrutura rodoviária federal, as políticas para o agro e acesso a recursos por emendas. Tudo permeia a existência de um representante serrano entre os eleitos à Câmara. Do contrário, serão quatro anos recebendo migalhas (de emendas) e com a Serra Catarinense calada onde tudo se decide, em Brasília.

NESSE CONTEXTO

Raimundo Colombo acena indecisão estabelecendo prazo para concorrer ou correr da disputa a Federal, até porque com os benefícios de ex-senador, aposentadoria de governador e outra do INSS, além de suas lidas no agro, política para ele é ‘cachaça’, para estar no jogo, exercitando aquilo que sempre soube fazer. Isso porque, tendo cruzado a linha dos 70 anos de vida, não precisa estar nessa máquina de moer gente exposto e se expondo.

E…

Mesmo diante dessa aparente tendência do ‘se me incentivar eu entro em campo’, não se vê gesto em Lages nesse sentido. Isso fica claro no silêncio de entidades como Acil, Associação Rural e correlatas, inclusive em reuniões amplas como a plenária da Facisc desta semana em Lages.

PLENÁRIA E O SILÊNCIO

Na segunda-feira, 13, a plenária da Facisc trouxe até o presidente da entidade estadual a Lages. Propagou-se o programa Voz Única como instrumento de articulação entre o empresariado e o poder público. Mas não há uma única linha sobre a importância e necessidade da representação política para as demandas defendidas – são 66 ao todo – e reforçadas durante a discussão na plenária. É como se existissem as demandas (elas existem) e as coisas fossem se resolver na boa vontade dos entes, sem pressão e interferência política.

Plenária Regional da Facisc em Lages com dirigentes de São Joaquim, Urubici, Bom Retiro e Corrreia Pinto. Demandas importantíssimas, mas sem a região entrar no mérito da necessidade de ter representatividade política também em âmbito federal.

O QUE FALTA?

Considerando que Colombo disse aos colegas de imprensa, na palestra da sexta-feira, 10, que tem o mês de abril para decidir se concorre ou não (a Federal), há duas semanas pela frente para que a Acil, Associação Rural, entidades representativas em geral chamem o ex-governador e exteriorizem um TE NECESSITO em campanha e no mandato.

E…

Esse tipo de gesto público encoraja, ajuda a decidir até porque, saindo de Lages com uns 40.000 a 50.000 votos e usufruindo do espólio eleitoral de quando foi governador, passar dos 100 mil votos é um cenário viável. E a essas alturas, tentar ajudar eleger Colombo à Câmara Federal não é uma ação para ajudar ele, mas para que ele ajude a região estando no DF. Até porque, se não motivar o ‘veinho’ a vir para o jogo, vai ficar cuidando das lavouras de soja, do carteado, com as chuteiras penduradas, sem se incomodar.

Colombo na já esteve na Acil em novembro do ano passado numa espécie de ‘ainda estou aqui’. E se ele sentir uma mobilização de adesão a um ‘caminhar junto’ é certo que entra na disputa e seja o que Deus e os eleitores quiserem!

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