CONDIÇÕES DAS RUAS POR ONDE TRAFEGAM OS CAMINHÕES TERIAM CONTRIBUÍDO PARA A CTA ‘DESISTIR DE LAGES’
Tanto na crise da coleta quanto na paralisação dos colaboradores por causa de condições de trabalho, a empresa CTA manteve silêncio. A única manifestação esclarecedora da empresa (que tivemos acesso) foi um pedido de direito de resposta nas plataformas digitais do Grupo SCC. Ali a CTA explica que foi consultada pela prefeitura para seguir, em caráter emergencial, mantendo o trabalho da coleta na cidade. E por opção da empresa a decisão foi negativa.
QUESTÃO DAS VIAS
Uma razão decisiva para o recolhimento da empresa da atuação em Lages – citada no conteúdo – é a infraestrutura. Tanto o acesso ao Aterro Sanitário quanto as vias urbanas apresentariam condições (e isso é fato), que dificultam o deslocamento de caminhões da coleta e as consequências decorrentes disso afetaria a frota.
A frota da coleta apresenta, de fato, condições estruturais complexas, colocando em risco inclusive a segurança de colaboradores
NOVA EMPRESA: AMBIENTAL DE JOINVILLE
A empresa que sucede a CTA é a Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento Ltda que tem duas décadas e meia de atuação no mercado, a partir de Joinville. Presta serviços em 81 municípios nas diversas áreas que atua, com mais de 3 mil funcionários, abrangendo, praticamente, 1/3 da população de Santa Catarina com sua logística em áreas como a coleta de resíduos, chegando a 582.000 toneladas ao ano. Embora seja um contrato emergencial, a modalidade foi aberta à empresas interessadas em operacionalizar o sistema da coleta em Lages, pelo que aponta a informação do Paço:
“A empresa que apresentou menor preço no processo emergencial, cujo contrato é válido por até um ano, Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento Ltda, com sede em Joinville, percorrerá as rotas da coleta de resíduos domiciliares existentes para atender o perímetro urbano de Lages”.
Joinville está entre as cidades atendidas pela Ambiental, cuja apresentação gera otimismo em relação à resolutividade dos problemas de coleta em Lages.
EMERGENCIAL DE UM ANO
Esse prazo de contrato emergencial, a partir de orientação jurídica, justificando a razão da medida (porque é uma relação sem licitação, dentro daquilo que a norma admite), decorre para que nesse período a prefeitura (Semasa) realize a licitação definitiva. Há, portanto, até os primeiros dias de novembro de 2026 para que todo o processo seja concluído, não impedindo que isso ocorra antes. A empresa Ambiental pode participar da licitação, mas, naturalmente, vencerá aquela que apresentar a proposta mais vantajosa, considerando todos os critérios do certame. Algo é certo: A CTA não virá participar da licitação pelo desinteresse justificado de continuar operando na cidade.
Equipe gestora da Semasa com a prefeita Carmen e o desafio de concluir a licitação no prazo do contrato emergencial com a empresa Ambiental de Joinville





