UM DELES RESULTOU EM PRISÃO E OUTRO TEM DILIGÊNCIAS PARA APURAR CIRCUNSTÂNCIAS
Mais que exteriorizar as duas ocorrências em nome de engajamento jornalístico ou pressão em supostos autores dos atos condenáveis, o tema merece repercussão para servir de alerta. Geralmente casos de racismo são visualizados no noticiário nacional, mas o cotidiano local também tem registrado ocorrências do gênero.
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]Sobre um suposto caso de racismo em uma das secretarias municipais de Lages, as circunstâncias estão sendo apuradas. E, naturalmente, em se confirmando, não haverá autoridade investida em função de comando que deixará de cobrar a aplicação da legislação, mesmo sendo um ou outro integrante da equipe que tenha protagonizado a ofensa.
PRISÃO NO SANTA HELENA
Outro caso, esse com uma materialidade que resultou inclusive em prisão, ocorreu no bairro Santa Helena. O episódio integra o relatório de ocorrências da Polícia Militar desta sexta-feira, 30, sobre a condução de uma senhora de 60 anos à Polícia Judiciária (Delegacia). Quando os profissionais que atuam na coleta de lixo em Lages tentaram explicar à moradora que alguns materiais sólidos não podem ser colocados na coleta normal, teriam sido alvo de xingamentos, inclusive com teor racista.
DESDOBRAMENTO
A PM foi acionada e conduziu a senhora à Delegacia. Em tese, salvo melhor interpretação, isso caracterizou flagrante. E crime de racismo é inafiançável. Significa que mesmo que a autoridade policial que recepcionou o flagrante querendo, não pode estipular fiança para que a autora responda em liberdade pela prática do crime. De se aguardar para ver qual foi o desdobramento da ocorrência. Fica evidente no episódio que não há cenário que aceite, nem comentário, nem qualquer tipo de manifestação que caracterize racismo. E isso vale para o mundo e para o bairro Santa Helena lá de Lages também.
A imagem é ilustrativa, mas a ocorrência de racismo em tendo sido caracterizado e com prisão em flagrante não dá ao cometedor do delito direito de fiança para responder em liberdade.



