HÁ MAIS DE 60 DIAS A ALTERNATIVA AOS PEDESTRES ESTÁ BLOQUEADA E SEM VESTÍGIOS DE OBRAS
Um exemplo pode dar uma ideia melhor de prioridade. O Calçadão de Lages virou atoleiro de dinheiro. Nenhum gestor público passa por ele sem planejar: Vou colocar uns dinheiros aqui para deixar minha marca. Passam de R$ 15 milhões os recursos destinados às intervenções diversas na referida praça nos tempos recentes e de agora. Daí não há de se considerar normal que uma intervenção que custaria uns 2% do que se gasta no Calçadão ao longo das transformações resolveria um acesso às pessoas ali pertinho.
Estamos falando dessa escadaria que era utilizada por moradores do bairro Morro do Posto e estudantes do Colégio Militar, além de trabalhadores de estruturas sediadas nos altos dessa parte de Lages, na ligação com o Centro. Há mais de 60 dias a chuva em excesso fez a ribanceira trabalhar e a Defesa Civil, corretamente, interditou a passagem. O problema está que o local foi interditado e o poder público ‘esqueceu’ de adotar providências para restabelecer a ligação.
O local segue bloqueado com tapumes e os pedestres, moradores e estudantes, dividem espaço com uma ruazinha paralela para descer até a Avenida Carahá, depois Terminal Urbano e Centro…
O problema está que a sequência da ruazinha utilizada de forma improvisada (até a escadaria ser liberada) tem passeio (calçada), estreita na Avenida Carahá, exigindo que os usuários utilizem o local em fila indiana (não tem espaço para pedestre lado a lado). Alguns pedestres têm se misturado aos veículos para vencer o trajeto na passagem pela Carahá, elevando os riscos.
ENQUANTO ISSO, NO DISCURSO…
Na semana passada a prefeita Carmen Zanotto e o secretário de Planejamento, Malek Dabbous, participaram do 126º Fórum Nacional de Secretárias, Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, em agenda da Frente Nacional de Prefeitos, realizada em Florianópolis. De lá, a fala é de que providências como essa exteriorizada no post, estão no radar, conforme declara a própria prefeita:
“Queremos uma cidade cada vez mais acessível, segura e preparada para o futuro. Precisamos olhar para o transporte coletivo, para as ciclovias e para quem se desloca a pé, oferecendo alternativas que tragam conforto e segurança para a população”.





