EMPRESA ALICIAVA SERVIDORES PÚBLICOS PARA OBTER INFORMAÇÕES SOBRE ÓBITOS EM LAGES E OFERECER, ANTES DAS CONCORRENTES, OS SERVIÇOS FUNERÁRIOS
O Ministério Público de Santa Catarina noticiou a decisão judical obtida no âmbito da Comarca de Lages, como desdobramento da Operação Thánatos. O trabalho investigativo do Gaeco chegou a um esquema onde uma funerária de Lages aliciava servidores públicos da área da saúde para receber informações privilegiadas sobre óbitos. De posse de tais informações, os funcionários da funerária investigada chegavam até a pessoa morta, às vezes, antes mesmo da própria família.
DECISÃO É MAIS ABRANGENTE
Além da suspensão por 180 dias dos serviços da funerária, 15 pessoas também foram afastadas por igual período das funções, a partir de pedido do MP/SC e deferimento judicial. São agentes públicos de saúde, inclusive pessoas que atuam nos serviços de urgência, hospitais e até cemitérios. Todos os afastados atuavam em colaboração com a funerária para facilitar a captação de serviços junto aos familiares de pessoas falecidas. A investigação concluiu pela existência de um esquema estruturado e que o afastamento ds funções ocorre para estancar a prática, além de facilitar a conclusão da investigação. Tais pessoas estão proibidas de acessar hospitais, cemitérios e bases do SAMU.
A operação do Gaeco foi desencadeada no dia 1º de abril deste ano e, entre outras situações, o esquema rompia o rodízio estabelecido em licitação com outras funerárias que prestam serviços em Lages. Nesses 180 dias, a Secretaria de Meio Ambiente fará um novo sistema de rodízio, excluindo a funerária punida. Esse período de suspensão das atividades pode ser estendido por mais tempo e até excluir a empresa de continuar operando em Lages, dependendo dos desdobramento da ação.



