COLABORADORES DA EMPRESA CTA RECLAMAM DE CONDIÇÕES DE TRABALHO E PREFEITURA TEM SOLUÇÃO A CAMINHO
É quase inexplicável a situação vivenciada pelos lageanos com o serviço de coleta de lixo executado pela CTA. A paralisação dos serviços se deu pelas condições de trabalho, inclusive a frota de caminhões que seria deficitária em relação ao previsto em contrato. É difícil a explicação porque a CTA integram um grande grupo econômico, sendo que a colega de resíduos urbanos (lixo) é apenas um dos braços de atuação da empresa. Daí se estranhar que a ‘crise de gestão’ esteja levando a tal situação.
CONTRATO COM LAGES
A realidade contratual com Lages, no que depende da Semasa está em dia, inclusive com mais de R$ 900 mil pagos na última fatura. Porém, a empresa não estaria dando aos colaboradores condições de trabalho suficientes para um serviço a contento. Não é nem questão salarial diretamente. Em relação aos serviços prestados, as reclamações sempre existiram, até mesmo porque, independente das circunstâncias que tiraram a falecida Serrana Engenharia da coleta de lixo, os serviços sempre foram de excelência. A comparação é inevitável.
O QUE FOI INFORMADO
O contrato com a CTA termina na primeira quinzena de dezembro e a diretora presidente da Semasa, Paula Granzotto, garantiu que a nova licitação está em curso. Haverá uma nova empresa e existe um plano de contingência (reserva) para ‘não deixar o lageano no meio do lixo’. Segundo Granzotto, a fiscalização é permanente, através de monitoramento online e que foram emitidas 30 notificações neste ano (2025) por falhas durante a prestação de serviços.
Print de um vídeo que mostra as condições de pneus utilizados pelos caminhões na coleta. Algo inconcebível do ponto de vista de segurança da equipe.
PARALISAÇÃO ASSUSTA O PAÇO
Passava das 11h desta terça-feira, 28, quando a prefeitura se manifestou sobre a paralisação da coleta de lixo. Informou-se que a prefeita Carmen Zanotto chamou uma reunião do colegiado às pressas, para que a equipe ajudasse em uma solução. É uma estratégia estranha, mas foi o informado.
Na mesma manifestação, a diretora presidente da Semasa, Paula Granzotto exteriorizou providências. “Nossos fiscais notificaram (a CTA) e exigiram que os caminhões passem por uma revisão e manutenção completa antes de dar continuidade aos serviços”.
Até veículos pequenos da Semasa foram colocados no trecho, segundo ela, para auxiliar na coleta em caráter excepcional. “Temos um plano alternativo para executar, caso a empresa não volte a operar, mas esperamos que a CTA cumpra o seu contrato até o final”.
Uma das estratégias, que é correto diante de crises do gênero – provavelmente encaminhada em reunião do colegiado – foi da comunicação mais eficiente sobre a situação, até para tentar tranquilizar a população. Tanto a diretora presidente Paula Granzotto (foto) quanto o secretário Chefe de Gabinete, Samuel Ramos, colocaram-se a exteriorizar as ações para administrar a situação que, embora não seja oriunda desta gestão, a esta cabe solução.



