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Lixo ‘ajuda’ alagar em Lages

DESASSOREAMENTO DE RIOS EVIDENCIA A QUANTIDADE DE MATERIAL JOGADA EM RIOS E RIACHOS DA ÁREA URBANA

Se nesses testes de chuva intensa do mês de julho já houve transbordamentos de rios e riachos que cortam a área urbana de Lages, a tendência é de termos situações mais agravadas quando vier o aguaceiro de setembro, por causa do El Niño.

Áreas como Defesa Civil e Secretaria de Obras atuam para minimizar os efeitos do represamento de água. Há um trabalho contínuo de desassoreamento que permite ampliar a caixa de vazão dos rios e limpar as ribanceiras de riachos. E nessa tarefa tem se percebido uma realidade recorrente: a quantidade enorme de lixo que é jogado em tais mananciais de água.

Além de vasilhames de plástico, roupas e materiais diversos, nesse trecho do Rio Ponte Grande (logo abaixo do viaduto da BR-282) foi retirada quase uma carga de pneus que estavam no fundo das águas e também nas ribanceiras.

Nesse caso específico se procurou, através da equipe da Secretaria de Obras, dar maior vazão à água por causa do represamento do outro lado, no bairro São Sebastião

Embaixo do viaduto há galerias e não ponte e isso causa o represamento. A vinda de lixo acompanhando a água contribui para reter a enxurrada e causar alagamentos…

Equipes da Secretaria de Meio Ambiente coletaram todo tipo de material que é despejado no rio e até mesmo embaixo do viaduto. Realidade que contribui para as inundações por causa da retenção da água no local.

Há ainda o descarte em local irregular. Nesse ponto, distante 200 metros do viaduto, a prefeitura fez a limpeza em um dia e, no outro, já havia material (lixo volumoso) jogado no local. A prefeita Carmen Zanotto, ao testemunhar in loco a situação, orientou Helder Violandi (Meio Ambiente) para incluir o espaço entre aqueles a serem monitorados com câmera.

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