22,3% DA EXPORTAÇÃO DE MADEIRA DA SERRA CATARINENSE VAI (ESTAVA INDO) PARA OS EUA. COM A TARIFA, HÁ ALERTA DE ‘CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS GRAVES’
A Fiesc realizou a primeira reunião aberta do Comitê de Crise do Tarifaço dos EUA. Na oportunidade foi apresentada pesquisa para medir os impactos potenciais da elevação das tarifas de importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos para 50%, com reflexos em Santa Catarina e, naturalmente, na Serra Catarinense. “A partir de uma compreensão mais profunda dos efeitos para a indústria e a economia catarinense, a Fiesc pretende ampliar sua contribuição para políticas públicas para fazer frente à situação”, aponta a informação distribuída à imprensa.
REFLEXOS EM LAGES E SERRA
“Estamos preocupados com o potencial impacto, porque Santa Catarina tem uma característica muito singular, com segmentos diferentes sendo afetados em proporções distintas”, explica o economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt. Segundo ele, Santa Catarina é o segundo Estado com maior impacto negativo sobre o PIB, de 0,31%, atrás apenas do Amazonas. “Aqui, 22,2% da produção do setor de produtos de madeira é exportada para os EUA”, aponta Bittencourt sobre um dos segmentos que tem manifestado preocupação e que afeta diretamente a economia de cidades como Lages.
CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS GRAVES
Embora algumas grandes exportadoras para o mercado norte-americano possam readequar operações porque possuem estruturas fabris nos Estados Unidos ou em outros países menos impactados, essa não é a regra geral. “A preocupação com o setor de madeira e móveis, por exemplo, se justifica porque parte das indústrias com maior exposição estão em regiões onde o IDH é mais baixo e eventuais reflexos no mercado de trabalho teriam consequências sociais graves”, aponta a Fiesc, numa referência à Serra Catarinense.
1/4 DA EXPORTAÇÃO DA SERRA
Em 2024, 15% das exportações de SC foram para os EUA. Na região do Planalto Norte, no entanto, 42,5% de tudo o que é exportado tem como destino aquele mercado, enquanto na Serra Catarinense são 22,3%. Nesse caso, especialmente produtos à base de madeira de empresas sediadas em Lages e municípios como Correia Pinto, Otacílio Costa e mais adiante, Curitibanos.
Imagem da Casa Branca com Trump e as medidas que aplicam 50% de tarifa a produtos brasileiros que adentrarem nos EUA. O registro acima foi compartilhado pela Fiesc para ilustrar a informação sobre a preocupação das medidas para a economia de SC.


