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Moradores de rua têm ‘solução’?

SITUAÇÃO EXIGE ENCAMINHAMENTOS PARA MINIMIZAR INCÔMODO. MAS O ASSUNTO É DE UMA COMPLEXIDADE SEM TAMANHO

Quando o vereador Castor (PL) foi à tribuna da Câmara e citou que “quem defende morador de rua que adote um e leve para casa”, ele exteriorizava ali a chateação de muita gente atingida pelo problema. Não há como jogar pedras aos que se revoltam com a situação. É de fato algo inconveniente que, inclusive, coloca em risco segurança e tranquilidade de famílias. Entretanto, a má notícia é que a questão dos moradores de rua se constitui um problema sem solução. É possível amenizar, adotar certas providências, mas zerar, resolver em definitivo, é algo pouco provável.

A comunidade que exterioriza a angústia pelo que enfrenta de intranquilidade sempre terá razão. Mas se não existe uma solução única e definitiva, o caminho se constitui ações que minimizem a problemática

DOENTES QUE SE MULTIPLICAM

Há um pequeno percentual, entre os moradores de rua, que se aproveita da situação social. Mas a maioria é gente doente. Ninguém, com a sanidade em dia, presta-se a deixar um abrigo social, um convívio familiar e enfrentar o frio, o calor, a instabilidade das ruas. É nessa ótica que se amparam os profissionais que têm o poder/dever de administrar a situação.

ASSIM

Há municípios que propagam ‘soluções milagrosas’ de retirada dos moradores de rua, mas se for observado, na prática, as prefeituras apenas fazem os mesmos saírem de uma cidade para perambular em outra. Ou seja, os gestores públicos não apresentam uma solução, mas um livramento.

MAS HÁ MEDIDAS QUE AMENIZAM O PROBLEMA

É preciso estabelecer protocolos que leve os moradores de rua para as estruturas públicas de atendimento e abrigo. E eles não irão buscar esse amparo legal – e que incomoda menos o coletivo – se tiverem opções de abrigo. Lages vem atuando no sentido de fechar portas que abrigam de forma clandestina essas pessoas. Donos de imóveis abandonados (e que são utilizados como abrigo temporário, incomodando a vizinhança), estão sendo notificados para providências. E temos exemplos práticos do que está sendo feito.

É o caso desse imóvel na rua Vergílio Ramos, no bairro Morro do Posto. O proprietário foi notificado sobre o problema de ocupação de moradores de rua (causando problemas à vizinhança), o mesmo apareceu com uma equipe, limpou o local e lacrou portas e janelas…

A propaganda política de seis anos atrás colada na parede é vestígio de que há tempos o imóvel está em desuso. E quando se fecha portas assim, não ocorre um ato anti-social, mas uma providência prática para que, aqueles que ali se abrigam, busquem os espaços públicos destinados a esse atendimento. Faz-se isso e nem precisa sugerir que se adote os viventes que perambulam pelas ruas de Lages e de inúmeros outros municípios brasileiros, visto que o problema não se constitui uma situação isolada aqui da paróquia.

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