TRATA-SE DO HOSPITAL FAUSTINO RISCAROLLI DE CORREIA PINTO QUE NÃO APRESENTARIA CONDIÇÕES ESTRUTURAIS DE FUNCIONAMENTO
Este é o hospital Faustino Riscarolli administrado pela prefeitura de Correia Pinto. Ele foi construído no topo de um morro na área urbana do município.
ASSIM
Com o passar do tempo, a estrutura passou a apresentar problemas tanto na edificação física quanto no terreno que dá sustentação ao imóvel. O Ministério Público de Santa Catarina, através da Promotoria de Justiça da Comarca de Correia Pinto, solicitou análise criteriosa da Defesa Civil sobre os avanços das ameaças na estrutura física que colocam em risco a segurança de pacientes e profissionais.
Com base no relatório técnico da Defesa Civil, na manhã desta sexta-feira, 03, o Ministério Público exteriorizou a recomendação para que a estrutura hospitalar seja interditada imediatamente em sua totalidade.
LAUDO TÉCNICO
De acordo com as informações, há riscos de deslizamentos, inclusive agravados pelas chuvas intensas desta semana. Instabilidade geotécnica é o termo utilizado para recomendar a interdição no prazo de 24 horas. Os dados oficiais apontam trincas e fraturas no solo, rupturas na escadaria de acesso, grandes rachaduras na laje de rocha situada abaixo da edificação e outros sinais que indicam avaço na instabilidade do terreno.
PARECER DO MP/SC
“A recomendação tem como objetivo proteger a população. Os laudos demonstram que a instabilidade do terreno evoluiu e apresenta um risco concreto à integridade física de pacientes, profissionais de saúde, visitantes e de todos que circulam pelo local”. É o que aponta a Promotora de Justiça Camila da Silva Tognon. A Defesa Civil classificou o local como R4, nível máximo de risco para esse tipo de ocorrência, indicando elevada probabilidade de deslizamentos e de gravamento das condições da encosta.
Além da interdição, a Promotoria de Justiça cobra da prefeitura de Correia Pinto um plano de contingência detalhando para onde pacientes serão encaminhados e onde o atendimento de urgência e emergência será realizado à população. Embora custeado pelo SUS, através do repasse de recursos, os serviços de urgência e emergência são de competência das prefeituras os encaminhamentos e gestão.
Informações e fotos (do local): Assessoria de Comunicação do MPSC/Defesa Civil
Foto aérea arquivo do banco de imagens produzida por Zé Rabelo





