Geral

O que fazer com a Festa do Pinhão?

“Nós fizemos uma festa para o lageano focada no turista”.

 A fala foi da Secretária de Turismo, Ana Vieira, ao falar sobre a edição deste ano da Festa do Pinhão. Se considerar a realidade, não se conseguiu nem uma e nem outra coisa.

OCORRE QUE…

A Festa para o lageano não se confirmou porque, mesmo com ingresso gratuito no Estádio Vidal Ramos, o fluxo de público aos shows nacionais foi abaixo do que poderia ser. Logicamente que a chuva atrapalhou. Mas se houvesse adesão e os shows fossem bons, haveria público ‘até debaixo d’´gua’. E o foco ao turista não se confirmou, porque a presença de visitantes de outras partes do Estado foi muito pequena, comparada a edições anteriores.

INCLUSIVE

Talvez pela grande quantidade de dias, pela chuva em alguns dias e, principalmente pelas atrações escaladas, o próprio fluxo de pessoas especificamente para participar do evento no Calçadão e arredores não foi tão expressivo. Uma das noites, por exemplo – eu contei – havia 79 pessoas assistindo ao show do palco do Recanto. Logo, toda a propagação do discurso do grande sucesso da edição quermesse da Festa do Pinhão não se confirma se constatada a realidade. E se os organizadores se baseiam em comentários em rede social, isso é um parâmetro muito relativo.

DAÍ QUE…

A audiência pública sobre o ‘modelo de festa’ realizada na Câmara de Vereadores não apresentou qualquer fato ou dado novo. Faltando 7 meses para a nova edição, é possível afirmar com segurança que a Prefeitura de Lages ainda não sabe qual modelo que será adotado. Inclusive porque nos moldes antigos (entregue à iniciativa privada) somente acontece o evento se mudar muita coisa (inclua aí a não distribuição de credenciais e ingressos à prefeitura, revisão de valores de aporte da empresa executora e assim por diante). Logo, se não houver celeridade nas definições, no que vem acontece mais uma ‘festa quermessiana’ por falta de tempo de encontrar tempo para organizar a festa em tempo.

Até pelo tecnicismo que prevalece no trabalho da Secretária Fernanda Torres (Administração), esperava-se que ela entregasse alguma informação nova sobre a comissão que está há mais de 4 meses elaborando um diagnóstico sugestivo sobre a nova edição, mas não se exteriorizou nada de novidade durante a fala na Câmara.

QUAL O MODELO IDEAL DE FESTA DO PINHÃO?

O modelo ideal é aquele que vinha sendo feito anteriormente, com adequações para atrair mais o público lageano, porém mantendo o custo e o faturamento nas mãos da iniciativa privada (empresas que se dispuserem a tocar o evento). Até porque, a prefeitura não pode colocar a mão no cofre, retirar R$ 10 milhões ou mais para gastar com cachês de shows, estrutura do parque (ou do Estádio), sonorização, divulgação e demais despesas que integram o evento. Não há esse dinheiro para ser gasto e o município não pode deixar a Festa do Pinhão virar quermesse.

Fotos: Bruno Heiderscheidt de Oliveira (Câmara de Lages)

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