ENTRE PROMESSAS EM CAMPANHA E REALIDADE PÓS-POSSE, LISTAMOS ALTOS E BAIXOS DOS SEIS MESES INICIAIS DA NOVA GESTÃO
Do conjunto de ações, temos as principais que repercutiram de forma positiva na vida das pessoas e na economia da cidade:
01 – Troca de receita sem precisar consultar na UBS
02 – Horário ampliado de consultas e mais 70 médicos
03 – Entrega de kits escolares a estudantes do município
04 – Coragem para um novo modelo de Festa do Pinhão
05 – Terreno para nova Policlínica com recursos federais
06 – Valorização de efetivos na definição da equipe
07 – Criação da Secretaria de Turismo
DESTAQUE – Além das ações na saúde que podem ser consideradas aquilo que se esperava da nova prefeita (pela atuação na área), a entrega de kits escolares a alunos da rede municipal foi um diferencial robusto. Talvez uma ação melhor que qualquer obra. E quando os uniformes escolares chegarem (com recursos de emenda do deputado Lucas), será também de grande valia para dar conforto a essa multidão de 15.000 lageanos que frequentam as escolas da rede.
NEM TUDO SÃO FLORES
Muita gente que passou a integrar a equipe se familiarizou com a função ao longo do semestre. E tem alguns ainda desacelerados. Outra questão delicada: O asfalto antigo, a demora ou lentidão na manutenção e as chuvas, tudo soma para que a cidade siga ‘refém dos buracos’ nas ruas. Muito se fez. Mas pelo quase caos, o muito ainda é pouco.
TAMBÉM…
A boa relação da prefeitura (e da prefeita) com o governador Jorginho passava a impressão no começo do ano, que haveria mais aporte, especialmente a grandes obras estruturantes. Se isso está ocorrendo (os aportes), acontece em sigilo. Esses e outros aspectos evidenciam que nem tudo são flores no Paço, com a seguinte realidade, digamos, negativa nesses seis meses:
01 – Lages passou a ter vice-prefeito em home-office
02 – Segue-se perdendo a guerra na batalha contra os buracos
03 – Ausência de turistas ‘de fora’ no modelo de Festa do Pinhão
04 – Não exteriorização de recursos estaduais a obras estruturantes
05 – Mesmo problema: Coleta de lixo ainda gera reclamações
06 – Falta de time? Falta espertice na equipe
07 – Avenida Ponte Grande: ‘Em obras’
Com uma reeleita no retrato (Cristiane Pagani de Urupema) e as demais todas novatas nas funções (como prefeitas, mas não na política), as gestoras da Serra Catarinense fecharam nesta segunda-feira, 30, os primeiros seis meses a frente dos Executivos. Não só elas, mas a maioria dos prefeitos que iniciou a caminhada em janeiro (exceto os reeleitos), encontraram pela frente mais dificuldades que aquilo imaginado. É nessas dificuldades que muitos se agarram para justificar a razão da máquina pública não ter acelerado mais nesses primeiros 6 meses de mandato.
PARA OS OUTROS SEMESTRES
De se observar que a nova gestão em Lages não atacou de maneira mais ampla, situações em áreas que exigem a intervenção do poder público. Temos três exemplos disso:
Mobilidade urbana – Não houve intervenção mínima em melhorias no trânsito. Até a sinalização básica segue pecando tal qual gestões anteriores, mesmo existindo recursos (dinheiro das multas) para isso. Faixas de pedestre com pintura, implantação de travessias elevadas de pedestre, questões básicas ainda aguardam por celeridade maior.
Geração de empregos – Embora foque o distrito industrial de Índios para repassar áreas a empresas, tal empreendimento que a prefeitura precisa entregar ‘pronto’ requer investimento superior a R$ 10 milhões. E não há esse recurso. Falta uma política focada na geração de emprego e renda de forma abrangente e de resultados.
Habitação – Há no radar aquela promessa de 500 casasa em 4 anos. Quantas foram feitas em 6 meses?
UMA ENCRENCA A SER RESOLVIDA
Encrenca porque é ruim para todas as partes: a reforma da previdência do município. Passaram seis meses e o tema nem entrou em debate. Deve se seguir o que virá do modelo federal. Mas isso seria ruim ao funcionalismo que poderia ter regras menos perversas se instituída uma reforma através dos gestores e legisladores locais.





