VEREADORES DO PRD E PSD NÃO PENSAM NA MESMA LINHA NO PARLAMENTO DA PARÓQUIA
Enquanto o presidente Maurício Batalha em tom apaziguador disse que, quando os ânimos esquentam no parlamento lageano, ele tenta conduzir os trabalhos de forma a amainar o clima, a relação entre os colegas de plenário Jonata Mendes (PRD) e Sargento Pacheco (PSD) saiu da curva. Pacheco voltou a combater a ‘fábrica de aplausos’ através de moções legislativas na Câmara:
– Eu sou contra as moções de aplausos dentro da Câmara de Vereadores. Não é contra as pessoas que as recebem. Deveria ter aqui um trabalho com maior relevância nos interesses coletivos da sociedade!
CONTRAPONTO
Aparentemente se sentindo atingido e abrangido pelas ponderações de Pacheco, o vereador Jonata Mendes utilizou do microfone para fazer referência à formação jurídica do colega que observou ter estudado 21 anos não para estar testemunhando ou aprovando moção de aplauso. Observou que quando são moções sobre o carnaval, não há óbice do vereador do PSD, dando a entender que Pacheco é seletivo:
– Uma fala muito infeliz e demagoga. Quando a moção de aplauso é para escola de samba, tudo bem, sem problema. Se é para o carnaval… (…). E diferente do senhor que vem na tribuna fala, fala, fala e não dá nome aos bois, eu tenho um papel aqui no meu bolso: Patati!
– O que é que você quis dizer com Patati, Jonata? É aquilo que estou pensando?
HISTÓRICO DE PACHECO
Se Jonata Mendes se colocar a contrapor o Sargento Pacheco, ele não faz ideia sobre o que está se metendo. Remete ao início do século quando Pacheco e o então vereador Áureo Arruda travavam verdadeiros duelos verbais na tribuna da Câmara. Pacheco na defesa da administração do saudoso prefeito Renatinho e Áureo nos contrapontos. Era uma atração à parte o embate de ambos. Se Jonata quiser pagar para ver, as sessões podem se tornar interessantes mais adiante.
Pacheco, de boa oratória e conhecimento, não leva desaforo para casa em um embate no parlamento



