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PP rejeita liderança de Amin

SENADOR ASSUMIU O COMANDO DA SIGLA E INTEGRANTES DECIDIRAM POR APOIAR REELEIÇÃO DE JORGINHO

Com a decisão do governador Jorginho de construir uma chapa pura ao Senado (Carlos Bolsonaro e Carol de Toni) pelo PL, o senador Amin sentiu o impacto e resolveu, a partir da influência no comando nacional, assumir as rédeas do PP em SC. Em tese significaria que a sigla vai aonde ele decidir. Na movimentação desta quarta-feira, 25, ficou claro que a sigla, o CNPJ, pode até ir com Amin, mas as lideranças não necessariamente.

APOIO A JORGINHO

Grupo de progressistas que soma 40 dos 53 prefeitos da sigla, ainda deputados como Zé Milton e Pepê Colaço, além de nomes como Tiskoski e Aldo Rosa e até o governista Silvio Dreveck, reuniram-se no Hotel Majestic na Capital para tornar público um tamo junto com Jorginho Mello. O gesto contraria o movimento de Amin que pretenderia colocar a sigla no projeto de João Rodrigues onde teria abrigo para concorrer à reeleição ao Senado. Em âmbito de PP catarinense, a postura se constitui algo inédito pela postura do grupo em não aceitar ir a reboque de Amin na definição dos destinos da sigla.

No retrato distribuído do encontro, naturalmente o próprio governador Jorginho foi ao evento progressista agradecer e reforçar a parceria do projeto com o PP

PP E MDB E OS SENTIMENTOS COMUNS

“Se não tiver candidatura própria, estaremos com Jorginho. Ele tem sido muito bom para os municípios”. Essa frase que ouvimos lá no começo de fevereiro pelo prefeito Lucimar Salmória, sobre os rumos do MDB, dá ideia do sentimento dos gestores municipais. A postura de Jorginho Mello tratando bem os prefeitos, aportando recursos e parcerias tem resultado nesse comportamento de gratidão dos gestores. Com o PP não é diferente, visto que a boa relação se estende não apenas a prefeitos, mas aos parlamentares. E aqueles Estaduais que buscam reeleição sabem que, se o PP se aventurar em projetos que ainda não evidenciam musculatura, pode repercutir inclusive nos riscos da formação de uma boa bancada da sigla na Alesc. Daí a razão do grude em Jorginho, como ficou evidenciado no encontro das lideranças do PP com o governador. Numa análise com um colega de lida, ouvimos:

– Só o Jorginho para colocar PP e MDB do mesmo lado em SC!

Só falta o Senador Amin repensar os passos, perceber que se sair candidato a Deputado Federal ajuda a eleger pelo menos mais um da sigla com ele e tirar da cabeça a ideia da reeleição ao Senado, marchando com Jorginho nesta eleição.

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