DÍVIDA SE REFERE À DIFERENÇA ENTRE O SUBSÍDIO REPASSADO E O CUSTO REAL PARA MANTER O TRANSPORTE COLETIVO EM LAGES
Chegará às mãos da prefeita Carmen Zanotto um ofício da Transul apresentando a conta de junho do custeio do sistema do transporte coletivo na cidade. A responsabilidade do serviço é do município que, em Lages, atribuiu por concessão à Transul. E para garantir o chamado equilíbrio econômico-financeiro do contrato, mensalmente, conforme previsto em lei, a prefeitura aporta 800 UFML.
DESEQUILÍBRIO NAS CONTAS
Foi a lei municipal 4623/22 aprovada pelos vereadores de Lages que atribuiu esse teto de repasse à Transul (800 UFML). E tal teto impede um repasse maior por mês, embora as despesas aumentem, causando o déficit ou a dívida que vai se acumulando.
ENTENDA A MATEMÁTICA
As 800 UFML que a prefeitura aporta totaliza em junho o valor de R$ 441.600,00. Entretanto, no ofício que chegará à prefeita Carmen Zanotto, a Transul fez os cálculos das despesas de junho e aponta que o subsídio deveria ser de R$ 604.694,54. É essa diferença entre o custeio da empresa e o teto máximo fixado que gera a dívida do município perante à Transul. Só em junho, portanto, são R$ 163.094,54 de diferença. De acordo com o documento que a prefeita receberá, no acumulado, desde o advento da lei de 2022, a prefeitura já deve um somatório de R$ 2.908.716,33 à Transul. E essa conta terá que ser paga agora ou mais adiante.
A oficialização do subsídio mensal à Transul ocorreu no pós-pandemia com aprovação dos vereadores. Mas a fixação de um teto máximo por mês está criando essa diferença entre o repassado e o custeio real.





