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SC: 1/3 da madeira ‘atendia’ os EUA

NO ANO PASSADO A VENDA DE MADEIRA AOS AMERICANOS GEROU MAIS DE R$ 3,5 BILHÕES À ECONOMIA CATARINENSE

Produtos à base de madeira geraram em 2024 um total de US$ 650,7 milhões em exportações para os Estados Unidos. Se pegarmos um cotação média do dólar de R$ 5,50 e multiplicarmos pelo valor citado, estamos falando de um faturamento superior a R$ 3,5 bilhões para a economia catarinense no ano passado, somente de produtos do setor madeireiro. Para se ter ideia, 37,3% daquilo que é exportado (pelo menos até a metade deste ano tinha como destino o mercado americano. Tinha porque a essas alturas o que existe é insegurança e indefinição para o setor.

FÉRIAS E CAUTELA

Empresários do setor madeireiro na Serra Catarinense estão adotando medidas de cautela em decorrência da taxação de 50% sobre os produtos brasileiros que adentrarem aos EUA. Entre as providências está a concessão de férias parciais a colaboradores e redução de equipes de trabalho. Isso de faz para evitar partir direto para demissões, no aguardo de algum cenário que restabeleça a situação anterior ao tarifaço ou reduza os efeitos do mesmo.

ASSUNTO NA FIESC

O novo presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, que é do setor madeireiro, esteve reunido com o deputado Pedro Uczai, que coordena o Fórum Parlamentar Catarinense. Um documeto oficial da aduana norte-americana confirmou que o setor de madeira (e derivados) será atingido pelo aumento tarifário. Seleme cita que:

“Sem medidas de apoio às empresas exportadoras do segmento de madeira e derivados, móveis e molduras, os empregos catarinenses vão migrar para a Ásia. Países como o Vietnã, que já competem pelos mesmos mercados com os produtos de SC, estão mais competitivos por causa da tarifa de 50% imposta ao Brasil e tendem a ganhar participação no mercado norte-americano”.

Gilberto Seleme (direita), de Caçador, que desde sexta-feira, 08, preside a Fiesc, exterioriza preocupação com os rumos de setores da economia catarinense em decorrência da taxação perante aos EUA

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