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Taxação: A Serra no olho do furacão

ESTUDO DA FIESC APONTA QUE A SERRA CATARINENSE É A MAIS IMPACTADA PELA TAXAÇÃO DE 50% DE PRODUTOS PELOS EUA

DADOS DO ESTUDO FIESC – Nota técnica da Fiesc destaca em resumo que – considerando o cenário de queda de 30% das exportações para os EUA no período de 1 a 2 anos – o estado teria um recuo de R$ 1,2 bilhão no PIB, com a perda de cerca de 20 mil empregos e de R$ 171,9 milhões na arrecadação de ICMS.

SOBRE ISSO

A articulação declarada por Eduardo Bolsonaro para que os EUA taxassem produtos brasileiros que adentrassem ao mercado americano e o imobilismo diplomático do atual governo para tentar reduzir os impacto das medidas estão fazendo uma grande vítima em SC: A Serra Catarinense. Isso se constata em um levantamento exclusivo e inédito elaborado pela Fiesc que considerou dados das exportações do ano passado, a realidade atual e cenários futuros.

EM LINHAS GERAIS

O estudo divulgado pelao Fiesc aponta que “os dados setoriais mostram que a pauta exportadora de Santa Catarina para os Estados Unidos é fortemente concentrada em alguns segmentos. Destacam-se os
produtos de madeira, que responderam por 37,3% do total exportado ao mercado norteamericano em 2024, com participação de 22,2% sobre o valor bruto da produção industrial do setor. Em seguida, aparecem veículos automotores e peças (14,8%), equipamentos elétricos (13,3%) e máquinas e equipamentos (6,8%). Esses quatro setores somados representaram mais de 70% das exportações catarinenses para os EUA”, revelando a elevada exposição de atividades-chave da indústria estadual a eventuais barreiras comerciais”.

Uma das lâminas do estudo da Fiesc aponta que a Serra Catarinense se apresenta, percentualmente, como a região que mais está sofrendo os impactos da taxação. O freio nas exportações aos EUA resultará nas perdas do PIB nos índices citados.

Isso pode até parecer pouco, mas considerando atacar um setor forte na geração de empregos, os reflexos sociais tendem a ser robustos.

Essa outra lâmina do estudo da Fiesc aponta que nenhum setor gerará mais desemprego que o madeireiro

A SERRA TEM QUATRO DOS

TRINTA MUNICÍPIOS MAIS AFETADOS

O levantamento da Fiesc, considerando o volume de exportações em 2024 e a realidade econômica de cada município, apresenta um ranking das cidades catarinenses que mais perderão com a taxação americana. Dos 30 municípios mais afetados, quatro são da Serra Catarinense. E Capão Alto é o segundo que mais deve sofrer os reflexos.

O impacto em cidades como Lages (médio) não é maior por causa da diversidade econômica. O estudo avalia cenários considerando resolutividade da questão envolvendo a taxação a curto, médio e longo prazo.

Fonte: Todos os dados do estudo estão no portal da Fiesc ou aqui. Os dados e as lâminas (cards) do post integram o estudo e foram elaborados pela área específica da Fiesc.

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