ISSO EM RELAÇÃO À IMPLEMENTAÇÃO DA MESMA E TAMBÉM NO SIGNIFICADO PARA A ECONOMIA
Se você sair à rua indagar o que as pessoas sabem da ZPE, inclusive estágios para sua implementação e o significado dela para a economia, é provável que se aproxime de 100% o desconhecimento. E se algum dos ‘envolvidos’ na providência aparecer apontando que a população nem precisa saber ou entender, mas que é algo positivo, inovador e de resultados otimistas, isso não basta. Trata-se de demanda que envolve concessões, benefícios e renúncias públicas. Daí que não tem contraindicação o detalhamento sobre o que se busca.
NESSE SENTIDO…
Traduzir o sentido daquilo que será a ZPE efetivamente operando – porque a torcida é enorme para sua eetivação, é um desafio possível àqueles que estão na cruzada em defesa da viabilização. E, da mesma forma, exteriorizar a ideia do estágio da ‘andança’ para que a mesma seja efetivada, seria salutar. Até porque, da incursão de lideranças lageanas à Brasília, em encaminhamento que o secretário Beto Martins resolveu online, não houve nenhuma informação sobre o que se definiu e quais os passos seguintes.
ENTENDAMOS QUE…
Uma viagem à Brasília, uma conversa com gestores do Governo Lula, por si só, isso não é notícia. O que deveria ser dito é o que se conseguiu e o que mais falta para que a cruzada avance ao ponto de se tornar irreversível. “Durante o encontro, foram discutidos os ajustes finais do projeto técnico que propõe uma área inicial de 50 hectares, com possibilidade de expansão para 780 hectares, conforme Decreto de Utilidade Pública já aprovado”.
Registro da reunião híbrida (presencial e online) sobre a ZPE realizada em Brasília e que, pelo que se entendeu, a ideia foi reforçar para que a questão da ZPE (autorização? viabilização? implementação?) esteja na pauta do Conselho Nacional das ZPE em reunião prevista para dezembro deste ano.
DE MEIO MILHÃO A 15 MILHÕES DE CAMPO
O que se tem de ‘concreto’ é uma ideia da área onde seria implementada a ZPE no distrito de Índios, compreendendo inicialmente uma área de 50 hectares (meio milhão de campo). Mas tal espaço pode chegar a 780 hectares (mais de 15 milhões de campo). Não fica claro o que significa essa opção entre a área ‘pequena’ e o tamanho maior que é articulado. Ao mesmo tempo, não se exterioriza sobre tratativas para estruturar o local onde funcionaria a ZPE, incluindo acesso, redes e urbanização cujo custo supera os R$ 50 milhões. Quem pagaria isso? Ou seja, a cruzada pela ZPE é importante, positiva e necessária. E não haverá ninguém erguendo a voz contra. Mas é preciso ‘vender’ melhor a ideia e, principalmente, os passos dados e por dar em relação à demanda.
Houve peregrinação nos gabinetes parlamentares, inclusive naquele do Coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado Pedro Uczai, o mais próximo da articulação com o Governo Lula, entregando o projeto da ZPE de Lages e se buscando ajuda para implementar a iniciativa.
Coordenador de Infraestrutura na Diretoria da Acil, empresário Anderson Souza, quando da apresentação do projeto da ZPE ao governador Jorginho. No mapa há ideia de onde a mesma funcionaria no terreno às margens da BR-282, saída para Fpolis.




