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Lages: A vida a partir do cárcere

“O que a solidão do cárcere me ensinou sobre o verdadeiro sentido da vida”.

Esse foi o tema dado aos reeducandos (detentos) do presídio regional de Lages, dentro da ideia de um Concurso de Contos que focou unir literatura, produção de texto e conscientização sobre a valorização da vida. Ao todo foram 197 trabalhos produzidos por aqueles que cumprem pena no estabelecimento carcerário masculino de Lages.

O projeto, desenvolvido dentro do Programa de Leitura do Presídio, convidou os internos a expressarem, em forma de narrativa, suas reflexões e aprendizados pessoais. A iniciativa foi das professoras da unidade, supervisionada por Bárbara Dal Piva, coordenadora de Ensino e Promoção Social do Presídio e por Rodrigo Barroso, diretor da unidade. “O concurso teve como objetivo incentivar a escrita, o autoconhecimento e o diálogo sobre temas sensíveis ligados à vida e à esperança”.

DINÂMICA DO CONCURSO

Os participantes foram orientados previamente pelas professoras do projeto quanto à estrutura textual do conto e, após a produção, os textos passaram por uma triagem que selecionou os dez melhores. As redações finalistas foram avaliadas por um corpo de jurados composto pelos juízes de direito Alexandre Karazawa Takaschima, Raphael César Rezende e Eduardo Veiga Vidal, que definiram os três vencedores, entre os 197 contos.

Magistrados como o juiz Alexandre Takashima e gestores do presídio com Carla Zonatto (FCL) durante a premiação do concurso

ONDE LER OS MELHORES CONTOS

Durante a cerimônia de premiação, que contou com a presença de convidados e familiares dos internos, a superintendente da Fundação Cultural, Carla Zonatto, entregou exemplares do livro O Continente das Lagens, de Licurgo Costa, obra que retrata a história do município desde seus primeiros habitantes até os dias atuais, reforçando o valor da cultura e da memória local. Os melhores contos do concurso serão apresentados ao público dentro do projeto Lê Catarina, que chega a Lages com programação cultural no Parque Jonas Ramos, nas datas de 12 de outubro, 16 de novembro e 14 de dezembro. O projeto prevê atividades abertas no entorno da Biblioteca Municipal, promovendo o incentivo à leitura, à escrita e à troca de experiências literárias.

Informação e foto: Rafael Araldi – Comunicação PML

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Lages/Fpolis: Voo ficou para 2026

A EMPRESA AEROPLANUM NÃO VAI OPERAR OS VOOS. ELA FARÁ INTERMEDIAÇÃO ENTRE OPERADORES

Além da boa notícia sobre o início dos voos entre a Serra Catarinense e São Paulo (Correia Pinto-Congonhas), a partir do dia 27 do mês que vem, há outra solução de transporte aéreo sendo costurada para interligar a Serra Catarinense a outros centros do Brasil e do mundo. Inicialmente foi informado que a empresa Aeroplanum, cujos dirigentes participaram de reunião na Acil, iria operar voos regionais interligando cidades como Joaçaba, Caçador, Lages, São Joaquim e outras com Florianópolis. Mas a logística é outra.

O QUE ESTÁ EM VISTA

“Santa Catarina tem uma estrutura diferenciada de aeroportos regionais, capazes de operar com aeronaves menores, inclusive com vôos noturnos”. Foi o que disse o diretor da consultoria Aeroplanum, Geraldo Velázquez, ao falar sobre o que a empresa mira no Estado, durante reunião em uma das Câmaras da Fiesc nesta semana. A Aeroplanum é a idealizadora da Voe Juntos, que fará a intermediação entre operadores de aeronaves de até nove lugares com clientes.

ENTENDENDO A DINÂMICA

A iniciativa da Aeroplanum prevê um pool de três operadores aéreos e oito aeronaves com a logística de fretamento de aviões e disponibilização da capacidade final para viajantes. “Esse pool de oferta de assentos é um modelo para desenvolver a aviação regional e ampliar a oferta de voos e de cidades atendidas”, explicou Velázquez. A ideia é oferecer voos para nove cidades catarinenses: Florianópolis, Navegantes, Joinville, Criciúma, São Joaquim, Lages, Joaçaba, Porto União e Caçador. As operações devem iniciar ligando Caçador e Lages a Florianópolis, iniciando em 2026.

Geraldo Velasquez e Klever Yabusaki da Aeroplanum estiveram na Acil há 40 dias anunciando que as operações de voos regionais iniciariam no mês que vem (novembro). Na Fiesc foi informado que o modal aéreo é para operar em 2026. No registro acima um dos gestores da Aeroplanum com Wiggers e Anderson Souza, da diretoria da Acil.

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Tarifaço: SC pede ajuda a Alckmin

VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA FALA EM ‘PRIORIDADE DAS PRIORIDADES’ AO SETOR MADEIREIRO

Nada como alguém ligado ao setor para a defesa do segmento madeireiro diante do tarifaço americano que restringiu mercado, repecurtindo em demissões e demais consequências para a economia. Opresidente da Fiesc, industrial Gilberto Seleme (que atua também no setor madeireiro em Caçador), integrou reunião com o Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e Ministro.

DEMANDA NA PAUTA

O pedido de socorro foca a questão do setor madeireiro, bastante prejudicado devido ao tarifaço, segmento da economia que impacta sobremaneira a Serra Catarinense e Meio Oeste. Seleme apresentou a Alckmin dados sobre os setores de madeira e de móveis em Santa Catarina e sua relevância nacional e internacional. “…Alckmin disse que estes setores são ‘a prioridade das prioridades’, em função do que representam para a economia (…). Ele traçou um cenário com expectativa de evolução e relatou que o governo brasileiro solicitou a suspensão temporária da tarifa de 40% enquanto as negociações estão em curso ”, resumiu Seleme.

Presidente da Fiesc, Gilberto Seleme com Alckmin e o pedido para ajuda ao setor madeireiro de SC

A reunião contou também com a participação do ministro da Agricultura, Carlos Fávero, de representantes da Apex e dos deputados Pedro Uczai, Cobalchini, Ana Paula Lima, Pezenti e Luiz Fernando Vampiro.

EFEITOS DO TARIFAÇO EM LAGES

Pelos dados do CAGED, referindo especificamente ao mês de agosto, a indústria da madeira demitiu somente em Lages um total de 287 funcionários devido ao freio nas exportações aos EUA. Números que podem ter se repetido em setembro (demissões), cujos dados são apurados durante o mês de outubro.

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‘Trapaça’ volta movimentar Anita

É A OPERAÇÃO CARTA BRANCA, SEQUÊNCIA DA INVESTIGAÇÃO DO ANO PASSADO ENVOLVENDO A PREFEITURA

O alvo principal é uma pessoa que atuava como servidor municipal em Anita Garibaldi e que é suspeito de cometimento de uma série de atos contrariando a legislação relacionada à licitações. Ano passado houve prisão do mesmo que permaneceu durante a instrução da investigação detido. Neste meio de semana há uma sequência da investigação com a denominação de Operação Carta Branca. Ao todo são 19 mandados de busca de apreensão expedidos pelo Judiciário (Vara Regional de Garantias) a pedido da Promotoria de Justiça de Anita Garibaldi.

Essa imagem ilustra o conteúdo divulgado pelo Ministério Público sobre a operação, mas sem detalhar a ocorrência de apreensão dos valores. Empresários beneficiados também são alvo da investigação.

NOVOS CRIMES

De acordo com o informado, a Operação Trapaça foi realizada e concluída. E durante o trabalho de apuração, provavelmente com oitiva de pessoas e documentos apreendidos, surgiram novos crimes que teriam sido praticados à época. A informação do Ministério Público faz questão de destacar que se trata de atos ocorridos na gestão anterior, quando era prefeito João Cidinei da Silva, embora não faça referência a eventual envolvimento do mesmo.

SOBRE O PREFEITO

Embora seu telefone celular tenha sido apreendido na época, o então prefeito sempre declarou que jamais encontrariam qualquer situação que o envolvesse porque nunca praticou qualquer ato de ilegalidade no mandato.

São pelo menos seis crimes que estão sendo apurados na Operação Carta Branca, mas não há informação de prisão. Os atos são voltados à coleta de documentos e provas sobre aquilo investigado.

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Espetáculo sem igual em Lages

ORQUESTRA DE BATERIAS VAI ESTREMECER O CALÇADÃO DE LAGES NO TERCEIRO DOMINGO DE OUTUBRO

Dessa vez não tem Serpente do Tanque que não se desacomode com o que está por vir. Até lembramos do advogado Marcelo Menegotto ao receber o conteúdo, ele que já assistiu e também integrou esse tipo de espetáculo manuseando sua bateria dos tempos idos. Teremos, portanto, na tarde de 19 de outubro um espetáculo inédito e vibrante. O Gralha Drum, Orquestra de Baterias 2025, reunirá músicos de toda a Serra Catarinense em uma apresentação coletiva no Calçadão. A montagem de instrumentos inicia às 11h, transformando a principal praça de Lages em um verdadeiro palco a céu aberto.

A iniciativa tem como objetivo promover a cultura, incentivar a integração entre bateristas e valorizar a música instrumental, proporcionando ao público uma experiência sonora marcante.

MAIS SOBRE O FESTIVAL

A inscrição é gratuita, mas obrigatória, e deve ser feita até o dia 15 de outubro em site específico (você chega até ele clicando aqui). Cada participante poderá adquirir a camiseta oficial do evento no valor de R$ 50,00 (não é obrigatório adquirir a camiseta para participar). Somente os inscritos confirmados poderão se apresentar. O número de vagas é limitada e são esperados cerca de 200 bateristas no evento.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Durante o festival, cada baterista receberá uma posição numerada para montagem do instrumento. Não é necessário levar a bateria completa. É possível participar apenas com algumas peças, como caixa, bumbo e chimbal. Também haverá espaços destinados a baterias eletrônicas, e cada músico deve levar seus próprios equipamentos, incluindo tapete, cabos, caixa de som e extensão. O repertório e as vídeoaulas oficiais estão disponíveis no perfil do Instagram @gralhadrum, onde também são divulgadas informações e atualizações sobre o evento.

Com informações de Rafael Araldi – Prefeitura de Lages

Em respeito aos organizadores, acima o destaque a órgãos, entidades e projetos que tornam possível a iniciativa gratuita e a céu aberto em Lages!

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15.000 toneladas de massa asfáltica

ESSA É A QUANTIDADE DE MATERIAL UTILIZADO EM OITO MESES NA INFRAESTRUTURA URBANA DE LAGES

Apesar do assunto buracos prevalecer no noticiário das redes sociais em relação à infraestrutura de Lages, há combate a eles. E os dados sobre esse combate apontam que a situação das vias poderia ser bem pior. E isso se interpreta do balanço apresentado sobre a aquisição de massa asfáltica e sua utilização no perímetro urbano da cidade. Entre final de janeiro (a usina não funcionou antes do dia 20 daquele mês) e setembro, em oito meses, já foram utilizadas mais de 15.000 toneladas de massa asfáltica.

O QUE ISSO SIGNIFICA?

Se você colocar 20 toneladas de massa asfáltica por carga de caçamba/caminhão, estamos falando em mais de 700 cargas espalhadas pelas ruas da paróquia. É diante dessa realidade que se visualiza que a situação poderia estar bem pior, embora parte dessa massa asfáltica tenha sido destinada às obras mais amplas e não apenas tapa buracos. “Paralelamente ao incremento de matéria-prima, aplicada em diversos serviços, os investimentos também já superam os R$ 8 milhões”, cita a informação oficial do Paço.

LOGÍSTICA DO CISAMA

A compra de massa asfáltica é feita através da usina de asfalto do Cisama, que atende todos os 18 municípios da Amures. A parceria permite uma economia estimada em 30%, em comparação aos valores praticados no mercado. A capacidade de produção da usina é de 120 toneladas de asfalto por hora, ou 800 toneladas ao dia, o equivalente a um quilômetro de asfalto. E o Secretário de Obras, Coronel Cleber Machado aponta:

“Concluímos projetos importantes obras e nosso planejamento prevê diversas melhorias a curto prazo, como a finalização da Avenida Carahá e intervenções em outras vias essenciais, como Castelo Branco e Primeiro de Maio”.

Em vias como no bairro São Cristóvão, o asfalto da Usina Cisama foi destinado para além do tapa buracos, com reperfilagem e nova camada em ruas onde não era mais possível apenas o reparo em pontos mais críticos

Com informações de Priscila Dalagnol

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