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Ação retira ‘perfurme’ do mercado

FISCAIS DA SECRETARIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS ATUARAM PARA COMBATER A VENDA DE PRODUTOS FALSIFICADOS EM LAGES

Consta que dias desses um cidadão se entusiasmou ao conferir a linha de perfumes que estava sendo vendidos por um ambulante na área central de Lages. Após testar as fragrâncias levou algumas embalagens para casa. Na primeira oportunidade de ‘colocar um cheiro’ na vida, ao abrir o vidro percebeu que o produto era fake. Mais que isso, era água. Não se sabe se por denúncia do comprador que testou uma fragrância e acabou levando uma versão inorada, o fato é que os fiscais do município entraram em ação.

INFORMAÇÃO OFICIAL

Pelo informado, a ação visa combater dois tipos de prática: a ocupação irregular (e sem autorização) de espaços públicos como calçadas e praças e, ao mesmo tempo retirar produtos falsificados do mercado. Esses, sem procedência, podem colocar em risco até a saúde (e a pele) do consumidor que é levado à compra do produto pensando que é de uma marca, mas não é. Além de notificação, a norma prevê apreensão de tais produtos, como ocorreu com os vidros de perfume que estavam em poder do perfumista.

Aí está a produção apreendida em plena rua pelos fiscais de produtos que não possuíam procedência

AVISO OFICIAL – A população pode colaborar com o trabalho da Fiscalização ao denunciar casos de comércio irregular por telefone: 3019-7472 e 99836-1347.

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Organizações criminosas: Ações em Lages

TJ/SC CRIA VARA ESTADUAL PARA JULGAR ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E DIVULGA QUANTIDADE DE PROCESSOS

Os julgamentos ocorrerão de forma colegiada e anônima. Significa que cinco magistrados e magistradas, além de 35 servidores e servidoras, analisarão cada processo, sem que os julgadores sejam identificados até para prevenir alguma represália. Ao todo 35 servidores ajudarão nos trabalhos da Vara Estadual de Organizações Criminosas para atender 1.841 processos que estão em andamento (há 246 suspensos).

MENOS NA SERRA

Durante a instalação da referida Vara que funcionará em Florianópolis, onde há o maior número de processos envolvendo tais organizações, o TJ/SC divulgou a quantidade de processos por região de Santa Catarina. Com 162 processos em andamento, a Serra Catarinense é o que possui a menor quantidade: 7,8% do total.

Grande Florianópolis seguida do Vale do Itajaí são as regiões com a maior quantia de processos envolvendo organizações criminosas

A instalação da referida Vara ocorreu no último dia de junho em solenidade realizada no salão do Tribunal do Júri da comarca da Capital. Ali estavam o então presidente em exercício do TJ/SC, desembargador Cid Goulart; o corregedor-geral da Justiça, desembargador Luiz Antônio Zanini Fornerolli; a 3ª vice-presidente do TJ/SC, desembargadora Janice Goulart Garcia Ubialli; e a procuradora-geral do Ministério Público (MP/SC), Vanessa Cavallazzi.

Com informações do TJ/SC – NCI 

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Tapa buracos três vezes na Carahá

PROVIDÊNCIA EVIDENCIA A SITUAÇÃO PRECÁRIA DESSA AVENIDA QUE ERA PARA ESTAR REVITALIZADA

Ano passado o governador Jorginho Mello esteve em Lages e assinou autorização para repassar R$ 26.700.000,00 visando a revitalização da Avenida Carahá. Houve até um trabalho inicial no bairro Caça e Tiro. Entrou a nova gestão e se decidiu não executar a obra porque o pavimento novo seria colocado em cima de redes pluvial, de água e de esgoto que precisam ser refeitas. E a obra de R$ 26 milhões passou a ter custo estimado superior a R$ 70 milhões.

No inverno passado o governador Jorginho acenou com R$ 26,7 milhões para revitalizar a avenida Carahá. Esse dinheiro está sendo utilizado em outras frentes de trabalho porque são insuficientes para fazer aquilo que é preciso na avenida

REPARO E AMPARO

Para não deixar os motoristas sem o amparo da ação do poder público na recuperação do pavimento danificado pelo tempo de existencia do asfalto agravado pelas chuvas intensas, a Secretaria de Obras já realizou três operações tapa buracos na Avenida Carahá neste ano. Esse quantitativo inclusive confirma o quanto a via está precisando de uma intervenção mais robusta.

TRÊS MIL TONELADAS DE ASFALTO

Em um levantamento do primeiro semestre, considerando que a Usina da Amures entrou em operação somente na segunda quinzena de janeiro, a Secretaria de Obras apresenta números robustos: foram empregadas 3.000 toneladas de massa asfáltica “para recuperar o pavimento e corrigir a imensa quantidade de buracos em diversos endereços reclamados pela comunidade”. E para evidenciar que reclamar dá resultado, a informação oficial aponta que “é a partir de registros da própria população que as equipes se movimentam por diversos bairros diariamente”.

AÇÃO PERMANENTE

Embora tenha sido planejada para atender urgências, a operação tapa buraco deve ser permanente, mesmo após a conclusão do cronograma. “Não somente após condições climáticas adversas, em geral estes reparos atendem as necessidades de trafegabilidade. Em alguns casos será preciso intervir com serviços maiores, como recapeamento e revitalização, mas esse trabalho emergencial é fundamental para manter a malha viária em boas condições”, argumenta o secretário de Obras Cleber Machado Arruda.

Avenida Corina Caon, na interligação entre a Avenida Presidente Vargas e a BR-282 é uma das vias que recebeu reparos

Informações e foto: Priscila Dalagnol – Comunicação Obras

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O esforço sobre a Festa do Pinhão

PREFEITURA DE LAGES SE ESFORÇA PARA ENALTECER A EDIÇÃO DESTE ANO DO EVENTO QUE FOI…DIFERENTE

À conta gotas a Prefeitura de Lages faz um esforço hercúleo para exteriorizar ao lageano o que foi o ‘sucesso espetacular‘ da edição deste ano do maior evento da cidade. Na informação oficial é pregado que:

“A proposta ousada de mudar o formato e os espaços de uma das celebrações culturais mais importantes da Serra Catarinense, de acordo com a turismóloga e secretária de Turismo, Ana Vieira, caiu no gosto do público”.

REFERÊNCIA À CONSTATAÇÃO

A análise oficial divulgada se baseia numa pesquisa feita por seis alunos do curso Técnico de Hospedagem da Escola Zulmira Alta da Silva. Eles aplicaram questionário a 477 frequentadores do evento. Não se duvida da pesquisa e tão pouco da capacidade de leitura técnica dos dados que apresentam a satisfação enorme dos entrevistados. Assim, considerando aquilo extraído da pesquisa, apenas pequenos retoques devem integrar edições futuras. Mas isso é mais preocupante que ‘comemorante’ porque a realidade não é bem essa.

ENTENDAMOS QUE…

Retirar o evento do parque Conta Dinheiro, colocando no Estádio, não é uma ideia ruim. Até porque se há um problema sem solução, resolvido esse problema está. É menos meio milhão de reais de gasto com locação do parque. Porém, tal qual no parque, nesse novo formato a Festa do Pinhão segue sem adesão da maior parte dos lageanos. E talvez isso a prefeitura precisasse focar para atrair o nativo, o público local. Tivemos dias de shows no Calçadão com menos de 100 pessoas na frente do palco (teve uma noite que contamos 74 pessoas assistindo o ‘show principal’). Independente de onde será a edição futura, isso precisa ser corrigido com atrações de maior apelo de público.

POTENCIAL E REALIDADE

“O que reafirma o potencial da festa como atração nacional e internacional”. É uma das frases da informação oficial ao se avaliar a aceitação do público ao modelo. Sim, o ‘potencial’ da Festa é uma coisa. A realidade é outra, confirmada na baixa adesão do turista, que é um dos fatores que agrega na movimentação econômica. Aquela frota de veículos de outras cidades tomando conta das ruas, as excursões com dezenas de ônibus, os hotéis 100% lotados (inclusive com tarifário diferenciado por causa do evento), a hospedagem alternativa. Essa muvuca não houve.

NÚMEROS DE PÚBLICO

É temerário falar em quantidade de público, até porque há várias interpretações. No Estádio, é informado que foram distribuídos 61.000 ingressos. Mas somente quarta-feira e sábado registraram público robusto, inclusive devido à chuva. Se considerar que em uma única noite, no passado, já se colocou 55.000 pessoas (pagando) no parque Conta Dinheiro, esse número no estádio (de graça) é relativamente pouca gente.

QUESTÃO DE PÚBLICO

Ademais utilizar a informação da PM de que durante 17 dias circularam 250.000 pessoas pelo Calçadão, é algo vago. Até porque, em dias sem Festa do Pinhão, pelo menos metade desse público circula pela principal praça de Lages. Além das Sapecadas e de shows como Elton Saldanha, Mano Lima, Os Filhos do Rio Grande, Cesar Oliveira & Rogério Melo e de Luiz Marenco, nos demais dias havia mais gente na rua coberta que na frente do palco.

AINDA A RESPEITO

É preciso pontuar que a Festa do Pinhão deste ano está longe de ter sido ruim. Pelo contrário. Além da pesquisa caseira que constatou a aceitação do público, testemunhamos o gosto do lageano pelo que viu. É preciso enaltecer o esforço da prefeitura que conseguiu fazer ‘o que deu’ e tivemos o evento. Mas ‘vender’ a edição como algo espetacular e deitar no berço esplêndido dos 90% de aprovação é um risco porque nosso maior evento está numa encruzilhada que os atuais gestores precisam encaminhar para o melhor rumo. Ou seja, não é um jogar de pedras no sentido de que nada foi bom. Mas uma provocação para melhorar porque Lages precisa da Festa do Pinhão forte porque isso repercute na economia e na estima das pessoas. Penso!

A imagem oficial do evento – distribuída pela prefeitura – aponta que o caminho optado por fazer os shows no Estádio é interessante. Mas se engessou tanto a liberação de ingressos (de graça), somado à chuva em dois dos cinco dias que o público ficou bem aquém daquilo que se esperava.

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Quantas empresas há em Lages?

DADOS APONTAM NÃO APENAS O NÚMERO DE EMPRESAS, MAS OS SETORES E A ESPÉCIE DAS MESMAS

Com dados consolidados do mês de maio, Lages possui 44.764 pessoas que trabalham com CTPS (carteira de trabalho) assinadas. São números oficiais que indicam a empregabilidade na cidade, considerando vínculo com a iniciativa privada. Nesse quantitativo não se inclui o trabalhador autônomo (inclusive o que possui MEI) e nem tão pouco aqueles que atuam no serviço público (Município, Estado e União).

ONDE TRABALHA ESSE PESSOAL

Os dados abaixo dão ideia da quantidade de empresas existentes em Lages, assim como a espécie de empreendimento. Aquelas na modalidade Micro Empresa Individual lideram o quantitativo, representando mais da metade em relação às S/A e Ltda, além de outros tipos de enquadramento.

O gráfico acima dá ideia do quantitativo de empresas abertas no semestre deste ano e o ramo predominante de ramo de atuação. Observe que entre janeiro e junho abriram 507 empresas (a maioria MEI) para atuar como transporte e entrega. São pessoas jurídicas formadas especialmente para atender o chamado e-commerce.

QUANTAS EMPRESAS FECHARAM

NESTE ANO EM LAGES

Os dados acima apontam o número de empresas que ‘foi dado baixa’ – que deixaram de existir documentalmente. Atente-se que enquanto 2.038 empresas tipo MEI foram abertas no semestre, outras 1.029 foram desativadas (dado baixa no CNPJ).

Lages possui 212 empresas que atuam como indústria de transformação, sendo que o setor do comércio (inclusive de veículos) lidera o ranking no número de empresas formais que atuam na cidade.

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Gigantes do nativismo em Lages

DANTE RAMON LEDESMA E DANIEL TORRES CUMPRIRAM AGENDA NA CIDADE NO FINAL DE SEMANA

Apesar do sotaque às vezes carregado, o nativista Daniel Torres é gaúcho de Santa Vitória do Palmar. E embora brasileiro naturalizado lá nos idos de 1978, Dante Ramon Ledesma é argentino da província de Córdoba. Intérprete de verdadeiros clássicos gaúchos como Um Pito, Guri, Desgarrados, Grito dos Livres, entre outras, Dante tem uma história de presença em Lages, inclusive tendo participado do Festinver, um festival de música instituído nos tempos que Paulo Duarte era prefeito. Latinamente Só foi a composição que o colocou no LP do Festinver.

AMBOS EM LAGES

Tanto Dante quanto Daniel Torres se apresentaram no domingo na Fazenda Pedras Brancas (Pousada Refúgio do Lago). Apesar de acometido de um AVC que reduziu o movimento da mão esquerda, Dante Ramon Ledesma que ecoa composições de protesto, não perdeu a destreza no bombo leguero. Tanto Dante quanto Daniel Torres reviram amigos e demonstraram que o tempo passa, mas seguem fazendo o que mais sabem: cantando as composições que os colocaram como ícones da música nativista.

Domingos Valente (direita) na recepção a dois grandes expoentes da interpretação do nativismo de todos os tempos, na agenda em Lages

De mesmo sobrenome de Daniel Torres, o multitalento lageano Mayckel Torres fez questão de conferir o show dos gigantes da música popular nativista

Fotos dos bastidores da apresentação de Dante e Daniel Torres

UMA HISTÓRIA DE DANTE E LAGES

Nas gestões dos prefeitos Fernando Coruja e Décio Ribeiro, Dante Ramon Ledesma era presença constante em apresentações em Lages. Ele estabeleceu uma relação tão próxima com integrantes das gestões que, na campanha eleitoral de 2000 (quando não era proibida a participação de artistas), Dante foi para a rua com violão em punho cantar “Escutem o que eu canto de novo… não deixem voltar o traidor do povo”. A referência era ao candidato adversário de Décio, que venceu a eleição à prefeitura, Raimundo Colombo. A partir da nova gestão, Dante sumiu as agendas musicais ligadas à prefeitura de Lages.

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