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Paço: Dificuldades com empreiteiras

O DESGASTE VAI PARA A IMAGEM DA PREFEITURA. MAS TEM SITUAÇÕES QUE O PROBLEMA PASSA LONGE DO GESTOR PÚBLICO

Obras lentas ou paradas.

Vias com infraestrutura precária.

Situações que passaram a integrar um certo varejo que torna até difícil se constituir notícia que chame a atenção. A exceção nesta semana foi o chamado de moradores no bairro Santa Maria, estranhando que a pavimentação da rua Delfim Moreira que era para estar pronta na metade do mês passado (13.10), nem foi começada. Exteriorizamos até pelo estranhísmo da situação. Algo de errado não estava certo.

E NÃO ESTAVA MESMO…

A informação oficial vem do setor de Obras da Prefeitura de Lages e acaba evidenciando um problema que o poder público tem enfrentado, inclusive ficado refém de certas situações. Ocorre que algumas empreiteiras – e não dá para generalizar apontando que são todas – apresentam problemas de gestão empresarial. Daí vencem licitações e não conseguem cumprir aquilo que está no contrato. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a empreiteira que venceu a licitação para pavimentar a rua Delfim Moreira. Ela não conseguiu dar conta do recado ao ponto da prefeitura estar fazendo nova licitação, inclusive para outras obras que seriam atribuição da referida empresa a execução.

Não nos cabe entrar no mérito dos problemas das empresas que vencem licitações e não conseguem, por motivos diversos, entregar os serviços. Mas é o tipo de situação que causa desgaste ao poder público porque, para todos os efeitos, cabe à municipalidade exigir celeridade e cumprimento do cronograma, além de uma obra minimamente de qualidade.

UMA EMPRESA: MÚLTIPLAS OBRAS

Há outra situação complexa que causa desgaste à contratante (no caso a prefeitura) é o fato da mesma empresa vence licitação de várias obras. Daí fica ‘pingando’ entre uma frente de trabalho e outra, dando inclusive impressão de abandono da obra, em algumas situações. Tais empresas trabalham, via de regra, com o cronograma e entendem que, mesmo que acumule o transtorno ao usuário e passe a impressão de obra parada, cumprindo-se o prazo, está dentro do normal. A hipótese de se pegar uma obra e tocá-la, sem interrupção, sem parar, não é considerada.

A obra de asfaltamento da rua Jairo Luiz Ramos (Sagrado) entra na lista dessas que passa a impressão de lentidão e abandono parcial. A obra iniciou em outubro com a retirada do paralelepípedo e, quem utiliza o trecho, não avistando máquinas com frequência, tem impressão de abandono. Mas a empreiteira tem outras frentes de trabalho (a partir de licitações vencidas) e reveza equipes entre a obra nessa via e nas outras, dentro do cronograma assinado para concluir o projeto.

COMO MUDAR ISSO?

Para que empresas não acabem vencendo licitações sem conseguir executar obras ou para que, ao assumirem um trabalho darem a sequência de começo, meio e fim, sem impressão de paralisação (o que desgasta a prefeitura), o próprio contrato licitatório teria que prever cláusula nesse sentido. Mas é coisa para se pensar adiante, mudando tal realidade. Do contrário, até vem a obra, deixando tudo bonito e moderno. Mas até lá, a imagem do estilo de atuação dos gestores sangra perante o usuário/morador.

EM TEMPO

Esse problema de dificuldade de lida com empreiteiras (nem todas), não é de hoje e nem se limita à prefeitura de Lages. Há municípios de menor porte aqui mesmo na Serra Catarinense onde o problema ainda é maior!

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Orion Awards reconhece inovação

PARQUE TECNOLÓGICO DE LAGES REALIZA O ORION AWARDS QUE TAMBÉM REVERENCIA NESTE ANO O PIONERISMO DE CARLOS JOFFRE DO AMARAL

 O Orion Awards edição Carlos Joffre do Amaral reconhecerá atores, ações, movimentos e entidades que promoveram ações inovadoras no ano de 2024, impactando positivamente a comunidade lageana. A edição deste ano leva o nome do pioneiro da comunicação na Serra Catarinense porque, ao seu tempo, desde uma ideia na cabeça com o embrião daquilo que é hoje um dos maiores grupos de comunicação do Sul do Brasil, Joffre Amaral se constitui exemplo de inovação.

PREMIAÇÃO DO ORION AWARDS

São sete categorias que participam da premiação de reconhecimento. O evento da premiação será na primeira sexta-feira de dezembro, dia 06, a partir das 18h. Inclusive os ingressos para acompanhar são limitados e as reservas podem ser acessadas aqui.

CATEGORIAS E OS PROTAGONISTAS

DO ORION AWARDS 2024

Até quarta-feira da semana passada, dia 20, foi aberta votação para indicar uma lista tríplice de cada categoria que agora, em outra votação, serão apontados como merecedores do Orion Awards deste ano. Os escolhidos nas respectivas listas tríplices por categoria, são os (e as) seguintes:

STARTUP REVELAÇÃO

ESCOLA INOVADORA

UNIVERSIDADE INOVADORA

PESQUISA INOVADORA

MENTOR DESTAQUE

INFLUENCER APOIADOR DA INOVAÇÃO

JORNALISTA APOIADOR DA INOVAÇÃO

Abrir um parêntese aqui para, sem falsa modéstia, apontar que não estamos pedindo voto por integrarmos a categoria acima. É uma surpresa gratificante aparecermos na lista com os colegas Handerson Souza, diretor de Conteúdo da Clube FM de Lages e a jornalista Eduarda Demeneck, que atua na NSCTV com um trabalho de brilhantismo enorme. Apenas o fato de figurarmos na lista já é uma conquista, embora admitamos, entregamos bem menos do que deveríamos e do que poderíamos, em termos de divulgação daquilo que é e representa o Orion Parque Tecnológico no contexto da inovação para Lages e para o mundo.

A votação ocorre acessando aqui e a necessidade de preenchimento de dados evidencia a seriedade do procedimento!

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Eleitos em peregrinação no DF

PREFEITOS E PREFEITAS PARTICIPAM DE EVENTO DA CNM E FREQUENTAM AMBIENTES COMO O PALÁCIO DO PLANALTO

Apesar daquele clima tenso e louco nos tempos de agora em Brasília, prefeitos e prefeitas que tomam posse dentro de cinco semanas, foram mobilizados pela CNM (a confederação que agrega os municípios brasileiros) para participar de um conjunto de eventos. São palestras, seminários e orientações sobre o ‘caminho das pedras’ em âmbito federal na busca de recursos. Também serve o encontro para que os eleitos tenham um conhecimento mais amplo da burocracia no DF visando a celebração de convênios, assim como, mantenham contatos que podem, adiante quando estiverem nos cargos, auxiliá-los em uma demanda ou outra.

O evento da CNM se estende até a quinta-feira, 28, direcionado aos novos gestores municipais

No registro o presidente da CNM com alguns dos eleitores da Serra Catarinense (a partir da esquerda): Henrique Menegazzo (Anita Garibaldi), Sadiana Mello (Capão Alto), Cristiane Pagani (Urupema), Paulo Ziulkoski (CNM), Helena Schild (Bom Retiro), Leandro Corrêa (Urubici) Lai de Morais (Cerro Negro) e Célio Pereira (Campo Belo do Sul).

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91% do orçamento para despesas

AUDIÊNCIA PÚBLICA CUMPRIU A RITUALÍSTICA QUE ANTECEDE A VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO ANUAL DE LAGES NA CÂMARA

Com direito a emendas aditivas (que geralmente são ignoradas) dos vereadores Polaco, Robertinho e Gerson dos Santos (todos do PSD), a peça orçamentária que totaliza R$ 936 milhões para o primeiro ano da gestão de Carmen Zanotto está pronta para fechar o ano legislativo, com votação na última sessão.

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Cumprindo o que determina a legislação, a peça orçamentária foi submetida a uma Audiência Pública sob a liderança do vereador Polaco (PSD).

Polaco, inclusive, foi um dos que apresentou emenda aditiva para reservar recursos ao Instituto Autista de Lages. Coube ao Controlador Interno da Câmara, Cleino Arruda, traduzir os dados e informações aos presentes, quando observou que:

 “Embora muitos digam que o Orçamento é uma peça fictícia, ele quando bem elaborado e executado, ele é um instrumento de planejamento muito adequado, (ao qual a administração) não se perde nas contas”.

Cleino Arruda detalha a peça orçamentária, na audiência exigida por lei para o público. Entretanto, o interesse coletivo pela LDO, que é o orçamento anual para Lages, é absolutamente pequeno, como evidencia o auditório quase vazio no dia das discussões.

MAIS DE 90% PARA DESPESAS

Do montante fixado, considerando a estimativa de receita para o ano que vem, o total do orçamento previsto é de R$ 936 milhões. Desse valor, a previsão é de que 91% seja destinado às despesas correntes (gastos com pessoal e custeios diversos), e o restante na ordem de 9% – estamos falando em pouco mais de R$ 84 milhões – constituir-se-ão aportes para as chamadas despesas de capital (investimentos e compras de mobiliários e utensílios). 

APENAS 2,2% DO ORÇAMENTO

PARA INVESTIMENTOS EM OBRAS?

Chama atenção na peça orçamentária os poucos R$ 20.300.000,00 – 2,2% do total do orçamento – para investimentos na infraestrutura da cidade, com montante vinculado à Secretaria de Obras. Mas Cleino Arruda acredita que o valor deva receber acréscimos ao longo do próximo exercício, mediante a realização de convênios, transferências e empréstimos, além da abertura de créditos adicionais à pasta que remaneja recursos de outras secretarias. O mesmo vale para a Defesa Civil (R$ 485 mil), especialmente em casos de intempéries climáticas que necessitem de aporte financeiro direto nesta área.

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SC-114 pronta até o final do ano

DEMOROU, MAS A OBRA DE RECUPERAÇÃO DA SERRINHA NA ESTRADA LAGES A SÃAO JOAQUIM É PARA SER DEFINITIVA

Porque não tinha como improvisar, visto que a cada chuva mais intensa – e isso não tem faltado na Serra Catarinense – haveria risco de rompimento da encosta novamente, a SEI – Secretaria de Estado da Infraestrutura, está executando um projeto que é para resolver em definitivo o problema da queda de pista no Km 297 da SC-114, na altura da chamada Serrinha, distante uns 3 km da entrada da Vinícola Villa Francioni em São Joaquim.

Aqui uma ideia da contenção que está sendo feita ‘morro acima’ inclusive com construção de gabião (muro de pedra) para que não ocorram futuros deslizamentos

Observe que até para a gente que mais leigo na questão de engenharia, dá para perceber que está sendo feita a contenção em camadas, de maneira que as quedas de barreira sejam contidas no local

PRONTA ATÉ O FINAL DO ANO

“Inicialmente, realizamos um desvio provisório, direcionando o tráfego para uma área mais segura, o que nos permitiu a execução de uma obra emergencial de recuperação, com o trânsito livre”, explica o engenheiro José Ricardo Costa, ele que é coordenador da SIE (antigo Deinfra) na Serra Catarinense. Pelo cronograma de trabalho, a ideia é concluir a recuperação do local até o final deste ano.

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