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RS resiste ao nome ‘crioulo lageano’

DESDE 2008 O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA RECONHECEU A RAÇA COM DENOMINAÇÃO ‘CRIOULO LAGEANO’. MAS…

Nas reportagens que fazem referência à raça de gado Crioula Lageana se percebe certa resistência a tal denominação quando se trata do mesmo tipo de animais criados no Rio Grande do Sul. Ali do outro lado do Rio Pelotas, os gaúchos se referem a mesma raça como Gado Franqueiro. As características são as mesmas, com chifres longos (até 2,30 metros), resistência às doenças e parasitas, adaptação a pastos naturais e solos difíceis, com couro espesso e pelagem curta. Desde 2008 o Ministério da Agricultura (MAPA) reconhece a referida raça, das características específicas com a denominação de Raça Crioula Lageana.

ORIGEM DO TERMO ‘FRANQUEIRO’

Consta que nos tempos das missões os jesuítas trouxeram gado para a mantença das comunidades. Com a tomada das áreas pelos bandeirantes, esses capturavam os animais, levando-os pelos corredores de tropas para a cidade paulista de Franca. É da denominação dessa cidade que surge o termo franqueiro. A Raça Crioula Lageana remanesce ainda em algumas propriedades nos campos de cima da Serra tanto no lado gaúcho quanto catarinense, mas em quantidade absolutamente menor que no passado. O acesso do público para conhecer – e admirar – a raça dos grandes chifres, ocorre principalmente quando de feiras como a Expolages/SC e Expointer/RS.

Fernando Dias da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Irrigação (SEAPI) do Rio Grande do Sul fez fotos como essa acima nos campos de cima da serra gaúchos. Imagens que ilustram uma reportagem do Agro Estadão (que você acessa aqui) e remete à raça franqueira no Rio Grande do Sul sem qualquer referência ao nome reconhecido pelo MAPA de Raça Crioula Lageana.

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Fluxo do voo na pauta em Lages

FÓRUM DAS ENTIDADES TEM DESAFIO DE LIDERAR CHAMAMENTO PARA OCUPAÇÃO DO VOO DA GOL ENTRE A SERRA E SP

“O encontro marcou um passo importante na construção de uma mobilização regional articulada, focada em ampliar a demanda e garantir a sustentabilidade da operação aérea”. É a informação sobre a última reunião dos integrantes do Fórum das Entidades Empresariais de Lages a respeito do fomento para a ocupação do voo da Gol entre a Serra Catarinense e o Aeroporto de Congonhas/SP.

MENOS TEORIA, REUNIÃO E MAIS PRÁTICA

Embora o diálogo seja importante e necessário, é indispensável que as ações para atrair passageiros aos voos da Gol sejam práticas, objetivas e de resultados. Uma reunião para marcar outra reunião não irá trazer resultados esperados inclusive pelos empresários principais interessados (com razão) em ter esse voo se sustentando através da demanda de passageiros. A implantação da alternativa de transporte entre a Serra e São Paulo é uma grande conquista deste ano ao setor produtivo. Daí que a cruzada requer intervenções quase cirúrgicas para que haja o resultado pretendido.

ENCAMINHAMENTO PRÁTICO

Na reunião, representantes das entidades alinharam uma estratégia conjunta de comunicação para engajar a sociedade, o setor produtivo e os gestores públicos em torno da importância do aeroporto para o desenvolvimento econômico da região. Entre os encaminhamentos definidos está a implementação de uma ampla ação de sensibilização, com caráter institucional e informativo, voltada à divulgação dos voos, rotas, frequência, tarifas competitivas e aos impactos econômicos e logísticos positivos gerados pela operação aérea. Também foi criada uma comissão responsável por coordenar as ações e conduzir o desenvolvimento de uma identidade visual unificada, contemplando campanhas em rádio, mídia impressa, digital e pontos estratégicos de circulação regional.

O grupo de empresários que foca ações práticas para atrair de cidades como Vacaria, Curitibanos, Rio do Sul, Campos Novos e Joaçaba, Caçador e Videira, passageiros para utilizar o voo a partir do aeroporto de Correia Pinto em direção a São Paulo.

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A viagem de Dom Guilherme

BISPO LAGEANO RETORNA TEMPORARIAMENTE À TERRA NATAL, MAS AGUARDA NOVAS MISSÕES

Dentro de pouco mais de uma semana (dia 27), ascende de Bispo Diocesano de Lages, o Monsenhor Gilson Meurer. Inclusive ele se comunica com o povo católico do qual se tornará o principal líder em uma coletiva à imprensa na segunda-feira, 22. Falará sobre seu estilo de atuação, apresentando-se antes da ordenação à população da Serra Catarinense abrangida pela Diocese de Lages. Enquanto isso, seu antecessor, Dom Guilherme Werlang foi às redes relatar esse período de transição na vida religiosa após completar (em 5 de agosto deste ano), 75 anos de vida.

DE VOLTA À TERRA NATAL

“Agora, daqui a alguns minutos, madrugada do dia 17 de dezembro inicio a ‘viagem’ de volta para, provisoriamente, ficar em São Carlos (Santa Catarina). Hoje levo a pequena ‘mudança’ dos meus ‘pertences’, como roupas, livros, algumas lembranças que fui recebendo nesses 46 anos de MSF (abreviação de Missionário da Sagrada Família), Padre e Bispo. Ainda permanecerei aqui na diocese de Lages até a ordenação e posse do novo bispo diocesano, no próximo dia 27 de dezembro”.

A CAMINHADA

“No dia 18 de fevereiro de 1963, com 12,5 anos de madrugada, meu pai, meu irmão João Carlos e eu saíamos de casa para eu poder ingressar no Seminário dos Missionários da Sagrada Família, em Maravilha. Saímos carregando malas e sacos do enxoval necessário para o seminário. Agora, depois de 62 anos e 10 meses, já tendo completado os meus 75 anos, tive a renúncia ao Ofício de Bispo Diocesano aceito pela Igreja conforme ditam as leis do Direito Canônico. A MISSÃO continua, mas em outra dimensão. Será uma experiência totalmente nova para a qual tenho tentado me preparar mental, espeiritual e emotivamente já por algum tempo. Como isso será e acpntecerá na prática, não sei dizer agora, mas acolherei com alegria e amor. Ao menos essa é minha expectativa e disposição interior”.

“No momento, estou retornando, mesmo como Bispo Emérito de Lages, SC para minha terra natal, no aguardo de uma nova missão, possivelmente na Congregação dos Missionários da Sagrada Família. Ainda não sei nem lugar e nem SERVIÇO, mas estou aberto a uma experiência nova, uma missão nova, onde Deus, a Igreja e a Congregação quiser me enviar (…). Meu sentimento e minha palavra hoje, olhando o LONGO caminho já percorrido é GRATIDÃO, GRATIDÃO E GRATIDÃO”.

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Audiência para asfaltar a SC-452

TRÂMITES ENVOLVEM O FUTURO ASFALTAMENTO DO TRECHO DE 20 KM ENTRE ANITA GARIBALDI E ABDON BATISTA

O mapa acima nos situa sobre a demanda que está em andamento. O trecho de 20 km da SC-452 desde a BR-282 (Vargem) até Abdon Batista está em obras. Executada pela Setep Engenharia ao custo de R$ 100 milhões, a obra de asfaltamento tem previsão de ficar pronta até a metade de 2026. O outro trecho (na seta em amarelo) se constitui a cruzada em andamento para entrar na programação do Governo do Estado.

NESSE SENTIDO…

Durante o ano o assessor parlamentar Juarez Matos articulou a atualização do projeto (já existente desde 2012) para que o trecho fique em condições de ser licitado. Houve passos nesse sentido e na metade desta semana ocorreu uma audiência pública na localidade de Rosário (Anita). A conversa com a comunidade levou o secretário de Estado da Infraestrutura ao local. Jerry Comper apresentou dados e buscou ouvir a população lindeira sobre a futura obra.

Esse registro no Salão Paroquial da Localidade de Rosário dá ideia do interesse da população na obra

ENCAMINHAMENTOS

No primeiro semestre do ano que vem haverá outro diálogo com a comunidade porque a ideia é implementar corredores de passagens de animais (túneis por baixo do asfalto), além de se resolver a questão da passagem da rodovia em um lajeado existente no trajeto. Pelo que se estima, a estratégia é deixar o projeto pronto para que, a critério do governador Jorginho, quando ele inaugurar o trecho de Abdon a Vargem (BR-282), autorize a licitação do trecho em direção à Anita Garibaldi. Não é uma coisa muito rápida, mas são passos que precisam ser dados para que a obra se torne realidade.

Lideranças de Anita Garibaldi com o secretário Jerry Comper e a crença que a obra de asfaltamento até Abdon Batista se tornará realidade

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Lages: Câmara aprova duas taxas

UMA DAS TAXAS INCLUSIVE É CONSIDERADA ABUSIVA. APROVAÇÃO CONTRARIOU PARECER JURÍDICO

“Sendo assim e faltando maiores esclarecimentos no projeto, somos no sentido de que ele,
como está disposto, não reúne condições de tramitar nesta Casa”.

O texto acima, após uma série de conceitos e análise do projeto de Lei Complementar 021/25, resume o entendimento da Assessoria Jurídica da Câmara de Vereadores de Lages. Avaliou-se tecnicamente pela impossibilidade do referido projeto tramitar. Depois disso, a matéria foi para as comissões onde se optou por ignorar o entendimento da área jurídica da Casa.

TRAMITAÇÃO

NA CCJ – A comissão apontou parecer favorável do IBAM e a contrariedade da sua própria Assessoria Jurídica. A relatora, vereadora Elaine Morais foi favorável e seus colegas Castor e Eder dos Santos, assim como o vereador Pacheco (PSD) votaram favoráveis. O único voto contrário foi do vereador Joinha.

OUTRA – Na Comissão de Finanças, informou-se sobre a contrariedade da Assessoria Jurídica, mas todos seguiram o parecer do vereador Nixon de Oliveira, votando favorável: José Osni, Polaco, Belezinha e Jonata Mendes.

UNANIMIDADE EM PLENÁRIO

E apesar de discordar na CCJ, na hora da votação em plenário até o vereador Joinha (PP) foi favorável à criação das taxas. O que foi criado pelos vereadores a partir do projeto enviado pelo Executivo:

Taxa Administrativa de Outorga Onerosa do Direito de Construir – Essa se constitui um instrumento urbanístico que permite ao proprietário de um imóvel construir além do limite básico estabelecido pelo Plano Diretor e pela Lei de Zoneamento, mediante o pagamento de uma contrapartida financeira à prefeitura. É a prática do não pode, mas se pagar, pode. Sobre essa taxa há previsão no Estatuto das Cidades para a sua criação.

Sobre a taxa criada acima o vereador Alvaro Joinha cita que o mesmo beneficia muitos aspectos da urbanidade, pois prevê uma maior verticalização da cidade, amplia o número de construções sobre o mesmo terreno, possibilita mais oportunidades de emprego, barateia custos na construção civil e potencializa a obtenção de recursos por parte da administração municipal com impostos como o IPTU e o ITBI.

Taxa Administrativa de Transferência do Direito de Construir – “É uma cobrança comum, mas frequentemente considerada abusiva e ilegal pela justiça, pois as despesas administrativas já estariam inclusas no preço do imóvel, sendo contrária ao Código de Defesa do Consumidor quando excessiva ou sem justificativa clara, com decisões judiciais anulando cláusulas que a impõem sem justa causa ou contraprestação legítima”. É o que diz a pesquisa sobre a referida taxa.

Base do governo e o oposição votaram juntos e aprovaram por unanimidade as duas taxas que passam a constar do Código Tributário do Município.

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