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Vagas: Efeito tarifaço em Lages?

CIDADE REGISTROU FECHAMENTO DE 406 VAGAS EM JULHO (A MAIORIA NA INDÚSTRIA). EM AGOSTO HÁ DEMISSÕES NO SETOR MADEIREIRO

Antes de terminar agosto chegaram os dados oficiais sobre a empregabilidade nos municípios brasileiros. E Lages aparece com um cenário diferente daquilo que se visualizou nos quatro primeiros meses do ano. O município veio numa crescente entre janeiro e abril, totalizando 1.441 vagas com carteiras assinadas no quadrimestre a mais que os desligamentos. Mas a partir de maio, intensificaram demissões e a consequência tem sido mais desligamentos que contratações.

DADOS NEGATIVOS DO TRIMESTRE

O mês de maio ainda foi mais discreto em termos de fechamento de vagas (na matemática entre contratações e demissões). Foram 43 vagas fechadas naquele mês. Mas no fechamento do semestre, junho registrou 190 vagas fechadas. E, no mês de julho, um dado ainda mais amplo em termos de redução de oferta de emprego: 406 vagas fechadas.

SERIA EFEITO DO TARIFAÇO?

Não há como ligar a redução de vagas de trabalho em julho diretamente à redução de exportações de madeira aos EUA, devido à taxação de 50%. Isso precisaria de uma pesquisa em cada empresa sobre a razão dos cortes de pessoal. Entretanto, a indústria foi o setor que aparece mais negativo. Não houve geração de vagas e, pelo contrário, são 186 fechadas a mais que as contratações. No mês de agosto, em havendo relação com o tarifaço, a tendência é esse cenário se acentuar em termos de fechamento de vagas.

DADOS SÃO POSITIVOS

Se considerarmos os dados do ‘trimestre no vermelho’ com 642 vagas fechadas entre maio e julho, ainda temos um ‘estoque’ de 1.441 vagas geradas a mais no quadrimestre inicial do ano. Depois da indústria é o comércio que mais desligou sem repor as vagas em julho. Foram 99 vagas fechadas no primeiro mês do segundo semestre. Os dados são oficiais do CAGED, considerando somente carteiras assinadas.

Redução de pessoal trabalhando no comércio com carteira assinada é um dos destaques negativos na empregabilidade de Lages no início do segundo semestre deste ano

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Quase 3 mil em débito com a Semasa

LEVANTAMENTO DOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS INDICA QUE 4.809 FATURAS ESTÃO EM ABERTO

Por uma previsão e obrigação legal, a Semasa está cobrando inadimplentes. E os números surpreendem. Ao todo são 2.831 clientes que, por circunstâncias diversas, simplesmente deixaram de pagar a fatura de água. Esses débitos totalizam 4.809 faturas em aberto referentes ao consumo de água e taxa de esgoto. Os dados correspondem ao período desde 2021 até os dias atuais.

NOME NO SPC

O assessor de gestão de atendimento ao usuário da Semasa, Marcos Matos dos Santos, explica que a cobrança em andamento não é uma opção da autarquia. A legislação exige que se adote providências. O fornecimento aos inadimplentes foi interrompido, mas os serviços de coleta de lixo estão mantidos. Daí que os valores seguem sendo contabilizados e agora os inadimplentes receberão a conta. “Os contribuintes têm até o dia 8 de setembro para negociar as dívidas e regularizar os débitos. Após essa data limite, inicia-se o processo gradativo de negativação do CPF do titular da conta junto ao SPC”. É a informação sobre a providência em curso.

O térreo do Residencial Cacimba é o local que os inadimplentes devem se dirigir para regularizar a situação, sob o risco do nome ser negativado via SPC

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Asfalto rasga descampados da Serra

PAVIMENTAÇÃO CHEGA À ESTRADA DE PERICÓ EM SÃO JOAQUIM NA AÇÃO DE LEVAR INFRAESTRUTURA ÀS VINÍCOLAS

Foi iniciativa do então governador Moisés a ideia de pavimentar com asfalto o acesso às vinícolas na Serra Catarinense. Ele não se reelegeu e o projeto não se estendeu à totalidade. Mas parte de trechos estão recebendo asfalto, na continuidade dada pelo atual governo. Foi assim o asfalto à vinícolas como Monte Agudo e Leone Di Venezia em São Joaquim, com asfalto a partir da SC-114 e outra obra que está a caminho é a chamada ‘Estrada do Pericó‘. O asfalto interliga desde a sede do distritona SC-110 até as imediações da vinícola do mesmo nome. Nesta semana, a camada definitiva do pavimento chegou no trecho.

Os rolos compactadores na obra que interligará a SC-110 à Vinícola Pericó, atendendo, além do empreendimento turístico, propriedades ao longo do trecho

OUTRAS OBRAS

Esse modelo de asfaltamento se assemelha aquilo que o governador Jorginho quer implementar com o Estrada Boa Rural. A diferença é que, nesse caso (dos acessos às vinícolas), o Estado banca a obra. E no Estrada Boa, as prefeituras precisam arcar com a metade do custo. A estrada da localidade de Bentinho, também em São Joaquim, está em obras e, no outro lado do mapa, os primeiros três km a partir da BR-282 em direção à Vinícola Abreu Garcia de Campo Belo do Sul (localidade de Travessão), receberam asfalto.

A primeira vinícola onde o asfalto passou na frente foi a Leone Di Venezia em São Joaquim, atendendo também as propriedades rurais às margens do caminho do Monte Agudo

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Lages chega a 172.000 habitantes

ESTIMATIVA DO IBGE DIVULGADA E ATUALIZADA SOBRE A QUANTIDADE DE HABITANTES APONTA ESSA NOVA REALIDADE

À conta gotas, Lages vai rumando para a marca de 200.000 moradores. O Censo de 2022 colocou a maior cidade da Serra Catarinense com 164.981 habitantes. Na estimativa do ano passado, o IBGE apontou 171.609 residindo no município. E neste final de agosto foram divulgados os dados da estimativa deste ano. Somos 172.458 habitantes, numa tendência de crescimento lento populacional.

A estimativa populacional de Lages tem sido feita pelo IBGE considerando a variação entre o último e o penúltimo Censo. Como foi positiva a variação (houve aumento), todos os anos, até o próximo Censo, Lages aparecerá sempre com elevação no número de habitantes. Foram 849 moradores a mais entre o ano passado e 2025.

200.000 HABITANTES EM 2055

Nesse ritmo de crescimento, considerando os 849 moradores a mais no intervalo de um ano, são necessários 30 anos para Lages romper a barreira dos 200.000 habitantes. Significaria que é coisa para 2055. Entretanto, como o Brasil começará a apresentar redução populacional em 2042, periga que a cidade não chegue aos 200 mil viventes!

POPULAÇÕES ATUALIZADAS NA SERRA

São Joaquim – 26.982 habitantes

Otacílio Costa – 17.872 habitantes

Correia Pinto – 16.253 habitantes

Urubici -11.064 habitantes

São J. Cerrito – 8.706 habitantes

Bom Retiro – 8.422 habitantes

Anita Garibaldi – 8.339 habitantes

Campo Belo do Sul – 7.324 habitantes

Fonte: IBGE

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PSD: João ‘constrói pontes’ para 2026

PORQUE SABE QUE NEM TODO O MDB ESTÁ COM JORGINHO, O PREFEITO DE CHAPECÓ VISITA ELIZEU EM LAGES

O ex-prefeito de Lages e candidato derrotado na eleição do ano passado, Elizeu Matos, recebeu uma retribuição por ter ido ao aniversário de João Rodrigues. O prefeito de Chapecó convidou Raimundo Colombo e foram visitar o emedebista em sua residência no bairro São Cristóvão. Como na política nenhuma peça do xadrez é movimentada sem razão, o pré-candidato governador pelo PSD mira uma ala do MDB que ficou fora da arca de Jorginho. Elizeu Matos é um deles.

Nas redes sociais a repercussão da junção rendeu comentários, sendo alguns negativos, considerando que Colombo e Elizeu, na cortesia da visita, foram adversários históricos no cenário da década passada, inclusive com o ex-prefeito à época, reclamando do ex-governador tratar a cidade natal a ‘pão de água’ pelo fato de ele ter sido eleito prefeito em 2012.

Essa imagem foi compartilhada de evento realizado para apoiar o projeto de João Rodrigues, em ação liderada pelo vereador Polaco. Os prefeitos Leandro Correa (Urubici) e Sadiana Mello (Capão Alto), integraram-se à mobilização com o presidente estadual do PSD, Eron Giodani e o ex-candidato a prefeito, Lio Marin, partícipes do ato.

RAZÃO DA PEREGRINAÇÃO

O prefeito João Rodrigues está em Lages desde a quarta-feira, 27, com a agenda administrativa de lançar a Efapi. Na incursão aproveita para ampliar a aproximação com Colombo (eles já se bicaram no passado) e construir pontes com lideranças como do MDB.

EM TEMPO

Integrante da Executiva do PSD em Lages, advogado Agnelo Miranda observa que a mobilização realizada na Sede do Pinheirinho foi uma iniciativa do ex-governador Raimundo Colombo. E que além do vereador Polaco, os vereadores Pacheco e Robertinho, assim como o próprio Agnelo e demais lideranças do partido se integraram para evidenciar a ideia de ajudar a fortalecer o projeto de João Rodrigues.

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Javali: Pela regionalização de licenças

FOI O QUE DEFENDEU O DEPUTADO LUCAS NEVES DURANTE AUDIÊNCIA SOBRE O ASSUNTO EM BRASÍLIA

Embora nem sempre esteja na pauta, o assunto relacionado à proliferação de javalis nas propriedades rurais catarinenses continua preocupando. Até porque, os animais seguem causando prejuízos e preocupação no meio rural. Numa iniciativa dos deputados Rafael Pezenti (MDB) e Zé Trovão (PL), foi promovida uma audiência pública relacionada ao tema na Câmara Federal.

SC PRESENTE

Representando a Alesc, lá estava o autor do único projeto no Brasil que tenta barrar, de maneira mais célere, a proliferação da espécie exótica que é nocisa a todo um ecossistema, inclusive à economia das propriedades rurais.

Dominando o assunto, o deputado Lucas Neves propôs ao Ibama uma logística de regionalização na liberação de licenças para o controle (abate) desses animais. O parlamentar entende que um dos problemas que dificulta o controle, é a burocracia para a atuaçãode caçadores e a adoção de técnicas que permitam reduzir o problema.

O deputado Pezenti destacou ainda os riscos sanitários e ambientais da espécie. Segundo ele, além de disseminar doenças como a peste suína, que ameaça o rebanho nacional, os javalis representam uma séria ameaça à biodiversidade ao competir com espécies nativas, predar animais silvestres e degradar cursos d’água e nascentes.

Para o deputado Zé Trovão, além da questão de equilíbrio da natureza, os prejuízos econômicos aos produtores rurais precisam ser considerados para se intensificar ações de controle:

“Os javalis são considerados uma praga agrícola, responsáveis por prejuízos significativos em lavouras, riscos à pecuária e ameaça à biodiversidade. É uma ameaça real e precisamos de políticas claras para enfrentar esse problema.”

BEM ALÉM DE SC E RS

Osny Zago, representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apresentou relatos da situação no Triângulo Mineiro. “Os animais dessa espécie fuçam mananciais e causam erosões, contaminam as águas e chegam a causar desvios no curso das águas. Também chegam a comprometer a mata ciliar, comprometem nascentes e predam a fauna. São prejudiciais ao setor agropecuário, pois atacam os rebanhos, plantações e ainda detonam as reservas existentes nas áreas rurais, além da transmissão de doenças.”

CRISE A CAMINHO

Rafael Salerno, presidente da Associação Brasileira de Caçadores, lembrou que já havia participado de audiências públicas e reuniões em que alertava para o crescimento da população de javalis, que poderia chegar a um ponto de difícil controle. “O javali se multiplica muito, e isso é evidente. Na semana passada estivemos na FPA e reforcei que a crise sanitária relacionada ao javali no Brasil já não é mais uma questão de se vai acontecer, mas de quando e onde vai acontecer.”

‘IBAMA NÃO RESOLVERÁ SOZINHO’

Por fim, nos trabalhos em Brasília, Lívia Passos, representante do Ibama, ressaltou que o problema não é exclusivo do Brasil. “A questão da invasão biológica é um problema não só do Brasil, mas do mundo inteiro. Eu acredito que o Ibama sozinho não consiga resolver esse problema e chamo para que possamos buscar medidas para essa questão. Há o reconhecimento do Ibama como espécie exótica e invasora e precisamos de vários instrumentos.”

Salerno à direita, o deputado Lucas Neves e o deputado Pezenti, autor da iniciativa para debater o tema, durante a audiência no DF

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