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Área de Índios: Ainda só debate

AUDIÊNCIA PÚBLICA NÃO APRESENTOU NADA PRÁTICO SOBRE O FUTURO DISTRITO INDUSTRIAL DE ÍNDIOS

É compreensível a intenção de contribuir com um assunto que parece ter um sapo enterrado impedindo desdobramentos. O legislativo lageano se propôs a isso, colocando na pauta a questão da Área Industrial de Índios. Houve afirmações, indagações e prospecções. Mas de efetivo, ainda nada.

ASSIM

Há um terreno no Km 204 da BR-282 cuja ideia – que não é de hoje – foca a urbanização para disponibilizar áreas para empresas que querem se instalar em Lages e outras da cidade que pagam locação ou pretendem expandir. O problema reside no quanto o assunto se amarra. Não houve evolução na gestão anterior e tão pouco a atual dá sinais de resolutividade.

CUSTO DEMASIADO ELEVADO

O município não pode escolher um descampado de terras e começar a lotear entre as empresas. Precisa antes providenciar infraestrutura. E aí que reside o problema do Distrito Industrial de Índios. Terraplanagem, redes de esgoto, energia e pavimentação, além de um trevo de acesso pela BR-282, custam – numa estimativa ‘por baixo’ – mais de R$ 30.000.000,00.

A QUESTÃO É…

Onde o município arrumaria uma meia arrecadação mensal para transformar o projeto em realidade? Quando houver resposta a essa indagação, efetiva-se o conjunto de obras e o espaço vira uma área industrial promissora. Do contrário, a ideia persistirá apenas em debates de audiências públicas e reuniões, sem nada prático. Há torcida, é claro, para a efetividade do projeto.

Secretário Joel Mello Júnior que toca a Indústria, Comércio e Inovação de Lages na audiência proposta pelo presidente Maurício Batalha. Há boa vontade, mas o assunto do distrito industrial patina na falta de recursos para obras estruturantes que tornem o prospectado uma realidade.

Os arquivos são recheados de ‘tentativas’ de tornar o distrito industrial realidade. Houve até a terraplanagem de um pedaço de área no passado. Mas providência que não significou nada em termos de efetividade do projeto.

Tem também esse projeto que inclusive se prolonga até a ‘área urbana’ do distrito de Índios. Mas tudo na teoria. Na prática, ainda nada!

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Até robótica na rede de ensino

INICIATIVA INTEGRA O PROGRAMA CONECTA QUE INCENTIVA O ‘FAÇA VOCÊ MESMO’ AOS ALUNOS DE LAGES

Atividades maker, ou faça você mesmosão práticas que incentivam a criação, construção e modificação de objetos e projetos, tanto com o uso de ferramentas manuais quanto digitais. E nessa linha que atuará estudantes da rede municipal de ensino, englobando, inicialmente, nove escolas. Para a Secretaria de Educação de Lages colocar o Conecta em prática, buscou parceria de duas estruturas do Sistema S: Sesi e Senai. Nas unidades contempladas, estudantes de 7º, 8º e 9º anos dos anos finais do Ensino Fundamental terão atividades pedagógicas de iniciação profissional, com noções de elétrica, eletrônica e robótica.

OITO DE DOZE

“Nos primeiros seis meses de gestão, dos 12 compromissos do plano de governo da educação que assumimos, executamos oito. Um deles é justamente o Educação Conectada, que perpassa pelas aulas de robótica, educação maker e iniciação profissional”, ressalta o secretário Cristian de Oliveira (Educação).

APOIO

Todo o material didático será fornecido às crianças pelo Sesi e Senai. “As profissões do futuro hoje passam pela robótica, inteligência artificial e automação. Também é uma oportunidade valiosa de retribuir ao município as oportunidades que sempre tivemos em Lages”, destaca o empresário Fabiano Ventura, vice-presidente da Fiesc, instituição mantenedora do Sesi e Senai.

Secretário Cristian e prefeita Carmen (ambos à esquerda) acompanham os passos iniciais das crianças que terão mentoria e acompanhamento por profissionais do Sesi e Senai

Foto: Nilton Wolff – Comunicação

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Reuni Challenge com inscrições

MAIOR COMPETIÇÃO DE EMPREENDEDORISMO UNIVERSITÁRIO ACONTECE EM SETEMBRO NO ORION PARQUE TECNOLÓGICO

Até o último dia de agosto, com limite de 25 equipes e com 6 universitários em cada uma no máximo, estão abertas as inscrições para a maior competição de empreendedorismo universitário do Brasil. É o Reuni Challenge que tem o Orion Parque Teconológico como sede. O evento acontece entre os dias 10 e 13 de setembro e escolhe a universidade mais empreendedora do Brasil dando uma premiação de R$ 10.000,00 à equipe campeã.

MENTORIAS E TALKS

Nesta edição, a competição traz como apoio os empresários Caito Maia, fundador da Chilli Beans, marca de óculos e acessórios que já dominou o Brasil e o mundo, e o CEO do Ifood, Diego Barreto. “O objetivo da competição é levar os universitários a vivenciar as etapas da criação de um negócio por meio de uma metodologia que permite a imersão no mundo empreendedor. A iniciativa tem orientação de um time de especialistas com a missão de mentorar as equipes e talks das etapas a serem descobertas. Ao final da competição, as universidades apresentam seu pitch e a melhor equipe leva para casa o título e a premiação em dinheiro”, aponta a informação sobre o Reuni Challenge.

Moisaico acima dá ideia do ambiente que o Reuni Challenge propicia no Parque Tecnológico de Lages

SIGNIFICADO DO EVENTO

Para muitos universitários, o Reuni é a porta de entrada para o mundo do empreendedorismo. Os cases do evento contemplam universitários que passaram a empreender após a competição, universitários que se envolveram com o ecossistema de empreendedorismo e inovação da sua região. Há ainda casos de universitários que continuaram com o projeto desenvolvido ao longo do Reuni e hoje, mesmo depois de graduados, incentivam os ainda graduandos a participar da experiência. 

INSCRIÇÕES

As inscrições são feitas no site oficial do Reuni Challenge, o http://projetoreuni.com.br. É essencial que as universidades interessadas em participar acessem o regulamento que está disponível no site oficial e façam a inscrição da equipe participante. 

Texto e fotos: Karol Kitabayashi | Rafael Bueno | Assessoria Orion Parque

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Imprudência mata dois na BR-282

AS VÍTIMAS ERAM CARONEIRAS DE UM GM-ASTRA QUE COLIDIU COM UM CAMINHÃO GUINCHO VOLKS 9150

Final de semana de consternação na Serra Catarinense pelas duas vítimas fatais que viajavam como caroneiros do veículo GM-Astra. Os dois óbitos são de homens com 24 e 26 anos. Ambos com sepultamentos programados para a manhã de segunda-feira, 07, em Lages. O condutor do referido veículo foi retirado das ferragens do automóvel pelos socorristas do Corpo de Bombeiros e encaminhado para tratamento de urgência no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. A colisão ocorreu pouco depois das 20h do sábado no Km 212 da BR-282, entroncamento com a SC-114, no trevo do Condomínio Aspen.

Esse registro de Daniel Silveira mostra a dificuldade do trabalho dos socorristas para colocar suporte no veículo pequeno e proceder ao socorro. O trevo não tem iluminação pública e foi preciso providenciar o sistema do serviço de socorro para realizar o trabalho.

O relatório da ocorrência elaborado pela PRF conterá todos os detalhes do acidente. Mas pelo que foi apurado no local, o caminhão guincho Volks, com dois ocupantes, deixou a SC-114 e, ao adentrar na BR-282 teria atravessado com o condutor não percebendo a presença do GM Astra. A força do impacto projetou o veículo pequeno para fora da pista e o guincho tombou com o trator caindo da carroceria. Os dois ocupantes do guincho também receberam atendimento, mas não apresentavam ferimentos graves.

40 KM/HORA NO LOCAL DO ACIDENTE

O acidente aconteceu no Km 212 da BR-282 onde o limite de velocidade (com placa indicativa nos dois sentidos) é de 40 km/hora. Veículos circulando dentro desse limite não se envolvem em acidentes com desdobramento tão grave, como esse registrado no sábado. Da mesma forma, há casos de motoristas (e não se está apontando que ocorreu com o condutor do guincho) que, ao chegarem de São Joaquim pela SC-114, adentram direto na BR-282, sem fazer alça do trevo em deslocamento para Lages.

Fotos: Daniel Silveira – Notícias On Line

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SC: Pavimento em estradas rurais

PROGRAMA NESSE SENTIDO FOI LANÇADO PELO GOVERNADOR JORGINHO COM PRESENÇA DE 202 PREFEITOS DE SC

“Nós temos mais de 2.620 km de estradas não pavimentadas no interior, por onde precisamos escoar a produção agrícola e dar acesso aos alunos à educação. Garantir a mobilidade é fundamental (…). Vamos fazer todo o esforço para inicialmente dar uma contrapartida do município. Se nós não conseguirmos, vamos buscar o financiamento, porque para o município de Lages é fundamental a gente melhorar as estradas e poder pavimentar os trechos mais complexos”.

As palavras acima são da prefeita Carmen Zanotto que estava entre os 202 prefeitos presentes nesse ato em Joaçaba, acompanhando o governador Jorginho Mello lançar o programa Estrada Boa Rural. A garantia é de que nenhum município ficará sem aporte para implementar pavimentações rurais.

DINÂMICA DO PROGRAMA

O programa foi concebido como uma parceria entre o Estado e os municípios. O investimento de R$ 2,5 bilhões está dividido assim: R$ 1,25 bilhão será transferido diretamente aos municípios por meio de Convênios Simplificados. O outro R$ 1,25 bilhão será aportado pelo BRDE e Badesc. Isso permite que os municípios obtenham financiamento para sua contrapartida, com um benefício significativo: o Estado de Santa Catarina cobrirá todos os juros e correções desses empréstimos, com um ano de carência e quatros anos para pagar.

Governador Jorginho deu uma carona ao adjunto da Infraestrutura, Ricardo Grando (que é de Joaçaba) na apresentação do programa que vai levar infraestrutura ao interior dos municípios de SC.

O MODELO DE OBRA

O padrão adotado para as pistas prevê até sete metros de largura com duas pistas de rolamento de três metros, além de dois acostamentos de meio metro, ao custo médio de R$ 1 milhão por quilômetro. O secretário de Estado da Agricultura, Jerry Comper, aponta:

“Estruturamos um programa que é ao mesmo tempo ambicioso e acessível para todos os nossos municípios. Ao fornecer um plano técnico claro, orçamentos padronizados e um apoio financeiro abrangente, estamos capacitando os governos locais a realizar melhorias históricas em sua infraestrutura”.

Jerry Comper na fala aos 202 prefeitos e 114 vices presentes na apresentação do programa

QUAIS CRITÉRIOS E QUANTIDADE DE PROJETOS?

Os municípios podem participar submetendo projetos para dois trechos, um em 2025 e outro em 2026. A elegibilidade baseia-se no cumprimento de critérios econômico-sociais e técnico-financeiros, como conectar uma comunidade rural a uma via pavimentada, atender empresas ou cooperativas locais e garantir o acesso de pelo menos duas propriedades rurais por quilômetro de nova pavimentação.

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Transporte escolar ‘ganha’ 3 anos

LEI EM LAGES ELEVOU DE 15 PARA 18 ANOS A VALIDADE DE VEÍCULOS DE TRANSPORTE ESCOLAR

A norma estabelecia um limite temporal de 15 anos para que veículos que transportam estudantes pudessem circular exercendo o serviço. Para elevar esse limite para 18 anos, a prefeita Carmen Zanotto enviou projeto ao legislativo. Depois de tramitar pelas comissões e área jurídica, o projeto foi aprovado por unanimidade (dos vereadores presentes). Com isso, os veículos utilizados em transporte escolar podem ter até 18 anos, sendo o final do ano que completar a ‘maioridade’ o prazo final para uso dos mesmos.

A norma foi mais flexível permitindo ainda que veículos com 18 anos de fabricação completados, possam ser utilizados excepcionalmente, desde que registrado, licenciado e com inspeção veicular (para o transporte de estudantes) em dia. A providência, na verdade, é positiva porque, via de regra, os profissionais que atuam no serviço de transporte escolar são absolutamente cuidadosos, estendendo esse cuidado aos veículos utilizados. Assim, ganham mais 3 anos para usar o veículo, antes de precisar trocar, substituindo por um mais recente ou novo.

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