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O significado da campeã da Sapecada

UMA NARRATIVA DO ESFORÇO PARA DAR FORMAÇÃO AOS FILHOS COMPARADA A UMA VESTIMENTA DOS REGIMENTOS NOS TEMPOS IDOS DO PAMPA GAÚCHO

Muitas composições que sobem ao palco da Sapecada da Canção Nativa têm um significado robusto, retratando e relatando os tempos idos. De obras como Contigo Me Vou de Tiro, Último Tirão, Das Velhas Casas, Tropeiros a O Silêncio e a Campereada, todas têm um significado que os jurados tão bem conseguem interpretar a premiar o que se produz. Não é diferente com Poncho Miliquero:

Poncho miliquero é o poncho pátrio, dado como parte da farda de regimentos na região do pampa (Uruguai e Argentina). Na música campeã da Sapecada da Canção, a referência ao Poncho Miliquero homenageia os pais que fazem de tudo para dar educação aos filhos. O personagem da composição vai na ‘venda’ ou bolicho e oferece seu poncho em troca de material escolar e alguma roupa para que o filho possa ir estudar.

Pirisca Grecco interpretou Poncho Miliquero que venceu a Sapecada da Canção Nativa. A letra e música são de autores de Santana do Livramento, sendo a primeira de autoriza de Evair Suarez Gomez e a melodia criada por Juliano Gomes Ávila

A LETRA DE PONCHO MILIQUERO

Este poncho miliquero, dormindo por sobre a anca

Basteriado das andanças, ungido a fogão tropeiro

Desbotado o azulego, poncho véio do estado

Anda lobuno, já pardo, dando pouso pra’os “aujeros”

***
Este poncho miliquero, que entrego pra o bolicheiro

De garoas e pampeiros, tem de sobra pra contar

Foi parte do pagamento, por essas coisas da vida

Já me serviu de guarida, hoje pra o guri estudar

Este poncho miliquero, lhe troco por material

***
Um cadernito comum, desses sem o aspiral

Anda escasso o peão mensal, tudo é na volta da changa

Essa bombacha paysana, me acolhera com a alpargata

Lápis de cor, uma borracha e um tubito de tenaz

***
Com este poncho, quanto mais material levo por ele?

A mochila na parede, quanto falta pra eu levar?

Peão de tropa, capataz, alambrador ou caseiro

Peão pra cima dos arreios, peão por dia, tanto faz…

***
Este poncho miliquero, que ganhei faz muito tempo

Lhe entrego, seu Manoel Bento, em troca de material

Lápis de cor, borracha, caderno sem aspiral

Um tubito de tenaz, mochila, umas alpargatas

Era o que fazia falta… outro dia volto por mais!

CONSTRUÇÃO COLETIVA

Além das incursões pela música – tem oito álbuns -, Pirisca Grecco também é assessor do deputado e colega de nativismo, Luiz Marenco. Ele já havia sido campeão da Sapecada da Canção e ao subir ao palco para defender Poncho Miliqueiro, trouxe com ele os próprios compositores da música. Evair Suarez Gomez, o letrista, fez a parte recitada da música e Juliano Gomes, autor da música, fez baixo e vocal na defesa do Poncho no palco. Outros quatro músicos ajudaram a dar vida à campeã, inclusive Eduardo Varela no teclado.

NOME DA MÚSICA

Alguns grifam como título Poncho Miliqueiro e outros Poncho Miliquero. A pronúncia é miliquêro no linguajar campesino e na letra interpretada pelo Pirisca está grifado Miliquero.

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Descaminho no caminho de Lages

PM, RECEITA FEDERAL E POLÍCIA MILITAR RODOVIÁRIA APREENDEM UMA CARGA DE PRODUTOS SEM NOTA FISCAL

A informação da ocorrência não indica em que via foi feito o flagrante e nem tão pouco como se chegou à informação, mas o fato é que fiscais da Receita Federal, PM e integrantes da Polícia Militar Rodoviária (temos dois postos nos arredores de Lages: Painel e Palmeira), abordarm um veículo e, diante de fundada suspeita, realizaram buscas. No interior do veículo foi localizada uma verdadeira carga de itens oriundos do exterior (provavelmente do Paraguai), sem nota fiscal.

DE MEIA CALÇA A MACBOOK

O relatório circunstanciado das duas forças de segurança (PM e PMRV) e mais a Receita Federal detalha todos os itens apreendidos no interior do veículo. Na relação consta de de três meias calças femininas a um computador MacBook, além de 32 frascos de perfumes importados, 12 frascos de hidratante Victoria Secret e 02 frascos de desodorante comum.

IPHONES, HD E ATÉ ALEXIA

No interior do veículo foi apreendido um IPhone pro Max 16; Dois iPhone pro 16; Um IPhone 16; Um IPhone 14; Um IPhone 13; Uma Alexia; Um Apple Watch 10; Três B tv cast; Dois relógio solar pro; Um iPad Redmi pad; Três HD 128 GB keepdata; Quatro SSD 1TB kingston; Cinco SSD 256 GB Macrovip; Quatro SSD 512 GB Macrovip; 40 cartões de memória de diferentes capacidades de armazenamento; 19 Pen Drives e outros três itens que completaram a lista das apreensões.

DESCAMINHO

Como as mercadorias não tinham Nota Fiscal, o ‘proprietário’ poderá resgatá-las perante a Receita Federal. Para tanto basta pagar os impostos decorrentes da aquisição, a partir de procedimento da própria Receita, embora o valor a ser totalizado será superior às mercadorias adquiridas. Como nenhum dos itens tem proibição de entrada no Brasil, o delito em tese é descaminho e não contrabando.

A ocorrência envolveu a ação e atuação da PMRV e da PM, com as forças de segurança acionando a Receita Federal para acompanhar a apreensão. O registro acima é de arquivo e meramente ilustrativo.

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4.493 lageanos sem título eleitoral

PERCENTUALMENTE É SÃO JOAQUIM DEPOIS DE LAGES ONDE HOUVE MAIS CANCELAMENTOS DE TÍTULOS DE ELEITORES

Temos dois dados sobre o cancelamento de títulos eleitores pelo fato dos eleitores não comparecerem para votar nos pleitos de 2022 e 2024 (as três oportunidades de se ir às urnas). Aliás, não compareceram e nem justificaram a ausência. Os primeiros dados reportam ao mês de março deste ano, quando a Justiça Eleitoral expediu um chamamento para que os eleitores que não deram notícia (justificativa) o fizessem até 19 de maio. Esse dado está no portal do TRE/SC que você acessa aqui.*

O OUTRO DADO

A partir de um levantamento do colega Amarildo Volpato (Rádio Clube FM), ligando para cada Cartório Eleitoral da Serra Catarinense, ele chegou ao número final de títulos cancelados (porque os eleitores não compareceram para a regularização). Nos dois levantamentos, Lages aparece liderando os cancelamentos, o que é natural pela quantidade de eleitores, seguida de São Joaquim. Nos dados de março, Lages possuía 3,72% eleitores que estavam no purgatório, prestes a perder o título eleitoral. Eram 4.699 eleitores (mais que o eleitorado de cidades como Bom Jardim da Serra).

E…

Entre março e maio 206 lageanos foram à Justiça Eleitoral se explicar e ‘salvar’ o título eleitoral. Outros 4.493 não deram notícia e, por causa disso, não existem mais perante a Justiça Eleitoral. Estão com o título cancelado. São Joaquim possuía em março 3,55% do eleitorado na berlinda por não votar e nem justificar nos últimos três pleitos. Eram 695 de um universo de 19.602 votantes na segunda maior idade da Serra.

NÃO É GENTE MORTA

Importante observar que a primeira explicação que a gente busca para essa baixa no eleitorado é de pessoas que morreram. Seria natural que não votassem. Entretanto, o sistema da Justiça Eleitoral é interligado aos Cartórios de Registro Civil e, cada certidão de óbito expedida, imediatamente é dado baixa no número de eleitores. Assim, o cancelamento de títulos ocorre de pessoas vivas (provavelmente algumas idosas que desistiram de continuar votando porque não é obrigado). De qualquer forma, os dados oficiais ainda serão exteriorizados, mas aqueles 126.353 eleitores aptos a votar em 2024 em Lages devem sofrer uma variação para a votação de 2026.

Lages apresentará variação do eleitorado entre o pleito de 2024 e 2026. Mas considerando as baixas (títulos cancelados) que chegam a 4.493 e os novos eleitores (com direito a título eleitoral a partir de 16 anos), a maior cidade da Serra Catarinense deve se manter na faixa de 126 mil eleitores aptos a votar na eleição do ano que vem.

IMPORTANTE

*Os dados do portal do TRE/SC são oficiais. Os números dos Cartórios Eleitoral obtidos pelo colega Amarildo Volpato (Clube FM) foram enviados à Justiça Eleitoral para integrar uma compilação geral de títulos eleitorais cancelados e do quantitativo oficial de eleitores em cada municípiol.

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Pregação antes de ir à China

GOVERNADOR JORGINHO DISCURSOU SOBRE ‘ALAVANCAR LAGES’ E REZOU EM JOAÇABA ANTES DE EMBARCAR PARA A ÁSIA

“O Governo do Estado não tem medido esforços para alavancar o desenvolvimento econômico e social de Lages”. As palavras foram do governador Jorginho durante a rápida passagem pela cidade antes de viajar ao Japão e China porque não retornará em tempo de voltar a frequentar a Festa do Pinhão.

Depois da agenda relâmpago em Lages, o governador participou de uma celebração em Joaçaba, situada ao lado de Herval D’Oeste, onde Jorginho fez sua carreira política.

RELÍQUIAS EM JOAÇABA

A agenda em Joaçaba consistiu em acompanhar a cerimônia de chegada das relíquias de primeiro grau de Santa Teresinha do Menino Jesus e de seus pais, são Luís Martin e santa Zélia Guérin que entronizadas na Catedral da cidade. Antes de chegar ao município, as relíquias fizeram peregrinação em Brasília e Florianópolis, em atos religiosos de reverência à Santa.

Dom Frei Mário Marquez, bispo da Diocese de Joaçaba, exibe as relíquias trazidas da Basílica de Lisieux na França

Governador Jorginho acompanha a celebração em Joaçaba na última agenda antes da viagem ao Japão e China

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Reparo inédito exigido em Lages

OBRA ESTÁ DENTRO DO PRAZO DE GARANTIA E TEM TRECHOS CORRIGIDOS DEVIDO A ‘VÍCIOS NA CONSTRUÇÃO’

Passava das 19h e equipes se revezavam em um trabalho iniciado logo depois das 8h da manhã da sexta-feira, 19. Tratava-se de reparos executados nesse dia, no trecho desde o Cemitério da Penha até na baixada depois do Clube Princesa. As obras de restauro se estenderam na rua Manoel Antunes Pessoa (Penha) e no prolongamento dessa via, a Avenida Victor Alves de Brito (em direção à Ambev).

O QUE OCORREU ALI?

A obra em si foi uma providência fundamental da gestão anterior, liderada por Ceron, que corrigiu a condição do acesso a Lages para quem vem de São Joaquim e parte leste da Serra Catarinense. Ali a rua e avenida apresentavam condições precárias que tapa buracos não resolvia mais. Daí a solução foi a revitalização completa. Ocorre que esse trabalho que constituiu em um novo pavimento, em um intervalo curto, apresentou inconsistências. Diante disso, a prefeitura solicitou à empresa executante, os reparos correspondentes à correção, sem custos aos cofres públicos, considerando o entendimento de que a obra está na garantia.

‘VÍCIOS NA CONSTRUÇÃO’

O Secretário de Obras, Cleber Machado, citou que “identificamos diversas patologias” na obra. Traduzindo para a linguagem fluente, significa que a equipe da Secretaria de Obras fez um estudo sobre as anormalidades (asfalto quebrado, trincado) no trecho. Deve ter constatado considerando ‘as patologias’ que não foi um problema do projeto, mas da execução. “É uma situação que na engenharia chamamos de vício de construção*”, conceituou o secretário Cleber Machado.

NÍVEL DAS OBRAS DE LAGES

Colocando dúvida sobre a qualidade das obras executadas na cidade, a partir da afirmação “com esta decisão, esperamos elevar o nível das obras públicas em Lages”, a prefeita Carmen Zanotto lança o desafio de entregar projetos executados, sem que, tão logo sejam concluídos, apresentem inconsistências. Inclusive porque cabe à própria prefeitura, através de expert da equipe, avaliar a obra e assinar o recebimento. Mas há casos de obras que, mesmo se apresentando em boas condições na entrega, aparecem ‘vícios de construção’ durante o uso.

Trechos longos tanto da rua da Penha quanto da avenida da Ambev tiveram o trabalho de frasagem (retirada do pavimento ‘antigo’) e colocação de nova camada asfáltica por causa de ‘vícios de construção’.

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