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PSD expulsa ou não Topázio?

PRESIDENTE DA SIGLA APONTA QUE REUNIÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA, 16, DO DIRETÓRIO ESTADUAL DEFINIRÁ O FUTURO DO PREFEITO DA CAPITAL

A informação oficial do PSD é de que: “A Executiva Estadual vai se reunir na próxima segunda-feira (16) para discutir a abertura de um processo administrativo contra o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, por infidelidade partidária”. E o presidente da sigla, Eron Giordani, prega que:

“Estando no PSD, estará com o projeto liderado pelo prefeito João Rodrigues, que será o nosso candidato a governador. E terá liberdade para fazer as composições que desejar, com os partidos que desejar e as personalidades políticas que desejar para fazer parte da sua chapa”.

Eron Giordani, preside o PSD e acena apoio incondicional a João Rodrigues, inclusive com caça às bruxas aos considerados infiéis, partidariamente falando, que é o caso do prefeito de Floripa que declarou estar com Jorginho Mello no projeto de reeleição em qualquer circunstância.

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Estiagem: A Serra pede água

REGIÃO DOS LAGOS TEM MUNICÍPIOS EM ESTADO DE EMERGÊNCIA E RIOS COMO O PELOTAS CONFIRMAM A FALTA DE CHUVA

Dando um pulo no território gaúcho foi possível conferir in loco a situação do Rio das Antas onde a água como desapareceu, permanecendo um fio seguindo o leito, onde antes havia água em abundância. Na divisa dos dois Estados não é diferente. O Rio Pelotas de manancial inigualável, gerando energia e seu leito transbordando água, está irreconhecível. O próprio jornalista Pablo Gomes, ao fazer o trajeto entre Lages e Porto Alegre se surpreendeu e fez os registros abaixo:

Ainda tempos água no Pelotão, mas é um cenário bem diferente da realidade em tempos de normalidade no rio que gera energia em usinas como Barra Grande entre Pinhal da Serra (RS) e Anita Garibaldi (SC)

As carcaças da antiga ponte derrubada no passado por uma enchente, começam a aparecer, devido a redução no volume de água

EMERGÊNCIA NA REGIÃO DOS LAGOS

O primeiro município a decretar emergência devido à estiagem foi Celso Ramos. Depois Cerro Negro, Anita Garibaldi, Capão Alto, Campo Belo do Sul e Vargem seguiram o mesmo caminho. A razão decorre da falta de chuva regular desde dezembro. “Estamos desde o começo de janeiro sem chuva que acumule”, confirmou o prefeito Célio Pereira (Campo Belo do Sul). Dados do começo de março apontam 37% de perda nas lavouras de milho e 40% de redução no feijão. E metade da soja plantada em Campo Belo do Sul foi perdida devido à falta de chuva. Isso somado rompe os R$ 45 milhões de prejuízos.

Cerro Negro tem perdas contabilizadas que superam os R$ 30 milhões. Significa que o prejuízo na área rural é maior que o orçamento anual do município.

Fotos: Pablo Gomes (Rio Pelotas) e MSM Imagens Aéreas (Cerro Negro)

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‘Tempos difíceis’: Conselhão em Lages

GRUPO COM REPRESENTANTES DOS ENTES LIGADOS À SEGURANÇA PARTICIPOU DE REUNIÃO CHAMADA PELA PREFEITA CARMEN ZANOTTO

Do representante do Exército Brasileiro ao gestor da PRF na Serra Catarinense, a prefeita Carmen Zanotto colocou em prática a ideia do decreto assinado no antepenúltimo dia do ano passado, criando o Conselho de Segurança Pública e Defesa Social de Lages.

O grupo integrado pelas forças de segurança e representantes de instituições (como o 1º Batalhão Ferroviário), não tem poder de execução coletiva, mas de consultoria e sugestão à prefeita Carmen Zanotto.

ASSUNTOS ABRANGENTES

Há temas colocados na pauta em que a prefeita Carmen Zanotto não tem nenhum poder de decisão e execução. Mas que, como líder da maior cidade da Serra Catarinense, pode pleitear e sugerir. É o caso de melhorias nas rodovias BR-116 e 282, cujo tema integrou a pauta da primeira reunião do Conselhão. Embora importante e necessário, o assunto das rodovias, entende-se que é até menos prioritário que gargalos locais do cotidiano como a questão de moradores de rua, furtos e outras pautas que angustiam o lageano.

Ao lado da Delegada Regional da Polícia Civil, Luciana Rodermel (que só não integra a administração municipal porque prioriza a carreira), a prefeita Carmen Zanotto expôs aos entes participantes da reunião as preocupações, inclusive diante de realidades que ela se sente impotente para dar resolutividade e chama o Conselho de Segurança para um debate técnico e de tentativa de encaminhamentos mais práticos.

MAIOR PROBLEMA DA SEGURANÇA EM LAGES

Embora esse fórum de discussão seja fundamental, o maior problema da segurança em Lages está relacionado ao baixo efetivo das instituições e corporações. A população de Lages aumentou, ao passo que o efetivo da PM diminuiu. O número de agentes de trânsito é insuficiente, sendo que em um comparativo com uma cidade como Vacaria (ali tem Guarda Municipal), Lages precisaria triplicar o número de agentes. Os Bombeiros precisaram também ser em maior número e a própria PRF tem quadro efetivo bem abaixo do necessário.

Apesar desses gargalos de pessoal, as estruturas de segurança procuram executar suas funções institucionais. E nesse contexto, o Conselhão serve como um espaço de discussão coletiva para tentar apontar rumos para tornar Lages mais segura. “Somos o maior município em extensão territorial de Santa Catarina e precisamos pensar a segurança de forma ampla, tanto na área urbana quanto rural”, sinalizou a prefeita durante a discussão com o grupo.

Fotos: Lucas Centenaro – PML

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Mobilidade: Obra de R$ 1,8 milhão

CONCLUÍDA A NOVA PAVIMENTAÇÃO DE TRECHO DA AVENIDA PRESIDENTE VARGAS, INCLUINDO A IMPLANTAÇÃO DE MAIS UMA FAIXA DE TRÂNSITO

Tem dedo do tino de engenharia do Coronel Cleber Machado essa obra na chegada ao bairro Coral, via Penha. Trata-se da nova camada asfáltica no trecho entre o viaduto e a Camões, na Avenida Presidente Vargas. A providência custou R$ 1,8 milhão e incluiu a implantação de mais uma faixa de trânsito na chegada ao semáforo do cruzamento com a Camões. E o secretário detalha a intervenção:

“Era um trecho que exigia manutenção constante. Com este recapeamento completo conseguimos resolver definitivamente o problema estrutural do pavimento e entregar uma via muito mais segura e confortável para motoristas e pedestres”.

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João Rodrigues: ‘A volta do que não foi’

PREFEITO REAFIRMA A CONDIÇÃO DE PRÉ-CANDIDATO A GOVERNADOR E PSD INICIARÁ EXPULSÃO DE TOPÁZIO

Em menos de 24 o PSD causou um turbilhão no cenário eleitoral catarinense, mas tudo voltou a ser do jeito que era antes. Lógico que há alguns arranhões no caminho, mas nada que o tempo e os votos não resolvam. Em coletiva chamada às pressas na manhã de sexta-feira, 13, João Rodrigues informou que nada mudou: segue pré-candidato a governador pelo PSD. E o ato de renúncia ao cargo de prefeito está mantida para a sede de uma igreja no dia 21 de março em Chapecó.

O registro acima foi distribuído por conta do evento programado pelo PSD para a renúncia de João Rodrigues à prefeitura de Chapecó. Houve cenário da desistência dele, mas João reafirmou a condição de pré-candidato ao governo.

EXPULSÃO DE TOPÁZIO

O boi de piranha da crise é o prefeito Topázio Neto de Florianópolis. Ele tem feito aceno de apoio à reeleição do governador Jorginho Mello e João Rodrigues havia condicionado a candidatura a governador à saída de Topázio do PSD no estilo “ele ou eu”. Como não houve ressonância do comportamento, o presidente do PSD, Eron Giordani informou que haverá procedimento para expulsar Topázio das fileiras do PSD. O partido perder um prefeito de Capital é algo que chama a atenção, mas se constitui uma saída honrosa para que João Rodrigues tire da cabeça desembarcar do projeto e tudo seguir como dantes.

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Pós-JR: Todo mundo com Raimundo?

O PSD MASTIGA A NEGACIADA DE JOÃO RODRIGUES E MIRA OUTROS RUMOS. UMA HIPÓTESE POUCO PROVÁVEL PASSA POR LAGES

Ao falar sobre a enfarada de João Rodrigues ao projeto de concorrer ao governo, o cacique do PSD, Jorge Bornhausen, embora tenha um filho (Paulinho) na equipe do atual governador, deu a senha de que a sigla não deverá colocar o CNPJ na coligação com Jorginho. Significa que lideranças do PSD podem estar com o projeto de reeleição – caso de Topazio, o flex -, mas alguma coisa de âmbito nacional, via Kassab, deve estar reservando algo à sigla em SC. A senha foi a fala do Kaiser, ressuscitando um atrito entre Jorginho e Salvaro, em Criciúma. Bornhausen lembrou que o único governador que usou força policial contra adversários. “O atual governador, Jorginho, com o Clésio (Salvaro), que acabou sendo injustamente preso”. Ele não faria essa referência para depois apontar algo no estilo “eu falei aquilo, mas estamos juntos”.

Bornhausen, lá nas eleições de 2024, no Calçadão de Lages exercitando o pedido de votos, inclusive com o saudoso Marião por perto

RUMOS DO PSD

“O Raimundo tem votos, mas não tem coragem”. A frase ouvi de um colega de PSD do próprio ex-governador Colombo sobre a hipótese do lageano encarar o desafio de disputar o governo. Houve ensaios para colocá-lo em projetos, inclusive filiado ao MDB, mas Colombo optou pela discrição, sem qualquer palavra sobre o que queria ou pretendia. Daí que, embora não esteja fora da curva o nome dele para ‘salvar o PSD’ figurando na majoritária, é pouco provável que venha para o jogo na majoritária. Talvez se Bornhausen pedir e Kassab insistir… Kassab, quem sabe!

O PSD repensa seus caminhos neste março de 2026 e Bornhausen retorna ao protagonismo orientando os rumos da sigla, sendo um deles, embora de pouca probabilidade, de recolocar Colombo em um cenário de disputa.

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João Rodrigues e a ‘surpresa zero’

PREFEITO DE CHAPECÓ ENSAIOU CANDIDATURA, MAS NUNCA CONSEGUIU MUSCULATURA PARA DISPUTAR O GOVERNO

Desde a troca de mensagens no grupo de whats do PSD até o sepultamento do projeto de João Rodrigues de disputar a eleição ao governo pela sigla, sucederam-se interpretações, frases e análises. Uma delas aponta ‘surpresa zero’ para o esperneio do prefeito de Chapecó para provocar a ruptura e se recolher da disputa. Ele visualizada o PSD muito mais jorgista que aderista ao seu projeto. Restava-lhe alternativa no começo de uma vaga ao Senado e até a vice, na coligação com o atual governador, mas João insistiu no projeto, fecharam-se as vagas e agora resta o melindroso caminho do recolhimento.

RECOLHIMENTO EM DEFINITIVO?

Lá pela metade da manhã da sexta-feira, 13, João Rodrigues deve anunciar seu rumo. Tem várias alternativas, mas nenhuma com a fortidão que achava que tinha. Uma delas é se recolher de qualquer disputa e tocar o mandato em Chapecó, onde foi eleito com mais de 80% dos votos. A outra é ficar no PSD, renunciar e disputar uma vaga à Câmara Federal. Ronda-lhe ainda a hipótese de deixar o PSD e se abrigar em outra sigla para mirar alguma disputa. De qualquer forma, como um cavalo manco nas carreiras do Rincão da Raia, João Rodrigues está fora do páreo.

A MÃO QUE AFAGA TAMBÉM APAGA

Jorge Bornhausen, o líder de honra desde o PFL até o PSD esteve com João Rodrigues na caminhada de buscar o governo. Mas diante dos esperneios rodriguistas de esbravejar que só concorreria se Topázio Neto, o total flex prefeito de Floripa, deixasse o PSD (por causa do alinhamento com Jorginho), o próprio Kaiser decretou: João está fora da disputa, não é mais o candidato do PSD. É como se no retrato abaixo, Bornhausen aconselhasse…

– Tenha cautela, João! Você é muito explosivo. Não tome decisões sobre as quais você não pode voltar atrás!

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