NO CASO DESASTRE PARA AS EXPORTAÇÕES CATARINENSES QUE SERÃO SERIAMENTE AFETADAS COM SOBRETAXA
A principal entidade empresarial catarinense – a Fiesc – emitiu posicionamento com o anúncio do presidente Trump de sobretaxar os produtos brasileiros que adentrarem no mercado americano em 50%. Para o presidente da Fiesc, Mario de Aguiar, aquilo anunciado “compromete a competitividade dos produtos catarinenses”.
LAGES E SERRA
Em âmbito de Serra Catarinense a maior perda se dará na exportação de madeira manufaturada para os Estados Unidos onde, a taxação de 50% inviabiliza a manutenção dos negócios com os americanos, obrigando empresários do setor a buscarem outros mercados.
R$ 10 BILHÕES
Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações catarinenses. No ano passado, o estado embarcou para lá US$ 1,74 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões), na sua maioria itens manufaturados, como produtos de madeira, motores elétricos, partes de motor e cerâmica.
TRÊS ASPECTOS
A nota da Fiesc aponta que a decisão americana precisa ser avaliada sob três aspectos:
– Sob o ponto de vista econômico, não há justificativa para a aplicação desta taxa, já que os EUA registram superávit há décadas na balança comercial com o Brasil;
– O segundo aspecto diz respeito às políticas domésticas, (em que) o Brasil é um país soberano e suas decisões, certas ou erradas, devem ser respeitadas;
– Por fim, ao invés de adotar postura neutra em relação à diplomacia internacional, o Brasil repetidamente assume posições de desalinhamento com os Estados Unidos.
O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, reitera a necessidade de manutenção dos canais de negociação pela diplomacia brasileira, sob pena da situação se agravar com o cancelamento de investimentos no Brasil. Avalia que é necessário trabalhar com serenidade pela melhor solução e considerando os interesses do Brasil.




