DADOS TÉCNICOS JUSTIFICAM INCLUSÃO DO SETOR ENTRE AS DEMANDAS APRESENTADAS NO PROJETO VOZ ÚNICA
Para entendermos o contexto é importante termos em mente o conceito sobre Condições Sensíveis à Atenção Primária. Tais condições são problemas de saúde que podem ser tratados com eficácia nos postos de saúde e unidades básicas, evitando que o paciente precise de internação hospitalar. O problema está que esse atendimento e tratamento não apresenta resultados satisfatórios. Por isso, a chamada capilarização dos serviços de saúde na Serra Catarinense entrou entre as seis demandas urgentes entregues aos candidatos no projeto Voz Única da Facisc. O foto é “distribuição mais equilibrada dos recursos e ampliação da capacidade local, para reduzir a concentração de atendimentos no sistema hospitalar de Lages”.
DADOS TÉCNICOS
Pelo documento que detalhou as seis demandas apresentadas “os dados da região justificam a urgência” em relação à melhoria estrutural no setor de Saúde. “A Serra registra 173 óbitos e 1.525 internações a cada 100 mil habitantes por condições sensíveis à atenção primária, o pior índice entre as doze regionais catarinenses e acima da média do estado”, aponta o documento.
POUCOS LEITOS HOSPITALARES
A Serra Catarinense, norteia o documento do Voz Única, é a região que também tem uma das menores quantidades de leitos hospitalares de Santa Catarina por habitante. São 102 leitos a cada 100 mil moradores. Em dez anos, Lages passou a concentrar 63% dos leitos hospitalares da Serra, ante 50% em 2015, o que aprofundou a dependência dos demais municípios em relação à ‘capital regional’.
A maior parte dos leitos hospitalares se concentra nas unidades do Tereza Ramos, Nossa Senhora dos Prazeres e Seara do Bem (foto acima).



