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Coxilha Rica: Estrada, usinas e mais

VENDO O POTENCIAL ENERGÉTICO QUE ESTÁ A CAMINHO NA COXILHA RICA, ENTENDEMOS MELHOR A PRIORIDADE AO ASFALTAMENTO DA SEQUÊNCIA DA SC-390

Aqueles que ajudam a construir o crescimento da Serra Catarinense, inclusive com o fomento passando por tratativas em Lages, viram com preocupação certa carga de crítica à continuidade da obra da SC-390 na Coxilha Rica, providência incluída entre as prioridades do projeto Voz Única da Facisc.

MAS…

Talvez tenha ocorrido um desencontro de interpretações porque não há crítica ao fato do asfalto seguir rasgando os descampados da Coxilha em direção a São Joaquim, muito pelo contrário. O que se exteriorizou foi a ausência na lista das prioridades de demandas como a duplicação da área urbana da BR-116 (no novo projeto de concessão), além de um olhar mais preocupado com a mobilidade da BR-282 em direção ao litoral.

INCLUSIVE PORQUE

É possível afirmar que a sequência do asfalto na Coxilha Rica, embora importante à mobilidade e roteiro turístico, é essencial para o viés econômico da Serra Catarinense. Essa afirmação decorre daquilo que está prospectado ou em obras em termos de investimentos energéticos. Teremos um verdadeiro ‘canteiro’ de usinas hidrelétricas de portes diversas em rios como o Pelotas, Pelotinhas e Lava Tudo. E tais empreendimentos não se instalam ou se mantêm sem uma infraestrutura adequada. Daí entra em cena os 59 km de asfalto a partir do trecho já executado até o encontro com a SC-114, em São Joaquim.

Quando a gente fala em ‘canteiro de usinas hidrelétricas’ o estudo elaborado sobre o tema, de onde retiramos a ilustração acima, dá ideia daquilo que está por vir. A linha em vermelho sinaliza o trecho da SC-390 por asfaltar para permitir a mobilidade a esses investimentos que, somados, representam aporte superior a R$ 2 bilhões. Considerando ainda que, depois de tudo isso funcionando, o retorno de impostos a Lages e Capão Alto representará uma alternação no movimento econômico de tais municípios.

OBRAS NA COXILHA RICA

E conforme no ano passado o governador Jorginho Mello, durante evento na Acil, assinou termos do programa Energia Boa, inclusive com novas subestações da Celesc na Serra Catarinense, as obras dessas estão tomando forma. É o caso da subestação da Coxilha Rica que receberá a energia produzida por usinas hidrelétricas na região (a Usina Santo Cristo é exemplo disso), distribuindo a produção energética no sistema. E isso repercutirá no movimento econômico de Santa Catarina e não do Rio Grande do Sul, como havia hipótese inicial do empreendimento da localidade de Santo Cristo direcionar a rede.

Aqui está a etapa de aterro e terraplanagem concluída pela Construtora LJ (pegamos o registro acima do perfil da empresa) que é o primeiro passo prático e in loco para a implantação da Subestação da Coxilha Rica que será uma canalizadora de energia produzida na região para sistema nacional.

O trabalho da fase concluído permitirá o início das obras físicas para que a produão energética se concentre nesse sistema de distribuição, repercutindo no movimento econômico dos municípios abrangidos aqui no lado catarinense do mapa.

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