PROVA DESSA APOSTA FOI A ‘VENDA’ DO PROJETO DURANTE REUNIÃO DE UM DOS NÚCLEOS DA PRÓPRIA ACIL
Embora pareça algo distante e de difícil viabilização, a implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) nas terras públicas no distrito de Índios não se constitui um sonho sonhado só. Pelo menos no entendimento do presidente da Acil, Antonio Wiggers que segue semeando a ideia, o projeto e o propósito. Nesta semana ele se integrou à reunião do Núcleo de Imobiliárias e Corretores que funciona dentro da Acil para falar sobre o tema.
Wiggers explica que a área inicial da ZPE prevista é de 600 hectares (6 milhões de terra) e que, com eventual expansão, pode chegar a 780 hectares
AINDA A RESPEITO
O presidente da Acil cita que o objetivo é atrair empresas voltadas à exportação, oferecendo benefícios fiscais, como isenção de impostos na importação de insumos e equipamentos, além de condições diferenciadas para comercialização no mercado interno. Wiggers destacou que a proposta não se limita apenas à criação de um distrito industrial, mas a um ecossistema de desenvolvimento econômico e social, capaz de impactar diretamente Lages e municípios vizinhos. “Estamos falando de um movimento que pode transformar a matriz produtiva da Serra Catarinense, ampliando oportunidades para diferentes setores, desde indústrias de base até prestadores de serviços”, afirmou o presidente.
Entre os pontos levantados, estão a necessidade de alinhamento político para garantir a aprovação do projeto no Conselho Nacional de ZPEs. “Com apoio de uma frente parlamentar, de empresas privadas e de entidades representativas, a proposta é considerada um dos principais vetores de crescimento econômico e social da região”. Segundo Wiggers, a expectativa é que, com a consolidação do parque industrial, Lages se fortaleça como polo de inovação, atração de investimentos e geração de empregos de alto impacto.
Ao apresentar o panorama ao setor imobiliário, o presidente da Acil também destacou que a implantação da ZPE trará reflexos positivos para o mercado local, valorizando áreas urbanas, fortalecendo a cadeia produtiva da construção civil e abrindo novas frentes de negócios para toda a comunidade empresarial.
DISCURSO E REALIDADE
Essa crença do presidente Wiggers na ZPE é louvável porque, de fato, em se implantando o modelo, a operacionalização se constituiria um divisor de águas na economia de Lages e de alguns municípios da Serra Catarinense. O problema reside na viabilização em si. Somente para dotar a área em Índios para recepcionar empreendimentos empresariais, seriam necessários investimentos na ordem de R$ 50.000.000,00 (acesso, arruamento, asfaltamento, redes de água, energia e esgoto). Assim, o ideal seria, primeiro viabilizar o espaço e depois dar outros passos para tornar realidade a ZPE ou um projeto de atração de empresas semelhantes.
No registro acima o mapa onde ficaria a ZPE (distrito de Índios) e a realidade de discussões sobre o tema que remetem há uns 4 anos atrás




