GRUPO DE TRABALHO AVALIA A IMPLEMENTAÇÃO DE VOOS REGIONAIS INTERLIGANDO 24 AEROPORTOS NO INTERIOR DE SC
É quase ficção pensar que uma Companhia Aérea como a Latam ou Gol possa operar voos entre cidades catarinenses como Lages, Blumenau, Caçador, São Joaquim, Joaçaba e assim por diante. Mas 24 cidades têm aeroportos em condições de operar voos, dependendo do modelo de avião. Daí que um grupo de trabalho atua na Secretaria de Portos e Aeroportos (comandada por Beto Martins) para encontrar um modelo de operação nesses aeroportos de menor porte, para interligar os municípios ‘menores’ até cidades que operam voos com os grandes centros.
NESSE SENTIDO
Quando da missão na China, integrantes da comitiva catarinense visitaram a fábrica da Harbin. Ali conheceram uma aeronave de pequeno porte com capacidade para transportar passageiros e cargas. Segundo o secretário Beto Martins, o formato do modelo de negócio ainda está em discussão. “O avião chinês é uma das propostas em análise pelo Grupo de Trabalho”.
SOBRE O AVIÃO
A fábrica de aviões Harbin é a Harbin Aircraft Industry (Group) Co., Ltd, também conhecida como Hafei. Localizada em Harbin, capital da província de Heilongjiang, a empresa é uma subsidiária da Aviation Industry Corporation of China (AVIC). O avião do modelo Y12-E tem capacidade para 17 passageiros, dois tripulantes e pode ser convertido de transporte de passageiros para carga em cerca de 30 minutos.
Registro da comitiva na Fábrica de Aviões Harbin, cujo modelo está na mira do governo catarinense para uma parceria com a iniciativa privada (viabilizando incentivos) focando a operação em aeroportos de SC
SIGNIFICADO DISSO
Ainda é bem embrionária a ideia de criar uma malha aérea de voos regionais em Santa Catarina. Não existe modelo nesse sentido no Brasil, diferente daquilo que existe nos EUA e em países europeus (voos de companhias low cost). Mas se efetivado um modelo assim, aeroportos como de São Joaquim, Lages e Correia Pinto, assim como Curitibanos e Joaçaba, poderiam ter voos regionais para levar passageiros (e cargas) até cidades com voos nacionais (Florianópolis, Navegantes, Joinville, Jaguaruna e Chapecó).
A política de voos regionais integraria aeroportos como esse de São Joaquim, devidamente pronto para operar com aeronaves de menor porte





