PREÇO BAIXO DESACONSELHA LOGÍSTICA DE COMERCIALIZAÇÃO E PRODUTORES TRANSFORMAM CEBOLA EM ADUBO
A maior crise da história na produção de cebola liga um alerta sobre o risco da monocultura. Regiões que investem em um segmento único (como a maçã e São Joaquim) precisam estar atentas às variantes do mercado. Com o preço lá embaixo, produtores de cebola estão literalmente pagando para trabalhar. Os valores fixados pelo produto não cobrem o custo de produção. E executar a logística da colheita e transporte à comercialização apenas amplia as perdas. Exatamente por isso, há propriedades em municípios como Aurora, onde o produtor não apenas ‘amontoou’ a produção para virar adubo, como aceita que os vizinhos levem o produto para o ‘descarte’.
Esta cena se tornou comum em propriedades de municípios como Ituporanga, Aurora e outros municípios do Alto Vale que têm na cultura a principal fonte de produção agrícola
A cena se repete em várias propriedades com o descarte da safra pelo baixo preço praticado no mercado
ASSUNTO CHEGA À ALESC
Assim como deverá repercutir na Câmara dos Deputados, através do deputado Rafael Pezenti (MDB), o tema foi exteriorizado no parlamento catarinense. O deputado Carlos Humberto (PL) detalhou o decrto de emergência econômica na cadeia produtiva de cebola em Ituporanga “em razão das dificuldades de comercialização provocadas pelos baixos preços de venda”.
Segundo o parlamentar, o preço final de venda não cobre nem a metade do custo de produção. “Realmente a crise é grande”.
CARGAS JOGADAS NAS MARGENS DE RODOVIAS
O deputado Sargento Lima (PL) apelou para uma atuação conjunta dos parlamentares em busca de alternativas. “Vimos imagens de cargas e cargas de cebolas jogadas às margens das rodovias aqui no Estado porque o custo de produção é maior do que o preço de venda. É um momento em que precisamos intervir e cobrar providências da Secretaria da Agricultura para que possamos impor limites”.




