Associações e cooperativas que produzem carne no pasto na Serra Catarinense querem agregar mais valor ao produto. Nesse sentido, um diálogo orientativo focou informações para se discutir formas de apoio para valorizar o produto local, seja por meio do desenvolvimento de uma Indicação Geográfica ou da criação de um selo qualitativo como uma marca coletiva.
Assessor de gabinete da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, e especialista em Indicação Geográfica, Paulo Roberto Arruda, destacou que a iniciativa conta, além da participação do Estado, também com o Sebrae, que já atua no apoio à qualidade alimentar e no marketing de produtos regionais.
IG: CASES DE SUCESSO
Foi apresentada a organização desse tipo de processo, com destaque para experiências bem-sucedidas de valorização de produtos locais, como o Queijo Serrano, Maçã Fuji, Mel de Melato da Bracatinga e os Vinhos de Altitude. “O foco é trabalhar o diferencial da carne originária do campo nativo da Serra Catarinense e buscará parcerias para estabelecer um caminho conjunto para o futuro da carne serrana”, especificou Paulo Arruda.
DIAGNÓSTICO TÉCNICO
Uma empresa, em parceria com o Sebrae já realizou estudo que apontou o potencial da carne serrana, e agora o objetivo é avançar no uso desse potencial para a valorização do produto. A ideia central, a partir deste encontro, é buscar estratégias para o fortalecimento e o reconhecimento da carne serrana catarinense no mercado. Altenir Agostini, gestor do Sebrae, destacou que a valorização dos produtos do território é uma estratégia importante para o desenvolvimento regional. “A partir do interesse dos produtores, será realizado um diagnóstico técnico aprofundado que servirá de base para ações futuras”, observa Agostini.
Foto e informações: Paulo Chagas


