ENTIDADES E LIDERANÇAS OPTARAM PELA INDIFERENÇA EM RELAÇÃO À NOTÍCIA DA DESATIVAÇÃO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO
Primeira reunião semanal da Acil desde que a Rumo Logística confirmou a desativação das operações no Tronco Sul e o assunto da pauta foi… a Festa do Pinhão. O presidente da entidade, Antonio Wiggers, até se manifestou apontando que a situação “acende um alerta sobre a necessidde de um modelo ferroviário mais eficiente e comprometido com o Sul do Brasil”. Wiggers observou que Lages e a Serra Catarinense não podem ficar à margem das decisões logísticas do País. Mas ficaram à margem. Não houve qualquer interação entre as lideranças locais e a Rumo e o resultado está posto.
Recorremos a uma sequência de fotos do Leomar Júnior, um apaixonado por logística (ferroviária, aérea, enfim, mobilidade em geral). Ele tem em sua rede social vários registros da operacionalização da Rumo Logística no Tronco Sul…
Registros que tendem a se constituir imagens de um passado, em não se revertendo a decisão de desativar as operações anunciada pela Rumo
Registros que destacam o conjunto de quase 30 túneis entre Lages e Vacaria/RS numa malha ferroviária que inclusive precisaria de manutenção mais constante
De tempos que o transporte ferroviário teve relevância e significado cortando os campos rumo à Coxilha Rica
Obras estruturais esculpidas nos tempos onde não havia tecnologia de engenharia, evidenciando o esforço de homens para tornar possível a ligação ferroviária em direção ao Rio Grande do Sul. Paisagens que poucos, como Leomar Júior (foto) conhecem, mas que vale cada esforço para conferir com os próprios olhos a imensidão de tudo isso!










Lembrando que nos tempos idos dos governos militares foram feitas várias obras de infra estrutura viária para o modal ferroviário. Inclusive a ponte ferroviária na Coxilha Rica e outras no RS foram feitas pelo nosso primeiro Batalhão Ferroviário de Lages. Enquanto isso nossos governantes querem somente ideologias…
E sinceramente nem me causa mais espanto… Estamos sem voos regionais, estamos sem ferrovia, estamos com a economia estagnada, converso com vários comerciantes e é só reclamação que a coisa está feia, que faltam clientes, ai não vemos prospects de empresas grandes vindo e nossas entidades estão preocupadas com a festa do pinhão, não é por nada, mas a cidade me parece que só vive dela, é sempre um antes e depois dela, ainda que a muito tempo eu tenha a impressão que ela se perdeu ou no mínimo perdeu sua essência, enfim quem sabe é até bom pra cidade ela parar por um tempo. Agora, a cidade deseja se tornar um polo industrial com porto seco ou com incubadoras, falam em termos um aeroporto de cargas mas deixamos algo como a ferrovia ir embora enquanto projetos de bilhões são feitos para ligar a cidades a elas. É certo que o movimento de cargas para Lages era ínfimo nos últimos tempos justamente por isso o TPS até Lages foi encerrado mesmo tendo alguma certa operação, e foi exatamente o mesmo com o aeroporto regional. Sou entusiasta assim como o Leomar e não apenas isso, sou um apaixonado pela região serrana e gostaria de ver ela aproveitar todo o potencial que alguns percebem que temos mas que infelizmente quem precisava ver parece que não o faz…