DOIS DEPUTADOS ENTENDEM AS AÇÕES COMO EXCESSO OU ERRO, MAS OBSERVAM O LADO DAQUELES QUE ESTAVAM NA LIDA
Longe, bem longe de visualizar que a solução para tirar moradores de rua dos ambientes públicos se proceda com chutes e agressões, como a exteriorizada nas marquises do Centro de Florianópolis. Entretanto, é preciso interpretar o contexto e não simplesmente vilanizar os integrantes da Polícia Militar como se esses fossem bandidos. E foi essa a postura dos deputados Jessé Lopes e Sargento Lima (ambos PL) no parlamento catarinense.
CONTEXTO DO FATO
Vídeo apresenta policiais militares ‘resolvendo’ a ocupação dos espaços públicos ‘tocando’ os moradores de rua, inclusive com chutes e empurrões. O episódio rendeu uma série de julgamentos e até protestos pela postura truculenta da PM. O comando da corporação abriu Inquérito Militar para avaliar a conduta, não se acenando concordância ao modus operandi dos policiais.
Entretanto, parlamentares como Jessé Lopes (acima) apontou que a solução depende também da sociedade. “Para resolver a situação tem de parar com a esmola, a doação de comida, além da legalização da internação compulsória ou da prisão dos moradores”.
OUTRO DEPUTADO
Na mesma linha de avaliar o contexto da situação, Sargento Lima (PL) reconheceu que houve erro na conduta dos militares, mas creditou ao excesso de trabalho e à intenção do policial de fazer ‘algo mais’. O parlamentar que já foi secretário de Estado da Segurança apontou que:
“Embaixo do céu somente quem nada faz não comete erros, agora, quem trabalha muito erra, normal. E a PMSC, a Polícia Civil, a Penal, toda nossa força comete erros porque trabalha muito, e trabalha muito porque trabalha no erro dos outros”.
O FATO É QUE…
Temos um problema nas ruas, calçadas, praças e demais locais públicos, muitas reuniões, análises, mas solução prática ainda não se apresentou. De Florianópolis a Lages se convive com a realidade do incomodo do morador de rua que, por sinal, sofre também por estar nessa condição. A maioria é doente ou drogada (e muitos doentes em função da droga). Lógico que a solução não é o ‘experimento’ feito por policiais na Capital, mas eles mesmos (os policiais), sentem-se impotentes diante de uma anormalidade social como a que se apresenta. A torcida é por uma solução humanitária, devolvendo as cidades à população, com uma solução social ao tema.
O encaminhamento mais prático que se viu na Serra Catarinense, por exemplo, foi a abordagem da área de Assistência Social (juntamente com a PM), a moradores de rua em São Joaquim. Ali se conseguia fazer levantamento e até encaminhamento dessas pessoas para tratamento e até para o mercado de trabalho.



