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Pós-eleição: Colombo discreto

EX-GOVERNADOR APARECEU NO VELÓRIO DO PAI DO EX-PREFEITO ELIZEU MATTOS

Três semanas após o primeiro turno em que se definiu as vagas à Câmara Federal, Senado e Alesc, o ex-governador Raimundo Colombo foi a Abdon Batista. No município da Região dos Lagos prestou solidariedade à família de Fredolino Mattos, Tio Neno. O pai do ex-prefeito de Lages, Elizeu Mattos, faleceu na última semana de outubro e, por causa da boa relação restabelecida na eleição deste ano, Colombo fez questão de se solidarizar com a família.

Registro de arquivo quando Colombo era governador em diálogo com o então prefeito de Lages. Afastados por circunstâncias várias, ambos estiveram juntos na eleição deste ano na tentativa de eleger o ex-governador à Câmara Federal

O CONTEXTO DA DISPUTA

Consta que, desde o princípio da disputa deste ano, Colombo não desejava enfrentar as urnas. Vinha de duas derrotas ao Senado (2018 e 2022) e não havia ânimo para concorrer. O apelo local pela representatividade Federal e a pressão do PSD de que o partido esteve à disposição dele nas duas eleições ao governo, sendo agora a vez de retribuir, colocou-o no jogo. E a votação de Colombo era uma grande incógnita: partiria de Lages com 40 mil votos e somaria votação na maioria das cidades catarinenses ou teria adesão discreta. Ocorreu a segunda hipótese, inclusive com a pior votação na história de Lages atribuída a ele: 19.802 votos.

O FUTURO DE COLOMBO

A história de Colombo merece ser estudada. Quando na campanha aparecia com ele apenas aqueles eleitores ‘mais antigos’, visualizava-se a dificuldade da adesão. Não houve renovação do eleitorado. O jovem eleitor mal sabe quem é Colombo. E a rejeição em Lages é algo que ultrapassa o limite da compreensão. Houve na campanha uma tentativa de ‘vender’ feitos do então governador. Porém, por mais que algo aqui e ali mereçam registro, não há uma ação ou outra que tenha transformado Lages ao ponto do eleitor passar e apontar: Isto foi coisa de Colombo*.

E…

Esse desempenho discreto perante a cidade natal nos dois mandatos de governador não é – e nem deve ser – esquecida pelo lageano. Houve quem pregasse que seria bom Colombo se eleger Federal ‘para não vir incomodar em 2028’ numa referência a concorrer a prefeito de Lages. Mas nesse contexto de rejeição e meros 19 mil votos nas urnas deste ano, se o ex-governador ensaiar alguma ideia de concorrer no pleito municipal, quem deve se incomodar é ele.

Embora na política só não exista boi voando, parafraseando o dito popular, beira o improvável que a dupla do registro acima se enfrente numa disputa nas urnas em Lages no pleito de 2028

*No livro Além do Continente das Lajens a história da cidade pós-década de 1980 é narrada, considerando vários acontecimentos ao longo de meio século, inclusive com a ascenção e discrição do maior líder político de Lages no período entre o final do século passado e as décadas pós-ano 2000.

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