EM NOTA A EMPRESA INFORMA QUE CAIU MUITO O VOLUME DA PRODUÇÃO TRANSPORTADA PARA LAGES
Sobre a desativação da operacionalidade no Tronco Sul, a empresa detentora da concessão da interligação férrea entre o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, esclarece:
“A Rumo informa que houve redução de mais de 90% no volume de combustível transportado até Lages (SC) logo após as enchentes do Rio Grande do Sul, que destruíram parte das conexões ferroviárias desta região. Desde o ano passado, a empresa participa do Grupo Técnico de Trabalho do Governo Federal para tratar do assunto Malha Sul, considerando a complexidade e importância do tema.
(…)
A Rumo segue continuamente avaliando novas oportunidades e mantém o compromisso de executar manutenções periódicas no trecho, que continua operacional. Diante da baixa demanda de produto transportado neste trecho até Lages, foram realizadas análises financeiras detalhadas durante 2024 que constataram a inviabilidade econômica da operação”.
SOBRE DEMISSÕES
“Os colaboradores terão a oportunidade de escolher outras localidades da empresa para atuar. Todo processo é baseado no respeito e na transparência e todos os benefícios foram acordados com o Sindicato da categoria”.
Importante observar que a Rumo Logística não reduz sua atuação nas diversas regiões do Brasil. Apenas se recolhe de operaro chamado Tronco Sul pela desvantagem econômica de manter as atividades, conforme explicado na Nota à Imprensa – o registro acima é do portal da Rumo.
TRADUZINDO O CONTEXTO
A Rumo Logística se recolheu da operacionalidade no Tronco Sul, em caráter não definitivo, porque reduziu em demasia a demanda transportada especialmente de combustível até Lages.
CONCESSÃO VENCE EM DOIS ANOS
Conosco e com a colega Olivete Salmória, internauta que se identifica como Carlos ponderou uma série de nuances, inclusive a razão da Rumo não fazer a manutenção da malha e manter as atividades:
“A competência é do governo federal, porém ainda assim a malha hoje é privatizada e a concessão vence em 2027 (e esse é um dos motivos que leva a empresa a não querer investir). Os estudos indicam que parar recuperar esse trecho vai ao menos R$ 1 bilhão (e claro que, sem a renovação antecipada, a concessionária não vai quer saber de investir tudo isso)”.
O que faz parte da história – a implantação do Tronco Sul – pode repousar nela, diante da hipótese provável da desativação da linha férrea que passa por Lages







A Rumo não quer investir na recuperação da malha,mas o que diz o contrato de concessão?
Até onde sabemos ,a concessionária tem sim,a obrigação de recuperar a via antes de devolve-la .