INDÚSTRIAS DE LAGES JÁ TOMAM MEDIDAS DIANTE DO RISCO DO TARIFAÇO. E FIESC DIALOGA COM ALCKMIN
“Retaliar seria o pior encaminhamento, pois ampliaria os prejuízos para a indústria. Além de tentar reduzir as tarifas, precisamos buscar alternativas como a prorrogação do prazo de início da aplicação, para que as empresas tenham fôlego para se reorganizar e buscar novos mercados”.
A pregação acima vem do dirigente ao centro do registro acima, empresário Mário Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc. Ele liderou uma comitiva catarinense para dialogar com o Vice-Presidente da República e Ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, além da secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Prazeres.
PRESIDENTE DA FIESC DISSE MAIS…
“As palavras de ordem agora são negociar, negociar e negociar. Mesmo que as tarifas não voltem aos patamares anteriores, precisamos chegar a um nível que permita manter a relevância daquele mercado como destino das exportações catarinenses e brasileiras (…). O ministro (Alckmin) conhece os números e tem total clareza sobre a importância do tema. Reforçamos a diversidade industrial catarinense, onde as tarifas terão graves consequências, já que os Estados Unidos são o principal destino de nossas exportações”.
REFLEXOS NA SERRA CATARINENSE
Empresas de Lages que atuam na exportação (pelo menos duas delas), determinaram às áreas de produção o despacho de mercadorias até esta sexta-feira, 18. A partir da semana que vem haverá um replanejamento de atuação, aguardando os encaminhamentos diplomáticos a serem dados para tentar reduzir a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros que adentrarem no mercado dos EUA.
Fico devendo a fonte, mas recebemos a lâmina acima com dados que dão ideia da destinação das exportações de Lages, considerando o controle oficial do Governo, tendo os Estados Unidos como líder absoluto do destino daquilo que é exportado da maior cidade da Serra Catarinense. Daí que a tarifa de 50% sobre tais produtos causa preocupação não sem razão.
SILÊNCIO DO SETOR PRODUTIVO
Apesar da realidade econômica evidenciada na lâmina acima, sobre dados de exportação de 2024, nenhuma entidade do setor produtivo de Lages exteriorizou qualquer manifestação. Reina o silêncio entre os dirigentes, talvez por não terem conseguido interpretar o reflexo da situação (em se confirmando a taxação), embora a medida repercuta na economia da paróquia também!





