ENTIDADE APONTA OS DADOS SOBRE VAGAS DE EMPREGO FECHADAS. LAGES LIDERA DAS DEMISSÕES
Nenhum município catarinense apresentou tantas demissões na indústria quanto Lages no mês de agosto. Os dados foram compilados pela Fiesc na análise dos números divulgados pelo CAGED, referentes a agosto, o primeiro mês cheio do tarifaço. De acordo com a entidade, foram 287 demissões ocorridas no setor madeireiro na maior cidade da Serra Catarinense, considerando a matemática de contratações e demissões.
DO PRESIDENTE DA FIESC
“Este é, infelizmente, um movimento já esperado. Conforme estudo de cenário elaborado pela FIESC, a manutenção das tarifas nos níveis atuais coloca em risco 20 mil empregos em Santa Catarina até 2027. Por isso, reforçamos a urgência de abertura de negociações com o governo dos EUA”. A afirmação é do industrial Gilberto Seleme que preside a Fiesc, cujo município onde ele atua (Caçador) foi o segundo a demitir mais gente no setor madeireiro, contabilizando 281 vagas fechadas em agosto.
DADOS DA SERRA CATARINENSE
Se Lages fechou 287 vagas na indústria madeireira e um total de 303 na indústria em geral, municípios ‘dos arredores’ não tiveram reflexo negativo do tarifaço. Na segunda maior cidade da Serra Catarinense o mês de agosto fechou positivo. São Joaquim somou 23 vagas de trabalho geradas a mais que as demissões. Otacílio Costa, onde o setor madeireiro é bastante forte, foram 28 vagas geradas e outras 20 em Correia Pinto. Urubici com 25 e Campo Belo do Sul com outras 10, também foram municípios que fecharam o mês de agosto, com empregabilidade positiva.
Otacílio Costa ignora pessimismo de fechamento de vagas de trabalho e gera 28 empregos a mais em agosto nos diversos setores da economia


