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Contraponto à vacinação obrigatória

ASSUNTO FOI DEBATIDO INCLUSIVE COM A PARTICIPAÇÃO DE ESPECIALISTAS COMO O BIOQUÍMICO CAIO SALVINO

Embora haja um quase efeito manada na defesa da vacinação contra a Covid-19, a aplicação da imunização está longe de ser unanimidade. Inclusive essa resistência explica e confirma a razão de índices de cobertura vacinal estarem longe de realidades pretendidas pelas autoridades da saúde pública.

E porque é fundamental que o público acesse informações e tire suas próprias conclusões, os deputados Jessé Lopes e Sargento Lima (ambos PL), promoveram uma discussão sobre a obrigatoriedade da vacina durante audiência na Alesc.

ENTENDAMOS QUE…

Via de regra, o que se posiciona não é a contrariedade à vacinação, independente de qual seja. Mas a defesa ao direito de decidir. É isso que pontuam os dois parlamentares. Eles são contrários à obrigatoridade, inclusive com medidas punitivas aos pais que se negarem a vacinar os filhos. A não obrigatoriedade à vacina e a busca de soluções às multas impostas aos pais, foram pontuadas como bandeiras principais da audiência pública na Alesc.

Deputados Jessé Lopes e Sargento Lima durante a audiência pública que discutiu a questão da vacina contra a Covid-19 na Alesc

PALAVRAS DE ESPECIALISTAS

Para afastar a ideia de que se trata de achismo sobre o tema, as assessorias dos deputados Jessé e Lima, convidaram especialistas para apresentarem o entendimento sobre o tema. Os participantes observam que a problemática reside no fato de que o imunizante contra a Covid-19 não é uma vacina em si. “Não tem como dizer que é seguro. É um produto experimental, uma terapia gênica, que não deveria ser obrigatória”, disse a médica Akemi Shiba.

MAIS ESPECIALISTAS

A também médica Raissa Soares disse que a vacina de mRNA nunca havia sido experimentada antes de ser aplicada. “Os danos a longo prazo são desconhecidos, mas já sabemos de pessoas com vários efeitos colaterais”, afirmou. “Não queremos que nossas crianças adoeçam”. Estudioso sobre o tema, o Bioquímico Caio Salvino se deslocou a Florianópolis para participar do debate. “Não chamamos de vacina, é uma terapia gênica e isso é confirmado pela Conitec e pelo Ministério da Saúde”. Caio Salvino ainda alertou que “o mRNA pode produzir uma proteína aberrante e gerar sérios problemas ao organismo”.

Farmacêutico e Bioquímico, Doutor em Saúde Pública, cujo trabalho possui ênfase em Microbiologia Clínica, Imunologia Clínica e Farmacologia dos Agentes Antimicrobianos, Caio Salvino se integrou ao debate, colocando o conhecimento científico ao público, dentro do viés de discordar da obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19, especialmente em crianças.

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Prefeitura deve R$ 3 milhões à Transul

DÍVIDA SE REFERE À DIFERENÇA ENTRE O SUBSÍDIO REPASSADO E O CUSTO REAL PARA MANTER O TRANSPORTE COLETIVO EM LAGES

Chegará às mãos da prefeita Carmen Zanotto um ofício da Transul apresentando a conta de junho do custeio do sistema do transporte coletivo na cidade. A responsabilidade do serviço é do município que, em Lages, atribuiu por concessão à Transul. E para garantir o chamado equilíbrio econômico-financeiro do contrato, mensalmente, conforme previsto em lei, a prefeitura aporta 800 UFML.

DESEQUILÍBRIO NAS CONTAS

Foi a lei municipal 4623/22 aprovada pelos vereadores de Lages que atribuiu esse teto de repasse à Transul (800 UFML). E tal teto impede um repasse maior por mês, embora as despesas aumentem, causando o déficit ou a dívida que vai se acumulando.

ENTENDA A MATEMÁTICA

As 800 UFML que a prefeitura aporta totaliza em junho o valor de R$ 441.600,00. Entretanto, no ofício que chegará à prefeita Carmen Zanotto, a Transul fez os cálculos das despesas de junho e aponta que o subsídio deveria ser de R$ 604.694,54. É essa diferença entre o custeio da empresa e o teto máximo fixado que gera a dívida do município perante à Transul. Só em junho, portanto, são R$ 163.094,54 de diferença. De acordo com o documento que a prefeita receberá, no acumulado, desde o advento da lei de 2022, a prefeitura já deve um somatório de R$ 2.908.716,33 à Transul. E essa conta terá que ser paga agora ou mais adiante.

A oficialização do subsídio mensal à Transul ocorreu no pós-pandemia com aprovação dos vereadores. Mas a fixação de um teto máximo por mês está criando essa diferença entre o repassado e o custeio real.

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Transporte ferroviário depende do RS

LOGÍSTICA DE TRANSPORTE POR TREM PASSANDO POR LAGES DEPENDE DA RECUPERAÇÃO DA ESTRUTURA GAÚCHA. E AÍ ESTÁ O PROBLEMA!

As chuvas que avariaram a linha férrea – assim como afetaram vários setores da economia gaúcha – em maio do ano passado, constituem-se a causa da desativação da logística de transporte ferroviário utilizando o chamado Tronco Sul, que passa por Lages. O restabelecimento dos serviços somente ocorreria (ou ocorrerá) quando o modal ferroviário puder se estender desde o Paraná até o Rio Grande do Sul. O problema reside no custo elevado de recuperação da malha ferroviária e do fato de que a Rumo Logística está a dois anos de ter o contrato de concessão terminado.

QUAL SERIA A SOLUÇÃO?

Existem somente dois caminhos para a retomada a médio prazo dos serviços de transporte ferroviário. Um deles é via concessão, com a ampliação do contrato atualmente em vigor (repactuação) ou se espera um novo (se ocorrer), depois de 2027. O outro caminho é o Governo Federal assumir a conta da recuperação da linha ferroviária avariada, entregando a estrutura pronta para que a empresa continue operando. Fora isso, não há solução a curto prazo e o transporte ferroviário seguirá inativado no Tronco Sul.

Numa articulação do vereador Jonata Mendes (PRD) que exteriorizou o assunto à deputada Daniela Reinehr, a parlamentar federal provocou uma audiência pública para tratar do tema em Brasília. Até a prefeita Carmen Zanotto, via videoconferência, participou do debate na Frente de Logística da Câmara Federal.

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Celesc integra ‘Estação Inverno’

EMPRESA REFORÇA ATUAÇÃO E PROSPECTA INVESTIMENTOS EM MAIS SUBESTAÇÕES PARA O SEGUNDO SEMESTRE

Durante o lançamento do programa Estação Inverno, no sábado em Lages, a Celesc reforçou o compromisso com o fortalecimento da infraestrutura energética na Serra Catarinense — especialmente neste período em que o consumo de energia aumenta. As iniciativas fazem parte do Plano de Investimentos 2023–2026 da companhia, somente para a Serra, destina R$ 152 milhões, dos quais mais de R$ 113 milhões (74%) já foram executados.

DE REDE À SUBESTAÇÃO

Entre as principais obras estão a ampliação das subestações de São Cristóvão do Sul e Otacílio Costa, a construção da nova Subestação Palmeira Chlorum e a ampliação da Subestação Lages Vidal Ramos. Além disso, a modernização da rede trifásica e a instalação de religadores e reguladores de tensão aumentam a resiliência do sistema frente ao aumento de consumo típico do inverno.

ENERGIA BOA

Através do Programa Energia Boa, lançado em 2024 pelo Governo do Estado, com apoio da Celesc e coordenação da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, há mais investimentos privados a caminho da Serra Catarinense. A partir deste segundo semestre de 2025, serão licitadas as obras de quatro novas subestações.

ONDE TAIS ESTRUTURAS

As novas subestações serão construídas em Lages, Campo Belo do Sul, Painel e Urubici, com investimento total de R$ 572 milhões. A expectativa é destravar R$ 3 bilhões em projetos privados de geração renovável, podendo chegar a R$ 13 bilhões nas etapas seguintes. Presidente Interino da Celesc, o diretor de Finanças e Relações com Investidores, Júlio César Pungan, aponta:

“Com o apoio do Governo do Estado e a liderança do governador Jorginho Mello, estamos entregando infraestrutura energética de ponta para quem vive, trabalha e visita a Serra Catarinense. Essas ações mostram o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida dos catarinenses”.

Profissionis da Celesc no trecho, mesmo com geada no campo, para garantir energia nas áreas urbanas e rurais na Serra Catarinense

Com informações da Assessoria de Imprensa/Celesc

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Bolsonaro no sábado em SC

EX-PRESIDENTE PARTICIPA DO LANÇAMENTO NO ESTADO DO PROJETO ROTA 22 INICIADO PELO NORDESTE PARA FORTALECER O PL

O palco de shows artísticos em São José dará espaço à mobilização política no sábado, 05. A Arena Opus abrirá suas portas, depois das 10h para sediar o lançamento em Santa Catarina do projeto Rota 22. Trata-se de uma estratégia do Partido Liberal para tentar ampliar o fôlego da sigla, com novas adesões e aumento de filiados. O evento tem presença confirmada do ex-presidente Bolsonaro e do governador Jorginho Mello.

Suplente de vereador em Lages, Thiago Silva, integra-se no panfleto acima para o chamamento daqueles da Serra Catarinense que irão a São José participar do evento com Bolsonaro, Jorginho e lideranças como o deputado Zé Trovão.

COM CARLOS BOLSONARO

É bastante provável que Carlos Bolsonaro, integre-se ao evento de São José, juntamente com o pai, Jair Bolsonaro. O vereador carioca é o nome escolhido pelo ex-presidente para concorrer a uma das vagas ao Senado pelo PL em Santa Catarina. Carlos Bolsonaro foi eleito vereador no Rio de Janeiro, na eleição de 2000, inclusive se elegeu com 17 anos, completando 18 anos em 7 de dezembro daquele ano, tomando posse em janeiro de 2001. Carlos é apontado pelo próprio pai como um dos principais estrategistas de redes sociais de Jair Bolsonaro e sua eleição como senador (dada como certa por SC) seria uma forma de ampliar a base da direita no Senado Federal.

Jair Bolsonaro em discurso reconhece a atuaçãodo filho, Carlos, no projeto que o levou à Presidência da República.

ATUALIZAÇÃO

O próprio Jair Bolsonaro escreveu que:

“Após consulta médica de urgência, foi me determinado ficar em repouso absoluto durante o mês de julho. Do exposto, ficam suspensas as agendas em Santa Catarina e Rondônia. Crises de soluçõs e vômitos, tornaram-se constantes, fato que me impedem até de falar”.

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Paço: Meio ano de Carmen Zanotto

ENTRE PROMESSAS EM CAMPANHA E REALIDADE PÓS-POSSE, LISTAMOS ALTOS E BAIXOS DOS SEIS MESES INICIAIS DA NOVA GESTÃO

Do conjunto de ações, temos as principais que repercutiram de forma positiva na vida das pessoas e na economia da cidade:

01 – Troca de receita sem precisar consultar na UBS

02 – Horário ampliado de consultas e mais 70 médicos

03 – Entrega de kits escolares a estudantes do município

04 – Coragem para um novo modelo de Festa do Pinhão

05 – Terreno para nova Policlínica com recursos federais

06 – Valorização de efetivos na definição da equipe

07 – Criação da Secretaria de Turismo

DESTAQUE – Além das ações na saúde que podem ser consideradas aquilo que se esperava da nova prefeita (pela atuação na área), a entrega de kits escolares a alunos da rede municipal foi um diferencial robusto. Talvez uma ação melhor que qualquer obra. E quando os uniformes escolares chegarem (com recursos de emenda do deputado Lucas), será também de grande valia para dar conforto a essa multidão de 15.000 lageanos que frequentam as escolas da rede.

NEM TUDO SÃO FLORES

Muita gente que passou a integrar a equipe se familiarizou com a função ao longo do semestre. E tem alguns ainda desacelerados. Outra questão delicada: O asfalto antigo, a demora ou lentidão na manutenção e as chuvas, tudo soma para que a cidade siga ‘refém dos buracos’ nas ruas. Muito se fez. Mas pelo quase caos, o muito ainda é pouco.

TAMBÉM…

A boa relação da prefeitura (e da prefeita) com o governador Jorginho passava a impressão no começo do ano, que haveria mais aporte, especialmente a grandes obras estruturantes. Se isso está ocorrendo (os aportes), acontece em sigilo. Esses e outros aspectos evidenciam que nem tudo são flores no Paço, com a seguinte realidade, digamos, negativa nesses seis meses:

01 – Lages passou a ter vice-prefeito em home-office

02 – Segue-se perdendo a guerra na batalha contra os buracos

03 – Ausência de turistas ‘de fora’ no modelo de Festa do Pinhão

04 – Não exteriorização de recursos estaduais a obras estruturantes

05 – Mesmo problema: Coleta de lixo ainda gera reclamações

06 – Falta de time? Falta espertice na equipe

07 – Avenida Ponte Grande: ‘Em obras’

Com uma reeleita no retrato (Cristiane Pagani de Urupema) e as demais todas novatas nas funções (como prefeitas, mas não na política), as gestoras da Serra Catarinense fecharam nesta segunda-feira, 30, os primeiros seis meses a frente dos Executivos. Não só elas, mas a maioria dos prefeitos que iniciou a caminhada em janeiro (exceto os reeleitos), encontraram pela frente mais dificuldades que aquilo imaginado. É nessas dificuldades que muitos se agarram para justificar a razão da máquina pública não ter acelerado mais nesses primeiros 6 meses de mandato.

PARA OS OUTROS SEMESTRES

De se observar que a nova gestão em Lages não atacou de maneira mais ampla, situações em áreas que exigem a intervenção do poder público. Temos três exemplos disso:

Mobilidade urbana – Não houve intervenção mínima em melhorias no trânsito. Até a sinalização básica segue pecando tal qual gestões anteriores, mesmo existindo recursos (dinheiro das multas) para isso. Faixas de pedestre com pintura, implantação de travessias elevadas de pedestre, questões básicas ainda aguardam por celeridade maior.

Geração de empregos – Embora foque o distrito industrial de Índios para repassar áreas a empresas, tal empreendimento que a prefeitura precisa entregar ‘pronto’ requer investimento superior a R$ 10 milhões. E não há esse recurso. Falta uma política focada na geração de emprego e renda de forma abrangente e de resultados.

Habitação – Há no radar aquela promessa de 500 casasa em 4 anos. Quantas foram feitas em 6 meses?

UMA ENCRENCA A SER RESOLVIDA

Encrenca porque é ruim para todas as partes: a reforma da previdência do município. Passaram seis meses e o tema nem entrou em debate. Deve se seguir o que virá do modelo federal. Mas isso seria ruim ao funcionalismo que poderia ter regras menos perversas se instituída uma reforma através dos gestores e legisladores locais.

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