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E os dados da dívida de Lages?

LEVANTAMENTO ESTÁ SENDO FEITO E SERÁ EXTERIORIZADO. MAS NÃO DEVE SER NADA FORA DA CURVA

Conversamos pela primeira vez com a prefeita Carmen Zanotto, desde que tomou posse. Foi rapidamente durante o mutirão no bairro da Penha.

QUADRIPÉ – A prefeita aponta que toda área da administração pública tem seu grau de importância. Do contrário (se não fosse importante), não existiria. Mas está focando nesses primeiros passos da gestão a limpeza da cidade, a recomposição de pavimento em vias públicas (tapa-buracos), o início do ano letivo com professores em sala de aula e a superação dos gargalos na área saúde. “Há outros focos e encaminhamentos, mas esses têm uma especial atenção pela urgência”.

DÍVIDA – A prefeita delegou ao secretário Evandro Frigo (Fazenda) o levantamento detalhado. Nada de escrachar uma realidade caótica, mas de ser fiel a números que justificam ações (ou falta dessas). Carmen Zanotto observa que, quando fala em dívidas, não se refere a empréstimos (como do Finisa) ou outros a médio e longo prazo. “Esses compromissos são política de governo. A dívida que nos referimos é aquele varejo, como da empresa que transporta paciente fora do domicílio e não pode deixar de receber para não interromper o serviço. E realidades do gênero que estão sendo contabilizadas”.

Carmen Zanotto na manhã de sábado conversando com moradoras do bairro da Penha (na Avenida Nossa Senhora da Penha), durante mutirão liderado pelo secretário Jean Corbelini (Meio Ambiente)

Cerca de 60 trabalhadores foram acionados para mutirão na Penha, São Miguel e Nadir. O trabalho compreendia de poda de árvores à varreção e transporte de entulhos e material reciclável por caçambas das secretarias envolvidas na ação.

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2026 sem direita contra esquerda

JOÃO RODRIGUES SE DECLARA PRÉ-CANDIDATO E ATRAI LIDERANÇAS DO PODEMOS E PSDB PARA O PROJETO DO ANO QUE VEM

Zero surpresa a decisão, a posição e a disposição do prefeito João Rodrigues em se declarar pré-candidato a governador de Santa Catarina. Ele havia acenado isso na própria eleição para prefeito onde somou expressivos 83% dos votos na maior cidade do Oeste. Apontou que disputava, mas que pretendia sair em 2026 para concorrer ao Senado ou ao Governo. E nessa pré-história da disputa do ano que vem, João Rodrigues exterioriza aquilo que precisa fazer: dizer que é pré-candidato. Até porque, se não fazê-lo, dará a impressão que aceita ao Senado e, de repente, numa composição, não sobra vaga nem para concorrer a Federal.

No retrato acima o atual governador Jorginho com os dois prefeitos do Oeste com a mais expressiva votação ano passado: Martarello (Xanxerê) e João Rodrigues (Chapecó), com o 22 no peito

O QUE DIZ RODRIGUES

Possuidor da melhor oratória entre os políticos da atual safra em Santa Catarina, João Rodrigues cita que disputou 10 eleições e venceu todas. E que não pensa em disputar outro cargo, mas o de governador. “Nesta eleição não será disputa de esquerda contra a direita em Santa Catarina. Será a disputa da capacidade contra capacidade. Gestão contra gestão. Empatia, respeito, cuidado. Eu não estou a procura de emprego. Eu não preciso de trabalho”.

SOBRE O ‘SISTEMA’

A fala de João Rodrigues sobre o ‘sistema’ não fica claro se ele combate os adversários políticos, o Judiciário ou o Ministério Público:

“Fui vítima do sistema. E hoje eu sou candidato para combater o sistema. Um sistema que se utiliza da estrutura para perseguir pessoas. Do sistema que mira o adversário para retirar ele do caminho. Usar qualquer arma e ferramenta para isso. Só que quando mirou para mim, errou o alvo: acertou numa muralha. Eu não me entrego. Então, por isso eu vou enfrentar o sistema para que a normalidade volte em Santa Catarina”.

Na fala do posicionamento como pré-candidato de João Rodrigues, chamou a atenção a presença da deputada federal Geovânia de Sá (ela ocupou a vaga de Carmen Zanotto na Câmara), evidenciando que estará, portanto, no projeto com o PSD. E da mesma forma, a presidente do Podemos no Estado, deputada Paulinha, alinhada e aplaudindo Rodrigues. Partidos, portanto, que já orbitam no projeto de oposição, com tendência de afastamento do atual governo de Jorginho Mello.

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Capão Alto: Assassino vai a júri

HOMEM QUE MATOU EX NA FRENTE DO FILHO DE 11 ANOS SERÁ JULGADO EM CAMPO BELO DO SUL

Está na pauta do Tribunal do Júri da Comarca de Campo Belo do Sul um dos crimes que mais causou comoção na Serra Catarinense no ano de 2023. Era 30 de setembro daquele ano, um sábado, quando o autor assassinou a tiros a ex-esposa Helen Lima, 33 anos. O próprio filho do casal foi até a PM de Capão Alto, onde aconteceu o crime, relatar que a mãe e o pai haviam brigado e ela estava caída na garagem. Helen chegou a ser socorrida, mas morreu em decorrência dos disparos.

MP EFETUOU A DENÚNCIA

Cumprindo a ritualística a esse tipo de caso, o Ministério Público da Comarca de Campo Belo do Sul denunciou à Justiça o ‘suspeito’ de matar a companheira a tiros em Capão Alto. O objetivo foi de levá-lo ao Tribunal do Júri, algo que acontece nesta quinta-feira, 30. A denúncia do MP apresenta três qualificadoras (feminicídio, motivo torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima) e tenha a pena aumentada por praticar o assassinato na frente do filho dele e da vítima.

AINDA A RESPEITO

Segundo a denúncia elaborada pela Promotoria de Justiça, o homem cometeu o crime no âmbito da violência doméstica e familiar, o que caracteriza o feminicídio. “Nesse contexto, ele agiu por motivo torpe, pois não aceitava o fim do relacionamento, e usou uma arma de fogo para atingir a vítima, impossibilitando qualquer tentativa de defesa. O homicídio ocorreu por volta das 22h50, sob os olhares do filho de 11 anos”. Cita a informação do MP/SC. “As provas são contundentes, e a melhor resposta para esse crime que abalou a comunidade de Capão Alto é uma sentença severa”, disse na época do oferecimento da denúncia a Promotora de Justiça Cassilda Santiago Dallagnolo.

Helen Lima, 33 anos, morta no dia 30 de setembro de 2023 porque o ex-companheiro não estaria aceitando a separação. Na informação da Polícia Civil compartilhada na época, ele teria confessado o crime após comparecer à delegacia. Foi colocado em liberdade, mas por clamor popular houve deferimento de prisão e o homem foi localizado no litoral e preso.

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Nome definido na Assistência Social

NOMEAÇÃO É DE ASSISTENTE SOCIAL DO QUADRO EFETIVO QUE RESPONDE INTERINAMENTE PELA SECRETARIA

Nas providências de preenchimento de espaços para atender as necessidades do serviço público, a prefeita Carmen Zanotto designou uma servidora efetiva para responder de forma interina pela Secretaria de Assistência Social. Trata-se da assistente social Inês Salmória que integra o quadro de profissionais da estrutura responsável por uma série de programas sociais e ações da área. A designação ocorre em caráter interino porque a titularidade da função poderá ser definida somente após a reforma administrativa a ser enviada em meados de fevereiro à Câmara de Vereadores.

A assistente social Inês Salmória em registro de sua rede social, ela que é do quadro efetivo da Assistência Social de Lages, inclusive atuando em conselhos como dos Direitos das Pessoas com Deficiência, sendo bastante conhecedora da área que passa a gerir como interina.

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Os tempos de ouro em Lages

REGISTROS ANTIGOS E NEM TANTO APONTAM CONTRASTES DA TRANSFORMAÇÃO DE LAGES

Julio Vasco é um apaixonado pelos tempos idos de Lages. Consegue colocar em uma página de rede social (você pode acessar aqui) uma coletânea de registros que ele garimpa, recebe de colaboradores ou são do acervo do Museu Thiago de Castro. Tudo que dá ideia das transformações da maior cidade da Serra Catarinense. Puxamos para a página alguns desses registros, reconhecendo o esforço de manter um espaço importante para a história da cidade, constituindo-se uma forma dos saudosistas recordarem do cotidiano de Lages.

A Papelaria Peninha deu lugar à Farmasesi na praça da Catedral e ao fundo um dos prédios de construção mais demorada em Lages (Terraze Di Fiore)

O Terraze Di Fiore, prédio em construção na primeira imagem ocupa o lugar dessa casa na esquina das atuais ruas Frei Rogério e Nereu Ramos

Na mesma esquina (Nereu Ramos e Frei Rogério), onde atualmente tem o Edifício Catedral em registro não tão antigo porque o Monza da GM já circulava pelas ruas da paróquia

As duas fotos ali de cima são daquela esquina na parte alta dessa foto, com a praça da Catedral já com a igreja funcionando (a foto foi tirada de uma das torres). Detalhe para o cipreste à esquerda que tem cerca de um século de existência e continua firme!

O Calçadão da Praça João Costa retratado de várias formas como nesse registro (acredito que da década de 1990) com o Café Ouro bombando e a Mauá Center dos Barg na outra esquina

Aqui um registro dos tempos que a rua Marechal Deodoro não havia se tornado Calçadão e um semáforo orientava os rumos na época que o local tinha mais de uma banca

Este é o Calçadão nos tempos do Unibanco operando naquele ponto tradicional na frente da ‘floresta’ que existia antes da revitalização

Esse registro é menos antigo porque a Rua Marechal Deodoro já havia virado Calçadão Túlio Fiúza, mas a Arapuã estava firme no cenário

Descendo à outra praça, a Vidal Ramos Senior com um projeto paisagístico exuberante em período (data) indefinido, mas depois de 1922 porque a Catedral Diocesana já está imponente ao fundo

Em tempos mais recentes, esse registro é da rua Manoel Thiago de Castro antes do asfalto, quando o ponto de táxi ‘ficava na contra-mão’ rua descida da rua Coronel Córdova

A primeria igreja do Rosário (antes do incêndio) nos tempos da Engrenaco ali na esquina da Camões.Não existiam bairros como Santa Maria, Residencial Cepar e Jardim Panorâmico

Esse registro é do acervo do Museu Thiago de Castro nos ‘grandes sertões’ do atual bairro Sagrado Coração com o ginásio Ivo Silveira já em pé e o Tio Vida menos mal tratado que nos tempos de agora

Demoramos para nos situar nesse registro. Mas ao fundo do campo de futebol é o atual bairro Passo Fundo. A rua à direita é a São Jorge que liga o Batalhão à Camões (saindo na Tyresoles). Ao fundo toda a unidade militar de Lages

Fotos: Página Bela Lages/Acervo Museu Thiago de Castro/Acervo Júlio Vasco

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Anita: Prefeito decreta calamidade

DECRETO É NA ÁREA FINANCEIRA ONDE A DÍVIDA APURADA ULTRAPASSA OS R$ 20 MILHÕES. MEDIDA VALE POR 90 DIAS

Depois de três semanas como prefeito em Anita Garibaldi, Henrique Menegazzo (União Brasil), foi às redes sociais levar uma notícia desagradável aos munícipes, embora a causa esteja na gestão anterior. Citou que durante a semana (na quarta-feira) conseguiu pagar a folha atrasada do funcionalismo municipal, mas observou que há fornecedores que já efetuaram (prestaram) o serviço contratado e ainda não receberam. Também o atraso em convênios e compromissos oficiais (como recolhimento de INSS), além de inúmeros outros problemas de dívidas pendentes.

DIANTE DISSO

Menegazzo anunciou o decreto de estado de calamidade pública financeira. O documento tem validade por 90 dias. “Esperamos que, ao final desse prazo não seja necessário prorrogar o decreto por mais 90 dias, mas iremos reunir a equipe e analisar se conseguimos organizar a situação nesse período”, observou o prefeito de Anita Garibaldi. “Esse decreto visa cortar gastos. Vamos economizar tudo o que agente puder”.

CONTENÇÕES PRÉVIAS

Já prevendo que teria dificuldades devido às dívidas nesse período inicial, o prefeito Henrique Menegazzo foi o que menos contratou no início da gestão. Chamou apenas quatro secretários (Procuradoria, Saúde, Educação e Assistência Social) e as outras secretarias são tocadas por servidores efetivos. Estimativa dá conta que a dívida a ser resolvida a curto, médio e longo prazo, ultrapassa os R$ 20 milhões.

A figura de Anita Garibaldi ao fundo por testemunha e o quadro caótico herdado por Henrique Menegazzo que o leva a decretar estado de camalidade financeira

O QUE É CALAMIDADE FINANCEIRA

Calamidade financeira significa deterioração significativa da capacidade de pagamento, com risco de insolvência ou falência. A situação pode exigir medidas mais drásticas, como reestruturação de dívidas, falência ou intervenção estatal para evitar colapsos. Prefeituras que aderem a essa medida não contratam pessoas (nem comissionados), suspendem pagamentos (para levantar realidade de dívidas) e adotar medidas de contenção. Em Santa Catarina, o município de Penha também aderiu à medida. E por lá a dívida é a metade daquilo que Anita Garibaldi tem para resolver.

O QUE DIZ O EX-PREFEITO

Em Anita Garibaldi João Cidinei da Silva tem sido chamado de mentiroso. Isso porque ele aponta que a dívida deixada não passa dos R$ 6 milhões. E que apresentará dados confirmando isso. Acusa o sucessor de estar compartilhando informação falsa sobre a realidade da prefeitura. Entretanto, é o discurso de João Cidinei contra a realidade exteriorizada por Henrique Menegazzo.

O ex-prefeito aponta que os dados sobre a dívida não correspondem à realidade. Mas os munícipes o chamam de mentiroso diante do cenário financeiro deixado na prefeita

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