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Infra: Lucas Neves vai ao DNIT

DEPUTADO DIALOGOU COM O NOVO SUPERINTENDENTE EM SC SOBRE DEMANDAS DA SERRA CATARINENSE

Três demandas em especial levaram o deputado Lucas Neves (Podemos) a visitar o novo Superintendente do DNIT em Santa Catarina, engenheiro Amauri Lima. A primeira delas se refere à implantação de terceiras faixas na BR-282 no trecho entre Alfredo Wagner e Palhoça, passando por Rancho Queimado e Águas Mornas. Sobre isso, as providências estão no estágio de elaboração dos projetos com prazo até o ano que vem para a conclusão. Depois disso, seguirá a licitação que definirá a empresa que implantará as melhorias e as obras em si.

OUTRAS DEMANDAS

O parlamentar aproveitou para ponderar com o engenheiro Amauri Lima sobre uma situação em Lages relacionada ao acesso à região do bairro Guarujá, via rótula do shopping. Em um primeiro momento (e isso há mais de 2 anos), a ideia era que a prefeitura de Lages elaborasse o projeto e entregasse ao DNIT (como foi feito na época do então prefeito Renatinho em relação à travessia urbana). Mas não houve encaminhamento (por enquanto). O deputado Lucas Neves aproveitou a conversa ainda para dialogar sobre o andamento da federalização da rodovia BR-438 (desde a BR-282 passando por Urubici e São Joaquim até a divisa com o RS).

Lucas Neves aproveitou para convidar o engenheiro Amauri Lima para uma reunião em Lages com representantes do setor produtivo (Fórum das Entidades) para sintonizar o gestor sobre situações na cidade que precisam de intervenções do DNIT.

O engenheiro Amauri Lima explicou que está se sintonizando sobre realidades específicas de cada região, mas já atuando, inclusive em Brasília, para garantir recursos visando executar ações na malha viária federal de SC

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Escola: 11 toneladas de recicláveis

PROJETO NO BAIRRO SANTA HELENA MOBILIZA COMUNIDADE ESCOLAR E NÚMERO EVIDENCIA A ADESÃO

Toda quinta-feira a ritualística se repete: estudantes, pais e professores da Escola Municipal Santa Helena (bairro Copacabana), levam materiais recicláveis para a unidade de ensino. Trata-se daquilo que é separado e guardado ao longo da semana e que tem como destinação o projeto de reciclagem. “Essa rotina semanal é uma das evidências do sucesso do Projeto de Reciclagem que a escola mantém desde o início do ano letivo, em fevereiro”.

O QUE É REUNIDO

A comunidade escolar (pais, alunos e professores) reúnem embalagens pet, latinhas de alumínio, papelão e lixo eletrônico. Tudo para ter a destinação adequada, colaborando com limpeza e conscientização. Desde fevereiro já se somam 11 toneladas de materiais recicláveis que chegaram até a escola. O projeto visa a conscientização ecológica da comunidade escolar quanto à correta destinação do lixo e diminuição da quantidade de resíduos enviada aos aterros sanitários.

DESTINAÇÃO DO ARRECADADO

Aposentada há três anos, a professora Vera Marcia Lima Branco é a coordenadora da iniciativa. Com a intenção de continuar participando e contribuindo, lançou a ideia de retomar o Projeto de Reciclagem que já havia promovido em outras ocasiões. Vera Marcia explica que as embalagens do tipo pet, como refrigerantes, detergentes e xampu possuem um valor de venda mais alto. Os resíduos eletrônicos como televisão e geladeiras são vendidos para uma empresa especializada na reciclagem deste tipo de material.

A professora Vera Márcia (esquerda) e um trabalho em consonância com a gestão da Escola Santa Helena de resultado positivo e importante

MAIS A RESPEITO

Os itens que não possuem valor agregado para a venda como vidro e embalagens de leite são separados e destinados a Cooperlages. “Toda sexta-feira eles passam. Deixamos lá fora os sacos gigantes. O vidro e a caixinha de leite não têm valor comercial para nós, mas para a Cooperativa que faz a reciclagem de todo tipo de material, tem muito valor”, realça Vera. Os únicos itens que o projeto não recebe são pneus e madeira. “O restante pegamos tudo e tiramos da natureza, o que hoje em dia é fundamental”, afirma Vera.

Exemplo de conscientização, trabalho em grupo, espírito comunitário e integração de estudantes da Escola Municipal Santa Helena que serve de exemplo (e inspiração) para outras unidades de ensino

Conteúdo: Glaucir Borges (informações) e Iago Matias (fotos)

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Vereador Castor quer ‘direita livre’

IDEIA É FLUIDEZ NOS LOCAIS COM SEMÁFOROS EM LAGES ONDE O TRÂNSITO FICA ENGESSADO

Há três exemplos sobre o assunto nas vias de Lages: Na esquina do Hotel Le Canard; na chegada à Avenida Carahá pela rua Fausto de Souza (ao lado do Moinho); e na Avenida Presidente Vargas (Posto Elefantinho). Nos três casos, motoristas que chegam ao semáforo, em determinados momentos têm a pista da direita livre para seguir deslocamento, sem precisar aguardar que todos os tempos ‘da sinaleira’ se completem. É a extensão disso para outros cruzamentos que está sugerindo o vereador Castor (PL).

RAZÃO DA MOÇÃO

“A proposição objetiva colaborar com a melhoria da mobilidade urbana, propondo a adoção de uma medida simples, de baixo custo e com grande potencial de impacto positivo: a autorização para a livre conversão à direita em cruzamentos semaforizados, nos locais onde for tecnicamente possível e seguro”. É que justifica o vereador Castor, numa ideia cheia de pertinência.

AINDA A RESPEITO

“Ao permitir que veículos possam converter à direita mesmo com o semáforo fechado (desde que respeitando a sinalização e a preferência dos pedestres), o trânsito se torna mais dinâmico e funcional”.

TUDO A PARTIR DE ESTUDO

“A medida deve ser aplicada com base na análise técnica da viabilidade, respeitando critérios como visibilidade, segurança viária, travessia de pedestres, presença de faixas exclusivas e outros elementos da engenharia de tráfego”. É o que destaca a proposta que, no âmbito de legislativo teve o documento enviado ao diretor de Trânsito em Lages, Helinton de Ávila Nunes. A sugestão deve chegar também ao engenheiro Ricardo Nerbass, que é o pensador do trânsito lageano.

Castor e uma ideia sobre mobilidade no trânsito de Lages respeitando o pedestre, mas garantindo fluidez nos cruzamentos com semáforo.

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Florestas nativas: Ideia boa de Lages

EXECUTIVO DO CISAMA SUGERE REMUNERAÇÃO A PRODUTORES RURAIS PELA PRESERVAÇÃO DE FLORESTAS NATIVAS

Além da fala sensata do diretor do CAV (campus Udesc Lages), professor André Thaler Neto, que defendeu a produção agrícola em equilíbrio com a preservação ambiental, coube a Selênio Sartori (Executivo do Cisama) uma manifestação pertinente. O gestor do Consórcio de Saneamento e Meio Ambiente que funciona na Amures defende a criação de políticas públicas que possibilitem remunerar os proprietários rurais pela preservação das florestas nativas. Os posicionamentos locais integraram o debate da etapa regional de propostas para a COP30.

O QUE VISUALIZA THALER NETO

O Diretor do CAV entende que o equilíbrio entre produção e preservação não é mais coisa para o futuro (para nossos filhos). É algo a ser implementado, buscando resultados práticos no presente, agora. “Precisamos discutir questões relacionadas à descarbonização, novas energias alternativas para a diminuição de gases de efeito estufa, que deem viabilidade a sistemas de produção que, ao mesmo tempo, respeitem os princípios do meio ambiente e integrem e deem boas condições de vida à população”, pregou André Thaler Neto.

Professor André Thaler, diretor geral do CAV (à direita) nos trabalhos coordenados pelo deputado Marquito focado em colher propostas de Lages (e da Serra) para a COP30

PILARES DA PROPOSTA DE LAGES À COP30

Preservação do modo de vida tradicional na Serra;

Criação de financiamento para iniciativas ambientais;

Modelos de agricultura que preservem o meio ambiente;

Proteção dos campos de altitude* e biodiversidade da Serra;

Atenção às comunidades carentes atingidas por eventos climáticos.

*Utilizando o registro de arquivo da Focco Imagens Aéreas – ali no caminho para a Coxilha Rica – observamos que as almas vivas da Serra Catarinense, quando se fala em preservação dos campos de altitude, colocam-se na defesa desse legado ambiental e natural. Porém, sempre considerando campos de altitude aquelas áreas com mais de 1.500 metros em relação ao nível do mar, conforme orienta o Código de Meio Ambiente de SC. Daí, nesse patamar de altitude é possível preservação ambiental e produção em harmonia.

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Um plano para mulheres em SC

TRATA-SE DO PLANO ESTADUAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER LANÇADO PELO GOVERNO CATARINENSE

O Teatro Álvaro de Carvalho ficou assim, como um público predominantemente feminino, para acompanhar um dos atos mais concorridos do Governo do Estado. Foi o lançamento do governador Plano Estadual de Combate à Violência contra a Mulher, com ações previstas de 2025 a 2035.

O QUE DISSE JORGINHO MELLO

“Temos um plano robusto, construído pela primeira vez aqui em Santa Catarina, que olha para os próximos dez anos e traz medidas concretas para proteger as mulheres e combater a violência de gênero. São ações necessárias, que exigem responsabilidade e continuidade, e nós precisamos ter o compromisso de respeitar, apoiar e caminhar lado a lado com as mulheres”. Santa Catarina já é um dos estados mais seguros do Brasil, e com este plano vamos avançar ainda mais para garantir que nossas mulheres vivam com dignidade, segurança e respeito”.

Governador Jorginho e um plano com metas e ações para os próximos 10 anos em SC

CONTEÚDO DO PLANO

O plano estabelece uma política pública estruturada, integrada e permanente, construída com a participação das Secretarias de Estado da Segurança Pública, Assistência Social, Mulher e Família, Educação e das Forças de Segurança. São cinco eixos estratégicos que abrangem prevenção e educação, atendimento e proteção, responsabilização e reeducação dos agressores, monitoramento, produção de dados e avaliação.

COLEGIADO DO PLANO

“Formamos um colegiado que se reunirá semestralmente para dar sequência às ações, com foco em prevenção, proteção e, acima de tudo, conscientização e educação”, considerou a vice-governadora, Marilisa Boehm. A Secretaria da Segurança Pública, além de compor o Comitê Gestor do Plano, será responsável pelo monitoramento e integração dos dados. A Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros Militar vão seguir atuando em conjunto na prevenção e repressão.

Marilisa Boehm, a vice-governadora catarinense com a prefeita de Lages, Carmen Zanotto, durante o lançamento do Plano

Outras lideranças da Serra Catarinense, como a prefeita Lúcia Ortiz (Correia Pinto), integraram-se ao ato

MAIS A RESPEITO

Entre as ações previstas estão a inclusão da temática de violência doméstica e familiar nos cursos de formação, o fortalecimento da Rede Catarina de Proteção à Mulher, a criação de salas reservadas para atendimento especializado nas unidades da Polícia Científica, o fortalecimento da identificação de agressores e a implantação de programas e grupos de reeducação para autores de violência. Além da ampliação das delegacias especializadas, atualmente são 32 em operação, e ao final do plano a expectativa é de que chegue a 56.

Forças de segurança, reforço aos programas em andamento e monitoramento constante para reforçar a segurança das mulheres em SC

Fotos: Richard Casas/GVG

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SC: 1/3 da madeira ‘atendia’ os EUA

NO ANO PASSADO A VENDA DE MADEIRA AOS AMERICANOS GEROU MAIS DE R$ 3,5 BILHÕES À ECONOMIA CATARINENSE

Produtos à base de madeira geraram em 2024 um total de US$ 650,7 milhões em exportações para os Estados Unidos. Se pegarmos um cotação média do dólar de R$ 5,50 e multiplicarmos pelo valor citado, estamos falando de um faturamento superior a R$ 3,5 bilhões para a economia catarinense no ano passado, somente de produtos do setor madeireiro. Para se ter ideia, 37,3% daquilo que é exportado (pelo menos até a metade deste ano tinha como destino o mercado americano. Tinha porque a essas alturas o que existe é insegurança e indefinição para o setor.

FÉRIAS E CAUTELA

Empresários do setor madeireiro na Serra Catarinense estão adotando medidas de cautela em decorrência da taxação de 50% sobre os produtos brasileiros que adentrarem aos EUA. Entre as providências está a concessão de férias parciais a colaboradores e redução de equipes de trabalho. Isso de faz para evitar partir direto para demissões, no aguardo de algum cenário que restabeleça a situação anterior ao tarifaço ou reduza os efeitos do mesmo.

ASSUNTO NA FIESC

O novo presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, que é do setor madeireiro, esteve reunido com o deputado Pedro Uczai, que coordena o Fórum Parlamentar Catarinense. Um documeto oficial da aduana norte-americana confirmou que o setor de madeira (e derivados) será atingido pelo aumento tarifário. Seleme cita que:

“Sem medidas de apoio às empresas exportadoras do segmento de madeira e derivados, móveis e molduras, os empregos catarinenses vão migrar para a Ásia. Países como o Vietnã, que já competem pelos mesmos mercados com os produtos de SC, estão mais competitivos por causa da tarifa de 50% imposta ao Brasil e tendem a ganhar participação no mercado norte-americano”.

Gilberto Seleme (direita), de Caçador, que desde sexta-feira, 08, preside a Fiesc, exterioriza preocupação com os rumos de setores da economia catarinense em decorrência da taxação perante aos EUA

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