PARTE DA ÁREA DO ‘ANTIGO’ JOCKEY CLUB FOI CERCADO POR UMA DAS GRANDES CONSTRUTORAS DE SC
Quem circula pela avenida Antônio Ribeiro dos Santos, logo depois do ginásio Jones Minosso, depara-se com os tapumes em laranja da Construtora Moinho. A estrutura protege parte da área do Jockey Club de Lages onde a empresa deverá edificar. A referida empresa é conceituada e com uma trajetória de uma década e meia no mercado imobiliário (fundada em 2009), atuando a partir de Biguaçu, na Grande Florianópolis. A Moinho anunciou a chegada em Lages no ano passado para construir o Torres di Venezia.
Logo na entrada do Jockey Club a cor característica da Moinho Construtora nos tapumes que cercam a estrutura que devem receber empreendimentos da empresa
O empreendimento Torres di Venezia anunciado para Lages possui quatro torres distintas e se propõe a entregar aquilo que é comum nas edificações do gênero.
O prospecto daquilo que são as Torres di Venezia em Lages que tem mais detalhes clicando aqui!
ASFALTAMENTO DE 20 KM ENTRE ABDON BATISTA E VARGEM DEVE FICAR PRONTO ATÉ FINAL DE 2025
Além da Serra do Corvo Branco e o trecho Urubici a Rio Rufino da rodovia SC-370, a Secretaria de Estado da Infraestrutura supervisiona a execução da pavimentação asfáltica da SC-452 entre Abdon Batista e Vargem. Essa obra na chamada Região dos Lagos tem 20 km de distância e valor licitado de R$ 100 milhões, estando sob a responsabilidade da empresa Setep Engenharia. O que chama a atenção é o conjunto de intervenções em rocha no contorno de Vargem que fará com que a rodovia passe por fora da região central da cidade.
Uma ideia do corte em rocha implementado na chegada a Vargem a partir de Abdon Batista…
O corte ocorre para deixar o trecho em nível para a chegada da rodovia estadual até a área urbana e o entroncamento com a BR-282
Com o novo traçado, a rodovia estadual não passará por dentro da área central de Vargem
A CHEGADA NA BR-282 EM DOIS MOMENTOS
Aqui com a ponte sobre o rio da Vargem sendo construída
Aqui com a ponte concluída e parte das camadas que integram a obra (macadame, base, etc…) colocadas e à espera da massa asfáltica
GRUPO SCC COM ATIVIDADES DESDE O FINAL DA DÉCADA DE 1930 CHEGOU AOS 44 ANOS DA SUA EMISSORA DE TV
Na quinta-feira, 10, o empresário Roberto Amaral conversou conosco na Hora da Corneta da Clube FM a respeito da data que aquele dia representa. Era aniversário do pioneiro da radiodifusão no interior de Santa Catarina, Carlos Joffre do Amaral, criador de um sistema de som (A Voz da Cidade) no ano de 1939 que se transformou na Rádio Clube de Lages.
E…
Da Rádio Clube veio a TV Planalto, cuja fundação ocorreu exatamente naquele 10 de julho de 1981. “Não foi coincidência a data. Escolhemos o 10 de julho para inaugurar a TV Planalto exatamente no dia do aniversário do meu pai, reverenciando a trajetória dele e o significado do pioneirismo de Carlos Joffre”, observa Roberto Amaral, diretor presidente do Grupo SCC.
Numa conversa cheia de história e lembranças, Roberto Amaral lembrou da trajetória de Carlos Joffre, desde a vinda de São Paulo, a paixão pela TV que o fez trazer o sinal da TV Caxias para Lages (através de uma antena na localidade de Santo Cristo). Depois, com o falecimento de seu Joffre em 1977 a atuação para a criação da TV Planalto, a parceria com Silvio Santos (primeira filiada do SBT em 1982). A vinda dos programas de Silvio Santos em ficas (Umatic) de ônibus e a transformação naquilo que é hoje a única emissora de TV que cobre quase todo o território catarinense com o mesmo sinal, a partir da transmissão em Lages e geração de conteúdo em Florianópolis.
HISTÓRIA NESSA TRAJETÓRIA
O empresário Roberto Amaral contou que, além de residir na Irlanda por um ano (para estudar TV A Cores), também morou na Alemanha e atuava na antiga Telesc quando o pai, Carlos Joffre, faleceu. “Via de regra, os filhos são preparados para suceder à gestão de empresas familiares. Mas no meu caso, precisei deixar minhas outras atividades e assumir esse legado. Foi desafiador, mas gratificante”, contou Amaral, lembrando inclusive que trabalhou inclusive na RBSTV de Porto Alegre, a partir da boa relação que o pai, Carlos Joffre, tinha com o pioneiro gaúcho, Maurício Siroski. “Da Engenharia, na qual tenho formação, aos estudos no exterior, assim como as experiências como na Telesc e na própria RBS, além de outras empresas, funções e atribuições, tudo somou para acumular conhecimento e adquirir a expertise para tocar os negócios”.
O registro acima é de Carlos e Beto Amaral com o presidente do grupo SCC, Roberto Amaral, nos 85 anos do grupo (comemorados em 2024), considerando como referência os inícios das atividades de Carlos Joffre do Amaral em Lages no ano de 1939. Carlos e Beto são diretores do Grupo SCC.
Há uma coleção robustas de registros da década de 1980 dos primórdios da então TV Planalto, com programas predominante de conteúdos locais, como na imagem acima da produtora Carla Reche com o saudoso Álvaro Ribeiro (em pé) e os âncoras do Jornal Panorama (TV Planalto às 12h), Mário Motta e Marisa Bunn.
Esse registro é mais ‘recente’ entre o final da década de 1980 e início de 1990 com Gugu Liberato (à direita ao lado de Roberto Amaral) em Lages conhecendo a estrutura da emissora de TV
DADOS FORAM EXTERIORIZADOS DURANTE HOMENAGEM AOS 43 SERVIDORES QUE SE APOSENTARAM NO PRIMEIRO SEMESTRE DA NOVA GESTÃO
Repetindo uma ritualística que já era feita pelo então prefeito Antonio Ceron, a atual prefeita Carmen Zanotto recepcionou nesta semana 43 servidores municipais que deixaram a ativa para entrar na lista dos segurados do LagesPrevi. São colaboradores de várias secretarias que cumpriram todos os requisitos legais e passaram a receber aposentadorias ao longo do primeiro semestre de 2025.
“A principal missão do LagesPrevi é acolher os servidores e oferecer a eles segurança e clareza no esclarecimento de dúvidas sobre seus direitos previdenciários”, cita a advogada Laís Vieira Paim Monarin, que preside o Instituto e aparece à direita no registro acima.
QUESTÃO DO EQUILÍBRIO
Durante a homenagem àqueles que dedicaram a vida para atuar nas diversas áreas da prefeitura, não se entrou no assunto do déficit que o município precisa complementar todo mês (diferença entre a arrecadação e o custeio do sistema de aposentadorias e pensões). Mas um número informado de maneira oficial, dá ideia da razão do complemento. Atualmente são 1.400 segurados (aposentados e pensionistas) para 3.124 servidores da ativa (que contribuem com o Instituto de Previdência). Essa relação significa um segurado para cada 2,2 contribuintes.
Parte do grupo de 43 servidores que passaram para a inatividade no serviço público municipal, representando a necessidade de mais recursos para manter o sistema previdenciário municipal.
A VARA DE ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS PRESSUPÕE JULGAMENTOS SEM IDENTIFICAR MAGISTRADOS E SERVIDORES
A providência tem como base a proteção dos julgadores catarinenses, diante da análise de processos que envolvem organizações criminosas que podem colocar em risco a segurança e a própria vida dos integrantes do Judiciário. Mas esse encaminhamento acendeu alerta na OAB/SC pelo risco de descumprimento de garantias constitucionais, prerrogativas da advocacia e do devido processo legal.
O QUE PREOCUPA A OAB/SC
O anonimato dos magistrados, restrições ao contato direto entre advogados e o juiz do processo, e ausência do juiz das garantias. Esse é o tripé que preocupa os profissionais que atuaam nos processos. Um estudo foi realizado por quatro comissões de trabalho da OAB/SC e entregue pelo presidente da Seccional, Juliano Mandelli, ao presidente interino do TJ/SC, Cid Goulart. Diz Mandelli que:
“Nossa atuação é pautada pelo diálogo institucional, sempre com respeito. Reconhecemos a importância de medidas que assegurem a proteção de magistrados, mas não podemos abrir mão dos direitos e garantias constitucionais, nem das prerrogativas da advocacia”.
Presidente interino do TJ/SC, desembargador Cid Goulart, ouvindo as ponderações do Presidene Mandelli (OAB/SC).
Conforme já exteriorizado, esse é o mapa de processos envolvendo organizações criminosas que tramitam em SC e que passam a ser cuidados exclusivamente pela recém criada Vara Estadual de Orgaizações Criminosas. E o protocolo prevê que os magistrados (e servidores) que cuidam desses processos não tenham nomes relacionados nos procedimentos, evitando-se represálias e dando garantias aos operadores do sistema judicial, diante de riscos de ameaças e até de atos de violência.
GRUPO DE TRABALHO AVALIA A IMPLEMENTAÇÃO DE VOOS REGIONAIS INTERLIGANDO 24 AEROPORTOS NO INTERIOR DE SC
É quase ficção pensar que uma Companhia Aérea como a Latam ou Gol possa operar voos entre cidades catarinenses como Lages, Blumenau, Caçador, São Joaquim, Joaçaba e assim por diante. Mas 24 cidades têm aeroportos em condições de operar voos, dependendo do modelo de avião. Daí que um grupo de trabalho atua na Secretaria de Portos e Aeroportos (comandada por Beto Martins) para encontrar um modelo de operação nesses aeroportos de menor porte, para interligar os municípios ‘menores’ até cidades que operam voos com os grandes centros.
NESSE SENTIDO
Quando da missão na China, integrantes da comitiva catarinense visitaram a fábrica da Harbin. Ali conheceram uma aeronave de pequeno porte com capacidade para transportar passageiros e cargas. Segundo o secretário Beto Martins, o formato do modelo de negócio ainda está em discussão. “O avião chinês é uma das propostas em análise pelo Grupo de Trabalho”.
SOBRE O AVIÃO
A fábrica de aviões Harbin é a Harbin Aircraft Industry (Group) Co., Ltd, também conhecida como Hafei. Localizada em Harbin, capital da província de Heilongjiang, a empresa é uma subsidiária da Aviation Industry Corporation of China (AVIC). O avião do modelo Y12-E tem capacidade para 17 passageiros, dois tripulantes e pode ser convertido de transporte de passageiros para carga em cerca de 30 minutos.
Registro da comitiva na Fábrica de Aviões Harbin, cujo modelo está na mira do governo catarinense para uma parceria com a iniciativa privada (viabilizando incentivos) focando a operação em aeroportos de SC
SIGNIFICADO DISSO
Ainda é bem embrionária a ideia de criar uma malha aérea de voos regionais em Santa Catarina. Não existe modelo nesse sentido no Brasil, diferente daquilo que existe nos EUA e em países europeus (voos de companhias low cost). Mas se efetivado um modelo assim, aeroportos como de São Joaquim, Lages e Correia Pinto, assim como Curitibanos e Joaçaba, poderiam ter voos regionais para levar passageiros (e cargas) até cidades com voos nacionais (Florianópolis, Navegantes, Joinville, Jaguaruna e Chapecó).
A política de voos regionais integraria aeroportos como esse de São Joaquim, devidamente pronto para operar com aeronaves de menor porte