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Lages: Inquietação com a Agricultura

PREFEITA CARMEN ZANOTTO DEMONSTROU ISSO DURANTE REUNIÃO COM O PRESIDENTE DA EPAGRI

Como nas últimas semanas a pauta predominante era Festa do Pinhão, colocamos o tema em um canto da pauta para abordar no pós-evento. Lá no dia 10 de junho a prefeita Carmen Zanotto recebeu o presidente da Epagri, Dirceu Leite que, acompanhado dos gerentes em Lages (Marlise Ciotta e José Márcio Lehmann) discutiram alternativas para fomentar mais o setor agrícola da maior cidade da Serra Catarinense.

NÚMEROS E PROPÓSITO

Durante a conversa foram apresentados dados como o fato de 6% do PIB lageano ter como origem o agronegócio. Considera-se no contexto os 14 mil hectares de soja e os quase 4 mil hectares de milho, além dos 32 mil hectares de florestas de pinus e as 89.000 cabeças de gado que integram o rebanho lageano. A reunião revestiu de tamanho importância que, aquilo que era para ser um encontro formal de meia hora, durou a manhã inteira. O foco é diversificar e expandir a produção agropecuária de Lages.

ALÉM DE ESTRADAS

O poder público não se recolhe da tarefa de garantir a infraestrutura básica, com a manutenção de estradas (embora haja reclamações pontuais e dificuldades de atender demandas). Mas a prefeita Carmen Zanotto se mostrou bastante angustiada, entendendo que agricultura é mais que manter estradas. “Os produtores de madeira e criadores de gado são grandes e estão consolidados. Precisamos estimular os pequenos. O que vamos fazer além de manter as estradas?”. Foi o que pontuou em tom de indagação e desafio à própria equipe. “Temos que definir e implementar uma política pública para o setor”, acrescentou a prefeita, entendendo que esse fomento tem que atender especialmente o pequeno produtor, para que esse produza mais e o resultado disso agregue à economia da cidade.

“Devemos buscar os perfis empreenddores, incentivá-los a acreditar e investir”, acenou o presidente da Epagri, Dirceu Leite, colocando o corpo técnico da empresa à disposição de um projeto de fomento que amplie a produção agrícola em Lages.

Pedro Donizete, secretário e o adjunto Ronaldo Duarte (ambos da Agricultura de Lages), acompanharam a conversa.

Fotos: Jornalista Pablo Gomes – Bolsista Epagri/Fapesc

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Vinho: Frio embala venda na Serra

VINÍCOLAS DA SERRA CATARINENSE VIVENCIAM PROCURA SIGNIFICATIVA PELOS RÓTULOS DE ALTITUDE

No sábado, 21, enquanto estávamos em São Joaquim, ouvimos uma informação que serve para dar uma ideia de como está a procura pelos vinhos de altitude neste período de baixas temperaturas na Serra Catarinense. Somente uma vinícola teria vendido R$ 30.000,00 em vinhos na sexta-feira, 20. A procura pelo vinho aumenta à medida que as temperaturas ficam amenas e o turismo quer aproveitar o passeio (inclusive nas vinícolas) para levar uma garrafa para casa. A Casa do Vinho, cuja matriz é São Joaquim e tem loja em Lages, registra na unidade de Urubici o seu maior volume de vendas nesta temporada, segundo as informações que obtivemos dos proprietários.

O FRIO NA VILLA FRANCIONI

Para evidenciar o clima rigoroso do frio nesta época, a empresa que presta assessoria de comunicação à Vinícola Villa Francioni, compartilha um registro que traduz o clima das imediações do primeiro empreentimento vitivinícola da Serra Catarinense. Com temperatura de – 5 graus e sensação térmica de – 11 graus, um pequenp reservatório de água que enfeita a frente da Villa Francioni congelou, permitindo um registro interessante.

Para contrastar um dos melhores exemplares da Villa Francioni (o vinho Dilor, que homenageia o pioneiro Dilor Freitas) teve uma garrafa aberta e colocada em cima do gelo formado pela geada dos – 5 graus. A foto é de colaboradores da própria Villa Francioni.

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Leitura técnica da Festa do Pinhão

DADOS COMPILADOS AVALIARAM REPERCUSSÃO DO EVENTO E INDICAM DADOS AOS GESTORES DE LAGES

A frase do escritor Lewis Carroll para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve não se aplica à gestão de Lages quando o assunto é Festa do Pinhão. Desde antes do começo das festividades, a prefeita Carmen Zanotto já tinha em mente levantar informações que irão embasar a decisão sobre o ‘para onder ir’ em relação ao evento.

NESSE SENTIDO

A prefeita nomeou uma equipe para pensar o modelo a ser adotado em anos seguintes. Da mesma forma foi planejada uma pesquisa durante os 17 dias para nortear decisões, independente do modelo que irá prevalecer. E até mesmo um levantamento minucioso, feito por profissionais que dominam a leitura técnica de redes sociais e portais de notícias, foi realizado até para eventuais correções e direcionamentos de decisões.

SOBRE ESSE LEVANTAMENTO

Tivemos acesso (acredito que com exclusividade) a esse levantamento técnico que analisou a repercussão da Festa do Pinhão para os lageanos e o público fora da cidade. Logicamente que não houve unanimidade até porque há situações a serem revistas em um cenário totalmente novo.

Acima temos o resultado da análise de 12 laudas contendo referências nas redes sociais à Festa do Pinhão, considerando o conteúdo em si e comentários do público a respeito.

Este outro gráfico aponta como os meios de comunicação ‘venderam’ a Festa do Pinhão através de reportagens e outros produtos de interatividade nos respectivos domínios.

QUESTÕES NEGATIVAS

NAS REDES SOCIAIS

O relatório que chega aos organizadores da Festa do Pinhão e membros da administração de Lages contém também avaliações negativas. A ideia foi compilar tudo, para que a análise fosse fiel à realidade.

Acima, os profissionais que elaboraram o trabalho interpretaram as três principais razões das menções não positivas do evento

A VISÃO POSITIVA DO PÚBLICO

No item ‘organização do evento’ é citada a questão segurança. E esse também foi um dos diferenciais do evento, sem nenhuma ocorrência de vulto relacionada à Festa, a partir do trabalho amplo da PM, com a participação da Polícia Civil, Agentes de Trânsito, Segurança Privada e demais forças de segurança.

ASSIM

O referido relatório é amplo, contendo 50 páginas, com informações minuciosas sobre a repercussão da Festa do Pinhão, os aspectos também negativos que foram apontados, enfim, conteúdo que os organizadores considerarão na tomada de decisão futura.

ESTRATÉGIA COM A PREFEITA

Não se sabe quem articulou a estratégia da entrega da Festa ao lageano pela prefeita Carmen Zanotto, mas o fato é que ela esteve presente em todos os lugares, onde havia evento. Até parecia que existia um túnel entre o Calçadão e o Estádio, ao ponto de ela falar na abertura do show de Luiz Marenco e, quase no mesmo horário, subir ao palco antes de Guilherme & Benutto no Tio Vida. E ainda na mesma quarta-feira, 18, foi ao Centroserra no show de Ferrugem.

E ASSIM…

Ora de bombacha, ora de vestido de prenda, a prefeita foi às arquibancadas do estádio cumprimentar as pessoas, frequentou várias vezes a rua coberta e ainda mantinha a agenda no Paço, inclusive com deslocamentos a Florianópolis e São Joaquim, durante a edição. Recepcionou duas vezes o governador Jorginho, interagiu com os colegas prefeitos da Amures, enfim, praticou liderança.

Embora, por estar em início de mandato, não precisasse criar uma estratégia para ampliar a aproximação com as pessoas, isso ocorreu por parte da prefeita durante as andanças nos locais de Festa.

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Lages: Diferencial dentro da prefeitura

EQUIPE DE UM DOS SETORES MAIS IMPORTANTES DA PREFEITURA DE LAGES DÁ EXEMPLO DE EMPATIA COM O PÚBLICO

Se um ou outro contribuinte chegar de cara fechada no Setor de Arrecadação da Prefeitura de Lages – porque esse negócio de pagar imposto nem sempre deixa a gente feliz -, vai sair do ambiente com as demandas encaminhadas (sobre recolhimento de tributos) e a alma mais leve. A razão é a postura dos servidores e servidoras que atuam no andar térreo do prédio da prefeitura. Cada referência festiva do calendário, todos se paramentam fazendo alusão à data.

EXEMPLO DISSO

Dos trajes típicos da Oktoberfest aos foliões do Carnaval. De referências ao Dia da Independência ao Dia da Criança. Enfim, a equipe exterioriza um ambiente de harmonia, despertando no frequentador da referida repartição pública a sensação de que está adentrando em um local agradável. Com essa iniciativa, o grupo acaba entregando à coletividade muito além da prestação de serviço em si, mas o exemplo de que é possível servir, atuando de forma harmoniosa e despertando nas pessoas a tão necessária empatia.

E porque vivemos tempos de festas juninas, aqui está um exemplo do que relatamos, com o grupo devidamente caracterizado para uma Festa de São João. Não tem como adentrar em um ambiente, deparar-se com referências como essa, sem se sentir acolhido.

E como se visualiza no registro, todas levam a sério as vestimentas para as datas alusivas como neste Dia de São João. Só faltou um padre para o casório que é encenado na data porque a noiva apareceu!

ENTÃO

O registro quis evidenciar a dedicação de alguns integrantes do serviço público em não apenas servir, prestando o serviço, mas ir além, entregando empatia e criando um ambiente menos carrancudo. Tudo isso, claro, sem deixar de cumprir as tarefas que, no caso do Departamento que ilustra o relato, é um dos mais importantes da prefeitura, a área de arrecadação tributária.

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8 graus abaixo de zero em Urupema

QUEDA DE TEMPERATURA CONFIRMOU O FRIO INTENSO QUE DEVE SE MANTER ATÉ A CHEGADA DE JULHO

Com chuva na quinta-feira, 26, e no final de semana, as temperaturas seguirão baixas na Serra Catarinense até os primeiros dias de julho. A previsão de termômetros abaixo de zero se confirmou nesta terça-feira, 24. O dia de São João colocou até Lages no mapa das temperaturas negativas.

Chamou a atenção a ausência de Bom Jardim da Serra nessa lista divulgada pela Defesa Civil das temperaturas mais baixas em SC. O município situado nos altos da Serra do Rio do Rastro deve ter registrado temperatura bem abaixo de zero. Inclusive porque a referida Serra foi fechada por causa do acúmulo de gelo na pista da SC-390.

Jornalista Wagner Urbano madrugou em São Joaquim para fazer o registro na praça Cezário Amarante com o termômetro indicando o frio intenso na segunda maior cidade da Serra Catarinense

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Pendências em 60% dos imóveis

SIGNIFICA QUE PELO MENOS 50.000 IMÓVEIS EM LAGES TÊM ALGUM PROBLEMA DOCUMENTAL

Por causa do feriado e da Festa do Pinhão o assunto ficou em um canto da pauta. Mas pelo grau de importância é necessário exteriorizar. Foi na quarta-feira, véspera de Corpus Cristi que o Núcleo de Imobiliárias e Corretores da Acil convidou o advogado Leandro Spiller para uma troca de informações. O profissional, especialista em Direito Imobiliário e Empresarial, apontou uma estimativa que segue a tendência nacional. Pelo menos 60% dos imóveis de Lages possuem algum tipo de pendência documental.

SIGNIFICADO DO ÍNDICE

Se pegarmos a realidade de 90.000 carnês (boletos) do IPTU sendo lançados neste ano, é possível apontar pelo menos 50.000 imóveis (casas, apartamentos, terrenos, chácaras, fazendas, empresas) com algum tipo de pendência documental. De questão tributária (impostos, taxas e contribuições pendentes) ao registro legal (Tabelionato e Registro de Imóveis), tudo isso é considerado como indispensável para que nenhum entrave deixe o imóvel ‘no purgatório’. O advogado Leandro Spiller destacou os principais desafios e soluções jurídicas para imóveis urbanos e rurais, reforçando a importância do corretor de imóveis nesse processo.

O especialista alertou para os perigos de negociações feitas com base em informações incompletas, como contratos de gaveta, imóveis em nome de espólio sem inventário e construções sem averbação.

Ainda de acordo com Spiller, durante a fala aos integrantes do Núcleo da Acil, a regularização pode valorizar um imóvel em até 30% e acelerar significativamente o processo de venda.

Com informações de Sheila Rosa – Acil

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