NÃO FOSSEM OS R$ 2 MILHÕES DO GOVERNO DO ESTADO A PREFEITURA PRECISARIA APORTAR MAIS DE R$ 3 MILHÕES
Salve Jorge! Sim, Jorginho Mello, no caso.
Foi ele que, ao aportar R$ 2 milhões na Festa do Pinhão – valor que nem quando Colombo era governador foi viabilizado pelo Estado – conseguiu equilibrar arrecadação e despesas, permitindo que o investimento do município ficasse na casa de R$ 1.300.000,00. A prefeitura informa de maneira oficial que foi o menor aporte dos cofres públicos das últimas edições, embora não se saiba quais foram os valores reais gastos nas festas recentes e pretéritas.
O cheque salvador que bancou 40% dos custos do evento foi o diferencial do apoio financeiro viabilizado pelo governador Jorginho
BALANÇO FINANCEIRO
Secretário da Fazenda, Evandro Frigo, informou sobre os ‘aproximadamente’ R$ 5.200.000,00 que totalizaram os gastos desta edição. Disse que, além do aporte do Estado, houve arrecadação de R$ 1.600.000,00 em patrocínios, outros R$ 160 mil da licitação para a venda da bebida no Tio Vida. Há um floreio para apresentar a edição como grande sucesso, mas na verdade foi uma edição de superação, considerando até a hipótese de não ocorrer, além da ausência da iniciativa privada para pagar shows melhores que atraísse público (turistas).

Secretário da Fazenda e os números de ‘uma festa barata’, mas que priorizou (e atendeu), predominantemente o público lageano
FESTA SEM TURISTA
Foi a edição com a menor presença de visitantes de outras partes do Estado e do País. Aquela muvuca que a cidade se transformava entre a quarta-feira, véspera de feriado, e o sábado, não se registrou neste ano. Aliás, embora o foco tenha sido a Festa do Pinhão para o lageano, shows com menos de 100 pessoas na frente do palco no Calçadão e espaços não ocupados no próprio estádio, ilustram a realidade de que o próprio público local não foi em grande quantidade ao evento. Esperava-se mais, até porque a prefeitura, o poder público, fez sua parte.
Trio Ternura – Além do aporte de R$ 1,3 milhão da prefeitura na Festa, que se constitui um valor relativamente baixo, diante da possibilidade e do risco dos cofres públicos bancarem o evento – e isso é positivo -, registre-se o tino de gestão do trio acima. Ana Vieira, Varla Zonatto e Carmen Zanotto lideraram o planejamento que, de fato, resgatou e reforçou a cultura da Festa e tentou atrair mais os lageanos, embora a resposta – pelos números – nao foi de presença tão expressiva.



