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Azul fora da Serra: Sem novidades

EMPRESA NÃO SINALIZA REVER A SUSPENSÃO DOS VOOS ENTRE A SERRA CATARINENSE E CAMPINAS/SP

Não dá nem para falar em novidade a fala do secretário de Portos e Aeroporto de Santa Catarina, Beto Martins, quando disse ao colega Rodrigo Silvério na Clube FM que ‘a empresa Azul não utiliza o termo cancelamento de voos na Serra Catarinense. O que houve foi uma suspensão’. De fato, a empresa suspendeu porque pode, a qualquer tempo, retornar a operação. Mas o problema é mais complexo, apesar da pressão política para tentar reverter. O próprio Beto Martins disse que o governador Jorginho quis saber da empresa ‘o que eles queriam para manter a operação na Serra Catarinense’. E mesmo assim, a Azul não sinalizou garantia e nem retomada. Pelo menos, por enquanto.

Secretário Beto Martins, falando à Clube FM, observou inclusive que o Gerente de Aeroportos (Jorge Picinatto) é lageano e não tem medido esforços para tentar ajudar. E da mesma forma, o governador Jorginho tem liderado diálogo com a empresa, mas por enquanto sem êxito. Beto Martins citou que a situação de Correia Pinto (linha até Campinas) é mais delicada que em Jaguaruna. “No Sul do Estado ainda temos uma companhia operando (que é o voo da Latam). Daí a ideia de não medir esforços para restabelecer os serviços em Correia Pinto”.

EM TEMPO

O registro acima é de uma reunião do governador Jorginho com dirigentes da Azul Linhas Aéreas em maio do ano passado. Na pauta o incremento de voos regionais, a partir da atuação da empresa em SC. Porém, não se contava com a crise que a Azul vem enfrentando, inclusive com um considerável número de aeronaves ‘no chão’, exigindo uma logística diferenciada para manter voos.

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Urubici entre os mais empreendedores

SEBRAE UTILIZOU CRITÉRIOS TÉCNICOS PARA APONTAR OS 20 MUNICÍPIOS MAIS EMPREENDEDORES DE SC. APENAS URUBICI NA SERRA CATARINENSE

A base de dados para o levantamento considera a relação número de pequenos negócios por habitantes, cujas fontes primárias são o Censo do IBGE de 2022 e informações da Receita Federal de 2025. O Observatório de Negócios Sebrae/SC escalou os 20 municípios onde mais se empreende. Sem surpresas, Balneário Camboriú, Itapema e Florianópolis ocupam os três primeiros lugares. E da Serra Catarinense apareça apenas Urubici na 16ª posição, inclusive a frente de São José e Palhoça.

Registro de Marlon Sá Molin (MSM Imagens Aéreas) para evidenciar que nenhum município cresce mais na Serra Catarinense no setor de turismo quanto Urubici. E o Sebrae constata que o empreendedorismo está presente no município.

SC LIDERA O EMPREENDEDORISMO

O mesmo levantamento mostrou que Santa Catarina segue com a maior taxa de empreendedorismo do país, que é de 14,9%, seguida por São Paulo, 13,6%, e Paraná, 13,5%. De acordo com o diretor técnico do Sebrae/SC, Fabio Búrigo Zanuzzi, o ranking dos municípios mais empreendedores é mais uma demonstração da efetividade do Programa Cidade Empreendedora:

“Santa Catarina é um Estado com uma vocação empreendedora consolidada. Por isso, buscamos por meio do Cidade Empreendedora transformar os municípios catarinenses em ambientes de negócios mais favoráveis, dinamizando a economia, gerando mais renda, emprego, arrecadação e produtividade por meio da desburocratização. Com isso, conseguimos desenvolver a economia local e gerar ainda mais desenvolvimento econômico para o Estado”.

Acima as 10 cidades mais empreendedoras do Estado, considerando os critérios adotados pelo Sebrae

Urubici aparece na posição de número 17 e evita que a Serra Catarinense fique fora do ranking do empreendedorismo do Sebrae em SC

Fonte: Assessoria Estadual Sebrae/SC

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A pressão pelo Teatro Marajoara

MOVIMENTO CHEGOU TARDE. MAS COBRA ALGO QUE TERIA SIDO PROMESSA DE CAMPANHA ELEITORAL

Temos sido marcados em publicações e recebemos conteúdo de um movimento (por enquanto anônimo) que cobra a reabertura do Teatro Marajoara de Lages. A falta de sensibilidade no diálogo e tratativas para impedir o fechamento do ambiente, foi um dos maiores pecados da gestão anterior. Entretanto, seria insensatez da prefeita Carmen Zanotto nessa tarefa de reorganizar as demandas na área da saúde (providência em andamento), recuperar a infraestrutura da cidade (está sendo feito de forma lenta e angustiante), além de outras demandas mais urgentes, colocar-se a providenciar a abertura ‘devereda’ do referido teatro.

ENTENDAMOS QUE…

Seja no Marajoara, no Marrocos ou em algum ambiente do gênero, o poder público precisa ter um teatro ‘próprio’. Ou seja, uma estrutura que não requeira o pagamento de locação a cada uso, assim como a disponibilidade para eventos e espetáculos em parceria com a prefeitura.

Logicamente que a questão do Marajoara requer dialogar e ver se os proprietários têm interesse em locar à prefeitura (as experiências anteriores não teriam sido boas). O movimento Volta Marajoara é válido para manter o assunto na pauta, mas não para exigir uma solução à cultura da noite para o dia, visto que a lista de prioridades urgentes é enorme. E embora a cultura seja prioridade (e isso é inconteste), urgente como Saúde e Infraestrutura, por exemplo, não o é.

Não é de hoje que o assunto está na pauta, mas a gestão anterior ‘conseguiu’ apenas fechar o espaço sem uma solução que recepcionasse o anseio dos movimentos culturais. Algo que é promessa de campanha da atual prefeita e se aguarda desdobramentos

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Sancionado ‘show do milhão’

CARGOS QUE SOMARÃO GASTOS EM QUATRO ANOS DE R$ 2 MILHÕES TIVERAM SANÇÃO DA PREFEITA CARMEN ZANOTTO

Naturalmente não seria o apelo do vereador Joinha (da bancada da raivinha) para que a prefeitura Carmen Zanotto não sancionasse a lei do trem da elegria na Câmara que mudaria alguma coisa. É que mesmo sem sanção da prefeita, o projeto retornaria ao legislativo e, os mesmos vereadores que votaram pela aprovação, derrubariam o veto e dariam validade à farra, digo, à lei. De qualquer forma, a prefeita preferiu não se bicar com a base que lhe dá sustentação na Câmara e caneteou o projeto bem devereda e o presidente Maurício Batalha e seus pares podem chamar os indicados para os cargos.

Além de todo o aparato de profissionais que atuam na Câmara e de assessores individuais para cada vereador, o presidente Maurício Batalha ampliou sua lista de ‘ajudantes’. O quadro acima aponta a criação de mais uma vaga para atender as necessidades de despachos do comandante da Câmara.

Não há informação se o presidente Batalha está pensando em ampliar a Câmara de Vereadores para caber tanta gente ou se haverá rodízio no expediente para evitar tumulto

NADA DE TÉCNICO PARA AS ÁREAS

Importante observar que os cargos que foram criados, embora haja previsão de remuneração mais robusta (entre 3 e 6 salários mínimos mensais), não exige qualificação mais ampla. Para a Procuradoria da Mulher, por exemplo, o recomendável seria uma assessoria cuja pessoa tenha formação em áreas como Direito ou um curso superior correlato. Para mídias sociais, um assessor com formação mínima na área. Mas nada disso. Tudo que a lei determina é que os ocupantes das assessorias criadas tenham diploma de ensino médio (2º grau).

Vereadora Bruna Uncini, que foi um dos nove votos pela aprovação, foi às redes sociais justificar a adesão ao projeto. Disse que perto de outras Câmaras de Vereadores de SC, Lages é a de que tem menos estrutura de pessoal e que essa agregação de pessoas a mais é para que os vereadores consigam ‘entregar mais serviços’ na função que executam. Inclusive ela, na cruzada em defesa da causa animal.

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Sindicalistas dialogam no Paço

DIRIGENTES SINDICAIS QUE REPRESENTAM O FUNCIONALISMO MUNICIPAL DE LAGES DIALOGA COM A PREFEITA

Na pauta está o retorno das negociações sobre as cláusulas do acordo coletivo para profissionais da Educação, assim como a previsão de reposição aos outros integrantes de categorias que formam o funcionalismo municipal. A prefeita Carmen Zanotto recebeu a presidente do Simproel (Elaine Morais), acompanhada do Procurador da entidade, advogado Sandro Anacleto, assim como outros membros da diretoria.

Secretários Frigo (Fazenda) e Cristian de Oliveira (Educação) acompanharam o diálogo que contou com a presença também do presidente do SindServ, Agenor Rodrigues, o Nori.

ASSEMBLEIA

Em âmbito de Simproel, a ideia é programar uma assembleia geral na semana que vem, chamando a categoria para discutir pontos de uma proposta de reposição salarial e outras cláusulas integrantes do acordo coletivo pretendido para estar em vigor ainda neste ano.

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Festa do Pinhão: A ausência das BIG

O QUE EXPLICARIA O FATO DE EMPRESAS COMO AME, GABY E GDO NÃO SE APRESENTAREM PARA TOCAR A FESTA DO PINHÃO

Segue o exercício de tentar chegar até uma empresa que tenha estatura suficiente para tocar uma festa do tamanho da maior de Lages. A primeira e a segunda que apresentaram propostas no Pregão Eletrônico foram inabilitadas por questões legais e há a investigação do conteúdo da proposta da terceira colocada para se tentar chegar até uma que atenda os requisitos do edital. Talvez se encontre. Talvez necessário um novo certame licitatório. Talvez…

E AS BIG (AS GRANDES)?

É a grande dúvida paroquiana sobre a razão das três maiores que já tocaram o evento nesses 10 anos do modelo terceirizado não terem se habilitado. A resposta residiria no formado implementado pela Prefeitura de Lages. É muito encargo e bastante risco. Das 500 credenciais que precisam ser entregues aos prefeituristas ao valor de R$ 450 mil a ser caseado nos cofres da prefeitura e até uma postura combativa do próprio lageano ao evento, tudo somado gera insegurança e receio de ‘assumir a bronca’.

MAS TEM MAIS…

Remete ao ano de 2019 quando ocorreu uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Lages. A um amigo em comum, o empresário Lauri Schoenher teria relatado que nunca havia se sentido tão humilhado em um ambiente público por uma situação que não dera causa. Ele se referia à postura do então vereador e agora vice-prefeito Jair Júnior. Tanto ele quanto Beto Ody só não foram chamados de ladrões na Câmara (talvez tenham sido). O clima criado levou até a sugerirem que os empresários deixassem o legislativo pelas portas dos fundos, o que eles não concordaram. Ouvimos o relato:

“A opção de bandidalizar o empreendedor, com o objetivo único de chamar a atenção e aplausos, gerou esse desinteresse com aqueles que, de fato, podem fazer uma Festa do Pinhão grande. E aquele que ajudou a causar esse estrago, agora é vice-prefeito. A menos que o modelo mude e dê mais segurança, Lages não deve ter grandes empresas interessadas em assumir um evento de risco, como esse”.

Os empresários Lauri (GDO) e Beto Ody (Gaby) na audiência pública da Câmara de Vereadores nos idos da primeira gestão de Ceron, época que Lucas Neves era vereador e que teria ajudado a ‘malhar’ os empreendedores como se fossem os vilões da Festa do Pinhão…

A vilanização aos que tocavam a Festa do Pinhão foi liderada por Jair Júnior que, por ironia do destino, agora é vice-prefeito de Lages

LEMBRANDO QUE…

A Festa do Pinhão foi terceirizada em 2014 quando a Gaby Produções venceu a licitação e tocou o evento por 5 anos consecutivos (a licitação prevê esse prazo). O modelo de retirar o poder público da contratação e deixar que a iniciativa privada assuma, toque e corra os riscos, foi a forma encontrada para acabar com o ‘prejuízo’ que a Festa sempre deu.

Essa planilha que temos em arquivo apresenta um comparativo entre a gestão de Renatinho e Elizeu Matos, quando a festa era tocada pela prefeitura e, depois, pela iniciativa privada. Os valores se referem aos aportes da prefeitura que passou a custear apenas as despesas do concurso da Rainha e Princesas, Recanto do Pinhão e Sapecada da Canção. Não temos os dados a partir de 2017, mas os números acima evidenciam ser inconteste que o caminho para o evento é estar nas mãos da iniciativa privada e a prefeitura fora da organização!

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