Geral

Os passos do Paço na história

O CONTRASTE DO PRÉDIO DA PREFEITURA DE LAGES EM MOMENTOS DISTINTOS DA HISTÓRIA

Falando sobre a limpeza empreendida no prédio da prefeitura de Lages, Carmen Zanotto utilizou o termo: – E que faxina! A prefeita sintetizou o trabalho que exigiu autorização da FCC (porque é bem tombado) e que recebeu a limpeza de várias mãos. Visualiza-se ao passar pelo prédio atualmente que a parte de metal (proteção nas janelas) está enferrujando. Mas nesse caso, a autorização para recompor com uma tinta original é bem mais complexa. De qualquer forma, o prédio é outro, em um comparativo entre antes e depois da ‘faxina’.

Os locais escurecidos pela falta de manutenção acabaram dando lugar a uma estrutura mais clara e natural

DOS TEMPOS IDOS

E porque é um dos prédios mais belos da arquitetura paroquiana, da rede social a gente coleta o registro abaixo. Reporta ao trabalho do arquiteto italiano Rodolfo Sabattini. Teria sido ele o responsável por trazer ao mundo o prédio do Paço no início do século passado (1902)…

Interessante que, ao invés de subir mais um andar, o atual pavimento térreo corresponde ao que se vê na foto como porão. Tanto esse quanto as escadarias deram lugar ao pavimento térreo, alteração executada (acredito) que no final dos anos de 1950 tendo sido executada a mudança por profissionais como o saudoso arquiteto João Preto que chegara a Lages nos idos de 1954.

Compartilhe
Continue Reading
Geral

Dados reais sobre o funcionalismo

SERVIDORES QUE GANHAM MENOS TÊM RAZÃO DE BUSCAR REAJUSTE DE 12%. MAS OS DADOS EVIDENCIAM A DIFICULDADE DO PAÇO

Se alguém levantar a voz contra a demanda dos servidores associados ao SindServ na busca dos 12% de reajuste está sendo injusto. É um funcionalismo com o salário mais achatado da prefeitura que, apesar de um ou outro benefício conquistado por tempo de serviço, tem remuneração baixa. Entretanto, a estratégia do Sindicato em tentar colocar a prefeita em início de mandato num fundo de guampa, parece precipitada se forem buscados os dados reais da folha do funcionalismo.

ENTENDAMOS QUE…

O post e os dados não são para convencer o servidor disto ou daquilo, visto que o direito a reivindicar é legítimo. Porém, a correção dessa verdadeira injustiça que é o salário baixo a uma camada do funcionalismo de Lages, deveria ter sido uma luta constante do SindServ ao longo dos últimos anos. Algo que o gráfico abaixo aponta que o sindicato foi conivente com o ignorar da gestão anterior ao assunto.

Esse é o histórico dos últimos cinco anos anteriores ao que foi concedido em 2025. Entre 2022 e 2024 a prefeitura concedeu apenas o INPC porque é obrigatório, não opcional. E em dois anos a reposição aconteceu apenas na metade do ano. Em 2021 o INPC foi concedido de forma parcelada e o último ganho real nos percentuais daquele ano ocorreu em 2020. Onde estava o SindServ nesse período que não buscou aquilo que seria o mais correto, que está se buscando agora que é o piso mínimo? Houve algum estado de greve no segundo mandato de Ceron?

A PREFEITURA E OS 12%

Existe o princípio da isonomia onde o poder público precisa atender de forma uniforme todo o funcionalismo. Para conceder 12% solicitado pelo SindServ, precisaria estender o percentual aos demais servidores. E os dados abaixo apontam a realidade do impacto na folha:

Os dados se referem ao impacto ao longo do ano com os 6,27%. O complemento na base é o incentivo aos professores não estáveis e ACTs como forma de segurá-los na rede municipal, além de valorizar aqueles que não são do quadro de servidores ativos.

QUESTÃO DO VALE ALIMENTAÇÃO

A tabela é progressiva para que o benefício seja maior aos que ganham menos. A reivindicação daqueles que ganham menos é de R$ 650,00 mensais. O valor ficou em R$ 572,00.

MAIOR EVOLUÇÃO DA NEGOCIAÇÃO

De todo o contexto, a parte mais interessante ao funcionalismo que ganha menos, é a constituição de uma comissão para avaliar o impacto da fixação de um piso mínimo. Algo que já deveria ter ocorrido no passado, mas faltou insistência do SindServ (ou se insistiu e não houve resultado). Em até 90 dias, a comissão, que tem dois integrantes do sindicato, irá apresentar dados sobre a hipótese de se criar o referido piso mínimo. A categoria pede piso mínimo de R$ 1.730,00.

Compartilhe
Continue Reading
Geral

Riscos na colheita do pinhão

DOIS ACIDENTES NO PRIMEIRO FINAL DE SEMANA DE COLHEITA LIBERADA NO MUNICÍPIO QUE MAIS PRODUZ PINHÃO NO MUNDO

O município de Painel é o maior produtor de pinhão do mundo, considerando que a araucária é árvore típica brasileira e nenhuma outra parte do Brasil produz tanto quanto a cidade distante 20 km de Lages. E vem dali os dois primeiros registros de incidentes relacionados ao início da colheita deste ano. Um produtor da localidade de Mortandade e outro de Casa de Pedra caíram de pinheiros, ao tentar fazer a derrubada de pinhas. Um deles precisou ser encaminhado à emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres.

ALERTA DA CELESC

Além dessa cautela na subida em pinheiros e a retirada da semente, através de pinhas, a Celesc também emitiu alerta sobre riscos da vegetação muito próxima da rede. Desde se evitar utilizar varas (para cutucar as pinhas) que possam atingir a fiação até a verificação se a rede não passa muito perto dos galhos, são orientações que a empresa está fazendo aos produtores.

SAFRA DESTE ANO

Há vários ‘especialistas’ apontando sobre a produção deste ano. Entretanto, somente a verificação in loco pode dar uma noção maior da realidade. É fato, por exemplo, que a produção é bem menor que a de 2024. Daí a razão do quilo do pinhão passar tranquilo da barreira dos R$ 10,00.

E se alguém considerar o preço elevado, precisa ter ideia do trabalhão que dá toda a ritualística que envolve a colheita do pinhão…

É preciso colocar várias pinhas (foto acima) no chão para, depois de debulhar, separando falhas e pinhão, chegar-se ao à semente que é comercializada

Em pinheiros de estatura mais baixa, a prática é menos trabalhosa para ver a pinha no horizonte vindo ao chão. Mas há casos de pinheiros altos, exigindo esporas especiais para vencer 10, 15, 20 metros de altura até se aproximar dos galhos para colocar as pinhas ao chão.

Compartilhe
Continue Reading
Geral

‘Se vierem, o bambu vai roncar’

PREGAÇÃO DO GOVERNADOR JORGINHO AO FALAR DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES COM TERRA EM SC

Foi sancionada a lei 19.226/25 que instituiu o Abril Amarelo em Santa Catarina. A norma visa conscientizar sobre a importância da defesa da propriedade privada e combater invasões de terras, sendo uma resposta direta ao Abril Vermelho promovido pelo MST. A ideia é incentivar a colaboração entre vizinhos e proprietários rurais para prevenir invasões, além de promover campanhas de conscientização sobre a valorização da propriedade privada.

Além de participar do ato em uma propriedade rural sobre o tema, o governador Jorginho exteriorizou o seguinte conteúdo a respeito:

“Já que o MST adora acampar em propriedade alheia, Santa Catarina vai acampar antes. Aqui é o MCT – Movimento dos Trabalhadores com Terra, um acampamento no Oeste Catarinense, uma região que era alvo do MST. Os donos da terra aqui estão dominando os eu território. Se eles vierem, o bambu vai roncar”.

(…)

“Se o MST criou o abril vermelho, com invasões, nos criamos o abril amarelo para combater esse tipo de crime que não é legal. Em Santa Catarina a gente tira o invasor em 24 horas. A justiça autoriza rápido e a nossa política põe pra fora. Quer terra? Conquista com o suor do seu rosto. Aqui todo mundo trabalhou pra ter. Não vem que não tem”.

Os catarinenses Jorginho Mello e Amin levaram a bandeira do MCT e fizeram registro com Bolsonaro nos bastidores do ato pela anistia (sic!) do 8 de janeiro de 2023.

Compartilhe
Continue Reading
Geral

A virada de chave da Festa do Pinhão

É BASTANTE PROVÁVEL QUE O MAIOR EVENTO DE LAGES NUNCA MAIS SEJA O MESMO. E ESSA NOTÍCIA É BOA!

Desde os tempos idos se discursa sobre a necessidade de repensar a Festa do Pinhão. Um evento mais cultural, popular e lageano. É a pregação que se repete, considerando que, por necessidade de mercado, a Festa se tornou um grande festival (predominantemente sertanejo). A virada de chave pode estar apontando nos tempos de agora.

ENTENDA O ENREDO

As chamadas BIG – que são as empresas que a prefeitura pode ‘entregar’ o evento sem risco de algum imprevisto (custeio de shows, estrutura, divulgação) não vão tocar mais a Festa do Pinhão. Pelo menos no modelo atual. Iniciar o ‘jogo’ devendo quase meio milhão de reais à prefeitura (custo da concessão), gastar fortunas para deixar o parque estruturado, apostar na bilheteria (que dependerá de condições climáticas e da adesão do público) e ainda encarar um tsunami de críticas (inclusive com empresários sendo chamados de ladrões e não empreendedores arrojados), ninguém quer mais. Logo, as BIG neste modelo e, portanto, neste ano, não virão.

E…

Como a prefeitura, através de seus gestores, não quer ‘entregar’ a Festa, fazendo um edital mais flexível, aceitando empresas de menor porte cuja execução do evento seja temetária, o jeito é chamar para si, pelo menos neste ano, a realização da Festa do Pinhão. Ainda não está batido o martelo nesse sentido, mas a ferramenta já está levantada para a batida. A prefeitura já sabe que as BIG não virão, mas a cidade não ficará sem seu grande evento.

O QUE SE PROSPECTA?

A Festa do Pinhão terá quatro grandes shows nacionais (até sabemos da relação, mas não é divulgável para não atrapalhar a contratação). Esses serão em praça pública, sem nenhuma cobrança de ingresso. Calçadão, Joca Neves, Praça do Terminal e Largo da Catedral estão entre os locais estudados para a realização dos shows. Pelo menos metade dos recursos para bancar esse modelo a prefeitura já tem de apoio (essa metade nem precisa de verba do cofre público). Talvez, em se confirmando que será desse jeito, mais aportes sejam viabilizados de patrocínio e apoios.

Prefeita Carmen ligou o módulo super sincera na entrevista à Hora da Corneta da Clube FM. Ela não bateu martelo sobre o novo modelo de Festa do Pinhão, mas deixou claro que o evento que começa em 65 dias, vai acontecer.

TRÊS PONTOS SOBRE A FESTA 2025

O QUE ESTÁ DEFINIDO – É praticamente consenso que a Sapecada da Canção acontece no Calçadão da Praça João Costa com domingo, segunda e terça-feira para agregar os melhores intérpretes da música gaúcha no palco central.

O QUE SE PROSPECTA – Além desse modelo diferente de Festa do Pinhão em si, há tratativas inclusive para tentar convencer o empresário Moha a trazer de volta o Entrevero do Moha que, em um passado recente, foi o evento mais charmoso da Serra Catarinense.

O RISCO DISSO TUDO – Dentro da ótica daqueles que defendem que a Festa do Pinhão aconteça no parque Conta Dinheiro, o modelo que pode se tornar realidade neste ano apresente um risco: que a Festa não volte mais para o parque. Isso na eventualidade (e possibilidade) de sucesso onde quer que aconteça fora das cercas do Conta Dinheiro.

Compartilhe
Continue Reading
Geral

Servidores: Não haverá nova proposta

O ESTADO DE GREVE E O PROTESTO DA SEXTA-FEIRA NÃO ALTERARÃO A POSIÇÃO DA PREFEITURA

Ao abordar a questão das demandas do funcionalismo associado ao SindServ, a prefeita Carmen Zanotto disse no programa A Hora da Corneta da Clube FM apresentou seu posicionamento. Em momento algum retira a importância da atividade de cada um e chegou a percentualizar ao apontar que “90% dos servidores trabalha muito”. Mas apontou ser impossível atender o que o sindicato quer. Vendo cunho político na manifestação, a prefeita citou:

“Desde 2020 os servidores não tinham ganho real e acenamos com isso em menos de 90 dias de gestão. Qual razão do sindicato não ter pedido isso nas outras gestões?”

ACENO INÉDITO AO FUNCIONALISMO

Na mesma linha de posicionamento, Carmen Zanotto observou que nenhum prefeito anterior acenou com aquilo que está fazendo de constituir uma comissão para analisar impactos (na folha) visando conceder um teto mínimo aos servidores. A comissão formalizada tem até 90 dias para apresentar os dados. “A reposição com ganho real sobre a inflação foi concedida”. Citou a prefeita em relação aos 1,5% de ganho real e mais a inflação, totalizando 6,27% de reajuste.

Deu para entender que se os servidores trocarem o estado de greve pela greve, a questão será judicializada.

Compartilhe
Continue Reading